A perceptibilidade sintético não significa a morte do serviço, mas altera profundamente a maneira uma vez que as tarefas são realizadas pelos trabalhadores, em um processo que irá requerer cada vez mais investimentos em qualificação e redesenho de funções.
Essa é a avaliação de especialistas em mercado de trabalho que participaram nesta segunda-feira (26) da Global Labor Market Conference, evento internacional sobre o tema que acontece na Arábia Saudita até terça (27).
Stefano Scarpetta, diretor de Ocupação, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), estima que quase 30% dos empregos serão profundamente transformados pela IA.
“Mais de 50% das tarefas realizadas nesses empregos poderiam ser executadas pela perceptibilidade sintético”, afirma. “Não há um único setor que não seja afetado pela IA ou que não será afetado no porvir.”
Ele destaca a velocidade da mudança: nos últimos três anos, mais de 50% dos adultos usaram o ChatGPT, um tempo três vezes menor do que levou para o uso do computador pessoal e a metade do tempo para o uso da internet.
“Ao mesmo tempo, acho que temos que ser humildes. Somos bombardeados por projeções, por números, por visões distópicas sobre o termo do trabalho. Na verdade, não sabemos muito”, pondera.
Ele ressaltou que, apesar das mudanças profundas, o serviço ainda está em níveis recordes em muitos países. “Quando perguntamos às firmas, grandes ou pequenas, todas aquelas que usaram IA não reduziram o serviço. Portanto, no nível associado, não vimos uma substituição de trabalhadores pela IA.”
Para Leila Hoteit, diretora da superfície de ensino e serviço do Boston Consulting Group, há dois cenários principais possíveis para o impacto da perceptibilidade sintético no mercado de trabalho.
Em um, mais otimista, a IA amplia as possibilidades, estimulando a geração de novas funções. “Mas em outro, os ganhos de produtividade são captados por poucas empresas, que ganham graduação com um número cada vez menor de funcionários”, alertou.
Independentemente da direção dos impactos da novidade tecnologia sobre os empregos, o consenso de especialistas em mercado de trabalho que participam da conferência é que ela já está trazendo mudanças estruturais profundas.
Para Mohammad Alomair, CEO da empresa de segurança da informação Elm, o momento é de transição de “empregos” para “tarefas”, com funções sendo cada vez mais redesenhadas em modelos híbridos que combinam o julgamento humano e a capacidade da IA.
“À medida que o trabalho migra de empregos para tarefas, a IA deve estribar a tomada de decisão humana, não substituí-la”, afirmou.
Na avaliação de Girish Ganesan, vice-presidente executivo e encarregado de pessoal da S&P Global, o grande duelo das empresas é instaurar quais serão os novos cargos iniciais no mercado de trabalho, já que os postos “braçais”, ou seja, mais burocráticos, já estão sendo executados com a ajuda da perceptibilidade sintético.
“Para mim, o grande risco não é a IA tirar oportunidades, mas sim o nosso ecossistema, uma vez que o setor privado, formuladores de políticas e instituições de ensino, não se unir para redefinir o que serão os cargos de nível iniciante no porvir.”
O principal entrave para a transição é a falta de preparo da mão de obra. Scarpetta critica a baixa eficiência dos investimentos atuais em treinamento nos países desenvolvidos.
Embora governos afirmem priorizar o tema, afirma, exclusivamente entre 0,3% e 5% da oferta de qualificação na OCDE é voltada especificamente para a IA. Ou por outra, o foco atual reside no desenvolvimento das ferramentas, e não no seu uso prático pelo trabalhador geral.
“O duelo é equipar o trabalhador para que a mão de obra seja potencializada pela IA”, disse.
Já Kai Roemmelt, CEO da plataforma de ensino online Udacity, vê um caminho mais limitado para a adaptação devido à popularidade da instrumento. Por ser uma tecnologia utilizada na vida privada, a barreira de ingressão seria menor do que em ondas de inovação anteriores.
“A IA ajuda as organizações a identificarem e verificarem habilidades para integrar essas pessoas de forma mais jeitoso”, concluiu.
Anthony Saucito, diretor universal da Coursera, uma das principais plataformas globais de aprendizagem online, avalia que as novas demandas da IA generativa estão gerando uma enorme urgência de requalificação e atualização de habilidades.
“Tivemos um desenvolvimento de 300% nas matrículas em nossos cursos de IA generativa, mas também é importante reconhecer as habilidades humanas que estão se tornando ainda mais importantes em um porvir movido pela tecnologia.”
Ele ressalta a revolução representada pelo poder de tradução da IA. “Ao longo do próximo ano, teremos murado de 7.000 novos conteúdos e cursos sendo introduzidos na plataforma. A IA vai nos ajudar a escalar isso para estar disponível em todos os idiomas.”
A repórter viajou a invitação da Global Labor Market Conference
