Cenas dos filmes O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Rebento, e Manas, de Marianna Brennand
Divulgação
A escolha do indicado brasílico ao Oscar de Melhor Filme Internacional para 2026 está gerando uma disputa entre os longas O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Rebento, e Manas, de Marianna Brennand.
O debate atingiu as redes sociais de forma intensa, com centenas de comentários no perfil solene da Liceu Brasileira de Cinema no Instagram e uma polêmica envolvendo a atriz Fernanda Torres.
A decisão sobre o representante do Brasil será anunciada nesta segunda-feira (15/9) pela Liceu.
Além de Manas e O Agente Secreto são candidatos Baby, de Marcelo Caetano; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; O Último Azul, de Gabriel Mascaro; e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi.
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Quando a short-list com os possíveis indicados foi divulgada, O Agente Secreto parecia ser o predilecto, por ter vencido quatro prêmios no Festival de Cannes, incluindo o de Melhor Ator para Wagner Moura e o de Melhor Diretor para Kléber Mendonça Rebento.
Nos últimos dias, mas, Manas surgiu porquê um potente concorrente. Segmento do impulso veio depois o ator americano Sean Penn se tornar produtor executivo da obra, para ampliar sua visibilidade.
O longa foi exibido em Los Angeles no último final de semana, com a presença de Penn, da atriz Julia Roberts e outras personalidades de Hollywood, incluindo membros votantes da Liceu, que decide os vencedores do Oscar.
Ou por outra, empresários assinaram uma epístola em pedestal à candidatura do filme, que tem Dira Paes no elenco. O texto distribuído pela assessoria de prelo da distribuidora Vibra Força (antiga BR Distribuidora) reuniu a assinatura de mais de 70 empresários de diversos ramos pela escolha de Manas.
O longa retrata a verdade da violência sexual contra meninas na Ilhéu de Marajó, no Pará, e já conquistou 28 prêmios desde a estreia mundial no Festival de Veneza, em agosto de 2024.
Na cidade italiana, foi agraciado com o Directors Award, a principal honraria da Giornate degli Autori, uma seção paralela independente do Festival de Veneza.
“O filme lança luz sobre a urgência de enfrentar a violência contra mulheres e crianças, verdade dolorosa e ainda silenciada no Brasil e no mundo sem elevação de classe social ou fronteiras”, diz a epístola, assinada por representantes de companhias porquê Magazine Luiza, Vale, LinkedIn, MRV e outras.
O documento também foi endossado por empresas da família Brennand, ligadas aos setores de robustez, vidros e imóveis.
Dira Paes, Marianna Brennand, Julia Roberts e Sean Penn na exibição de “Manas” em Los Angeles
Getty Images via BBC
No X, velho Twitter, internautas promoveram a hashtag #OAgenteSecretoNoOscar. Nas postagens da Liceu, comentários pedem que o longa de Kléber Mendonça Rebento seja o escolhido. “Queremos Agente Secreto, não apoiamos o lobby milionário por trás de Manas”, diz um perfil.
“Me nego a confiar que no momento em que o nosso cinema está em evidência, a Liceu possa sequer pensar na não indicação de O Agente Secreto! Seria muito desrespeito”, diz outro observação.
Em maio, O Agente Secreto fez história ao levar quatro prêmios para vivenda no Festival de Cannes, dois na competição solene, e dois em premiações comandadas por júris paralelos.
O filme se passa na cidade de Recife em 1977 e acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, um técnico em tecnologia que foge de um pretérito misterioso, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
Fernanda Torres se retratou depois um post em que celebrava o pedestal de Sean Penn a ‘Manas’
Reprodução/Instagram
A disputa sobrou até para a atriz Fernanda Torres, que teve que usar suas redes sociais para se retratar depois um post em que celebrava o pedestal de Sean Penn a Manas ser criticado no X.
“Meu post sobre o Manas não era campanha para escolher ninguém para o Oscar, e acho que um filme ser escolhido não significa que o outro foi rejeitado. Desculpe qualquer mal-entendido, sou em prol de todos”, disse em um vídeo no domingo (15/9).
Na postagem que causou a polêmica, a atriz afirmou estar feliz pelo longa de Marianna Brennand ter sido adoptado por Penn. “O Penn foi o primeiro a abraçar o Ainda Estou Cá, quando desembarcamos em Los Angeles. O Manas merece demais”, escreveu.
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Fonte G1
