A perigosa e mortífera origem do tênis 13/07/2025

A perigosa e mortífera origem do tênis – 13/07/2025 – Esporte

Esporte

Em 1570, um cidadão gálico foi recluso por contrabandear correspondência clandestina entre a França e a Inglaterra.

Um glosa incluído de passagem no documento do seu interrogatório revela que ele, por possibilidade, também transportava uma bolsa de pele “contendo três ou quatro dúzias de bolas de pelo para jogar tênis”.

A designação francesa para o esporte era jeu de paume (literalmente, “jogo de palma”, em gálico). Ele era jogado com a palma da mão, frequentemente com luva, em vez da raquete.

O jogo se desenvolveu até se transformar no esporte que, em inglês, é comumente chamado de “tênis real” (dissemelhante do tênis jogado na grama em Wimbledon).

O interrogador acreditava que aquela mercadoria barata era simplesmente um estratagema para o verdadeiro propósito daquele varão, que era de se enviar com os huguenotes no exílio.

Com base neste documento do interrogatório, escrevi um livro chamado Huguenot Networks (“Redes huguenotes”, em tradução livre), que será publicado ainda levante ano pela Cambridge University Press.

Mas, uma vez que historiadora, fiquei intrigada com a quantidade e a discriminação das mercadorias que ele transportava. Enfim, a pelo, se fosse acondicionada com firmeza, certamente teria feito aquelas bolas quicarem.


Encontrei por possibilidade objetos parecidos em uma pequena exibição no Palazzo Te em Mântua, na Itália.

Aquelas bolas aparentemente foram recuperadas do teto do palácio e várias outras vieram de uma igreja próxima. Elas eram feitas de pele, tecido e cordões, em vez de pelo, provavelmente estofadas com terreno ou pelos de animais.

Da mesma forma que as bolas de “tênis real” artesanais de hoje em dia, elas eram mais duras e seu tamanho era mais variável do que as bolas de tênis comuns. E, normalmente, elas não eram tão coloridas, embora às vezes tivessem um escorço simples pintado no lado extrínseco.

Atualmente, o “tênis real” é espargido uma vez que o “esporte dos reis”, elogiado por testar a facilidade e a destreza esportiva dos seus praticantes.

A quadra mais famosa da Inglaterra fica em Hampton Court, mas muitas outras sobrevivem no Reino Unificado. Existe, por exemplo, uma quadra descendo a rua onde trabalho na Universidade de Warwick, em Moreton Morell, no condado de Warwickshire (Inglaterra).

Esporte de cocuruto risco

No século 16, o tênis real atraía apostadores, o que fez dele um mira dos puritanos.

Conta-se que Ana Bolena (c.1501-1536) fez uma aposta em um jogo a que ela assistia no dia da sua prisão. E Henrique 8° (1509-1547), convenientemente, teria jogado uma partida no dia da realização da rainha consorte.

E, se havia alguma incerteza sobre uma vez que o tênis poderia ser perigoso, diversas mortes da realeza da França são atribuídas ao jogo.

O rei Luís 10° da França (1289-1316) era um ávido jogador do jeu de paume. Ele foi o primeiro governante a ordenar a construção de quadras internas, que ficariam populares em toda a Europa.

Em junho de 1316, em seguida uma partida particularmente extenuante, Luís 10° teria tomado uma grande quantidade de vinho gelado e morrido logo em seguida. A morte foi provavelmente causada por pleurisia, apesar das suspeitas de intoxicação.

Da mesma forma, em agosto de 1536, a morte do príncipe herdeiro gálico de 18 anos, rebento mais velho do rei Francisco 1° (1494-1547), foi atribuída ao seu secretário italiano, o conde de Montecuccoli. Ele havia trazido para o príncipe um copo de chuva fria em seguida uma partida.

O conde foi executado, embora um vistoria post-mortem tenha indicado que a morte do príncipe se deveu a causas naturais.

No século 16, havia duas quadras no Louvre e muitas outras na capital francesa, Paris, além de outras residências reais.

Relatos dos embaixadores descrevem partidas frequentes entre cortesãos de cocuruto escalão e o rei. Estes jogos, às vezes, poderiam resultar em lesões, principalmente se os participantes fossem atingidos pelas bolas duras da quadra.

Aquele varão que carregava tantas bolas de tênis em 1570 provavelmente havia identificado uma oportunidade lucrativa criada pela crescente demanda. Enfim, o jogo gálico era cada vez mais popular na Inglaterra dos Tudor.

Durante a era Tudor, nenhuma namoro europeia de reverência dispensava suas próprias quadras de tênis, construídas especificamente com levante propósito. Nelas, os monarcas e seu entorno testavam sua destreza e habilidades.

Eles costumavam jogar perante os embaixadores, que relatavam os eventos para seus próprios governantes, transformando o jogo em um esporte internacional verdadeiramente competitivo.

Felizmente, o jogo hoje em dia apresenta muito menos perigos. Não existe mais o risco de ser atingido por uma esfera enxurro de terreno, nem de tolerar retaliação mortal em seguida vencer um oponente importante exausto.

Penny Roberts é professora de História Europeia Moderna da Universidade de Warwick, no Reino Unificado.

Nascente cláusula foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia cá a versão original (em inglês).

Folha

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