A orquestra Weezer com os Muppets no clipe de ‘Keep Fishin’, de 2002
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Tem gente que acha que o Weezer é uma piada. Ou que deixou de ser relevante depois seus dois primeiros álbuns.
Mas para quem é fã, o Weezer é uma das poucas bandas que consegue ser genial e sem noção ao mesmo tempo. E eles estão de volta ao Brasil pela terceira vez, com show celebrando 30 anos da estreia, “Blue Album”.
Inferior, veja 10 coisas que você precisa saber sobre estes heróis nerds do indie rock, que tocam neste domingo (2) em São Paulo (veja mais informações no termo do texto).
1) O líder nerd
Rivers Cuomo, líder do Weezer, no início dos anos 90
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O vocalista e guitarrista do Weezer é obcecado por entender por que uma música dá patente. Rivers Cuomo já contou que usa planilhas de Excel para investigar fórmulas de hits e estudar estruturas de canções. Quando quis ir além em sua escrita, foi estudar Letras em Harvard. Voltou com um repertório inteiro sobre repudiação e isolamento que deu origem ao álbum “Pinkerton”. Para gerar os setlists de shows, o processo vem também do estudo. O guitarrista Brian Bell já contou ao g1 que Rivers costuma levar gráficos de audições nos serviços de streaming para as reuniões da orquestra. É com toda essa informação que eles definem os setlists.
2) O paixão pelo Brasil
Chuva não tira animação do público no Rock in Rio
Na primeira turnê por cá, a orquestra se surpreendeu com a intensidade do público. No festival Curitiba Rock Festival, fãs cantaram “My Name Is Jonas” tão cima que engoliram os vocais. Quando voltaram em 2019 para shows em São Paulo e no Rock in Rio, Rivers falou bastante em português. Foram frases porquê “Estamos muito felizes de finalmente tocar cá” e “Juntos, somos um time perfeito”.
A relação com o Brasil vem do rudimento: Rivers já contou que seu nome foi inspirado em Rivellino, camisa 11 da Seleção na Despensa de 70. Nos anos 2000, costumava usar a cognome Rivaldinho na internet.
3) O álbum clássico
Cobertura do ‘Blue Album’, do Weezer, lançado em 1994
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O disco de estreia, de 1994, é considerado um clássico do indie rock. “Buddy Holly”, “Undone (The Sweater Song)” e “Say It Ain’t So” ajudaram a gerar a base do rock mútuo americano dos anos 1990. Elas têm uma combinação de guitarras distorcidas, humor, autoironia e melodias cantaroláveis. É o tipo de álbum com pegada power pop que até hoje funciona porquê lição de porquê ser assobiável e barulhento ao mesmo tempo.
4) O lado metaleiro
Rivers Cuomo, líder do Weezer, na juvenilidade, em foto que estampa cobertura de álbum solo
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Por trás do visual tímido e das letras sobre fracassos amorosos, há um fã de metal clássico. O Weezer sempre teve um pé no peso de bandas porquê Kiss, misturado com melodias dignas dos Beach Boys. Não por casualidade, as duas bandas já foram citadas em letras. É esse contraste entre distorção e uma certa mel e inocência que faz a orquestra ser tão interessante, enquanto o resto da cena roqueira costuma se levar a sério demais.
5) Os clipes
O Weezer sempre soube fazer bons videoclipes, com recta a um Grammy de melhor vídeo por “Pork and Beans”. Os clipes são o retrato perfeito da orquestra. São nostálgicos, esquisitos e irresistíveis.
“Buddy Holly” (1994): recriação da série “Happy Days”;
“Hash Pipe” (2001): performance em uma luta de sumô;
“Island in the Sun” (2001): com bichinhos em um safari;
“Keep Fishin’” (2002): historinha com os Muppets;
“Beverly Hills” (2005): rodeados de coelhinhas da Playboy;
“Pork and Beans” (2008): virais do YouTube dublando a música;
“Troublemaker” (2008): tentam quebrar vários recordes do Guinness;
“Back to the Shack” (2014): simulam um show na Lua.
6) As covers
Cobertura do ‘Teal Album’, disco de covers do Weezer lançado em 2019
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O motivo de a orquestra gravar tantas covers está basicamente na vontade de Rivers de entender porquê os grandes hits são criados. Seria mais simples deslindar isso tocando todos eles sem parar. Em 2019, lançaram um disco só de covers, “Teal album”. No Rock in Rio do mesmo ano, tocaram Nirvana, Black Sabbath e outras quatro covers, incluindo “Africa”, do Toto. A versão começou porquê meme e acabou virando um cover sério.
7) Os discos esquecidos
Cobertura do álbum ‘Van Weezer’, do Weezer
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Entre acertos e tropeços, o Weezer já lançou alguns álbuns que nem os fãs mais fiéis defendem. Quando fizeram sua estreia no Brasil em 2005, ignoraram o disco anterior da discografia, “Maladroit” (2002). Hoje, voltaram a lembrar, com canções porquê “Dope Nose” (que parece o tema de Flintstones) e “Keep Fishin”. Os álbuns esquecidos da vez parecem ser “Black Album”, de 2019, e “Van Weezer” (2021), inspirado no hard rock.
8) O renascimento
Cobertura do álbum ‘Everything Will Be Alright in the End’ (2014) do Weezer
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Depois de anos confusos, com shows nos quais Rivers Cuomo chegou a desistir a guitarra e exclusivamente trovar, o Weezer reencontrou o estabilidade em “Everything Will Be Alright in the End” (2014). Foi o melhor álbum deles em mais de uma dezena: riffs pesados, melodias afiadas e uma volta à sonoridade dos primeiros discos. O título resume muito o espírito da orquestra. O Weezer pode mudar, errar, sumir, tomar caminhos estranhos. Mas no termo, sempre será o Weezer.
9) As capas coloridas (ou bizarras)
O disco ‘Hurley’ do Weezer foi lançado em 2010
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Vários discos são conhecidos pela cor da cobertura (Blue Album, Green Album, Red Album, White Album, Black Album, Teal Album). Todos têm o mesmo nome: Weezer. Entre uma cobertura colorida e outra, o grupo se arriscou em esquisitices. “Raditude” (2009) traz um cachorro pulando no ar. Mas zero supera “Hurley” (2010), que leva o nome e o rosto, em uma foto de baixa qualidade do ator Jorge Garcia, o Hurley de “Lost”. É o tipo de zoeira que só o Weezer teria coragem de transformar em concepção.
10) O fã-clube jovem
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O Weezer ganhou uma novidade geração de fãs graças ao TikTok e a Olivia Rodrigo. Hits da orquestra viralizaram em vídeos e playlists nostálgicas. Lados B, porquê “I Just Threw Out The Love Of My Dreams”, também tiveram novidade chance via vídeos no TikTok. Em 2025, a orquestra tocou com Olivia Rodrigo na edição americana do Lollapalooza. A parceria ajudou a orquestra a se reconectar com um público que nem era nascido quando o primeiro disco saiu.
Weezer em São Paulo no festival Índigo
Data: Domingo, 2 de novembro de 2025
Sítio: Plateia Externa do Auditório Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Vila Mariana, São Paulo/SP
Ingressos
Pista: R$ 317,50 (meia) | R$ 381,00 (social) | R$ 635,00 (inteira)
Pista Premium: R$ 442,50 (meia) | R$ 531,00 (social) | R$ 885,00 (inteira)
Venda: eventim.com.br
Line-up e horários
13h30 – Podcast “Vamos Falar Sobre Música?” (DJ Set)
14h40 – Otoboke Beaver
15h30 – Linda Green (DJ Set)
16h05 – Judeline
16h55 – DJulia (DJ Set)
17h30 – Mogwai
18h20 – Brenda Ramos (DJ Set)
18h55 – Bloc Party
19h55 – DJ Sophia (DJ Set)
20h30 – Weezer
Fonte G1
