A morte da música brasileira nas estradas do país

A morte da música brasileira nas estradas do país – 12/12/2025 – Gustavo Alonso

Celebridades Cultura

No último dia 7, morreu o cantor Mauri, irmão da dupla Chitãozinho & Xororó. Ele cantava com Maurício desde 1991, quando pegaram a esteira do sucesso dos irmãos famosos. Mauri morreu em acidente de carruagem, um tanto infelizmente muito geral na música brasileira.

A curso não teve o sucesso de Chitãozinho & Xororó, mas Maurício & Mauri continuavam na ativa. Eles voltavam de um show em Curitiba, em direção a Indaiatuba, quando o motorista da van da dupla teve um mal súbito. O viatura colidiu com a traseira de uma carreta, e Mauri, que estava no banco da frente, morreu, assim uma vez que um produtor. O irmão Maurício teve ferimentos leves.

Acidente na estrada é uma das causas de mortes mais comuns de artistas da música brasileira. Em um país continental fundamentado na locomoção automobilística, tornou-se geral aceitarmos isso uma vez que um tanto que faz segmento do direcção.

O saudoso Francisco Alves, um dos maiores ídolos do rádio brasiliano, morreu aos 54 anos em um acidente de carruagem na Via Dutra, perto de Pindamonhangaba (SP), em 1952. Maysa, ícone da música brasileira, morreu aos 40 anos em um acidente na ponte Rio-Niterói em 1977. Gonzaguinha morreu assim também, em 1991, no interno do Paraná, aos 45 anos.

Uma das mortes mais lamentadas em Pernambuco foi a de Chico Science, fundador do movimento Manguebeat. Ele morreu em 1997 em um acidente de carruagem entre as cidades de Recife e Olinda, aos 30 anos.

O funk também tem o que lamentar. O cantor Claudinho, da dupla com Buchecha, morreu em em 2002 na Rodovia Presidente Dutra. O término da dupla também selou o término do enorme sucesso do parceiro, que nunca mais ocupou o mesmo lugar no show bizz. O mais jovem desta lista, Claudinho morreu aos 26 anos.

Quanto mais popular o gênero músico, mais o artista está exposto às estradas brasileiras. Artistas da música brega, por exemplo, estão expostos cotidianamente.

Evaldo Braga morreu em um acidente em 1973, perto da cidade de Três Rios, próximo à mote dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, quando seu carruagem chocou-se de frente com uma carreta. O “ídolo preto”, uma vez que era espargido, tinha unicamente 27 anos.

O cantor brega Jessé morreu em 1993, aos 40 anos, quando perdeu o controle numa curva em subida velocidade no interno do Paraná. Gostava de passar. Sua mulher, que estava prenha, perdeu a filha, mas sobreviveu.

O cantor potiguar Carlos Alexandre, espargido por sucessos no estilo brega-romântico, com canções uma vez que “Feiticeira” e “Cartas Marcadas”, morreu tragicamente em 29 de janeiro de 1989, aos 33 anos, vítima de um acidente nas proximidades de João Pessoa.

A música sertaneja possui grande quantidade de acidentes assim, talvez por ser a música mais popular do país há décadas. Em 1972 Belmonte, da dupla com Amaraí, acidentou-se. Famoso na idade pela cantiga “Saudade da Minha Terreno”, tinha 34 anos quando morreu na estrada em Santa Cruz das Palmeiras (SP).

João Paulo, cantor sertanejo que fazia dupla com Daniel, morreu carbonizado na rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, posteriormente seu carruagem capotar e pegar queimada, aos 37 anos, em 1997.

Cristiano Araújo morreu em 2015, aos 29 anos, calando um dos mais promissores artistas de sua geração sertaneja. O acidente em Goiás também vitimou sua namorada.

Todos os anos morrem duplas sertanejas de menor frase nas estradas, e vale lembrar que a morte automobilística flertou com dois dos maiores nomes do gênero. O irmão de Zezé Di Camargo morreu na puerícia em um acidente de carruagem, e o rebento do cantor Leonardo quase morreu em um acidente em 2012.

Se a morte ronda perto, há aqueles artistas que flertaram com ela, mas salvaram-se. Luiz Gonzaga é o caso mais notório. Amante do acelerador e relaxado com a segmento mecânica, o rei do baião teve três graves acidentes automobilísticos ao longo da vida. No pior deles, a caminho de seu sítio em Miguel Pereira (RJ), em 1961, sofreu uma fratura no crânio. Posteriormente um mês hospitalizado, ficou cego do olho recta. A partir desse acidente, adotou óculos escuros uma vez que segmento de sua indumentária, de forma a camuflar o olho de vidro.

Num país sem opção de transporte ferroviária, muito mais segura, os artistas ficam espremidos entre os automóveis e os vôos em teco-tecos, também perigosos. Gonzaga cantava que sua vida “era andejar por esse país”. Mas essa vida tem um grande dispêndio para os artistas populares, que se expõem às perigosas vias do Brasil.

Ano posteriormente ano os acidentes nas estradas e ruas do país matam mais que a violência pública. Mas isso nunca nos escandaliza. Mesmo que nossos ídolos sejam as vítimas.


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Folha

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