Alunos do Pedro II pedem aulas para enfrentar a violência

Alunos do Pedro II pedem aulas para enfrentar a violência de gênero

Brasil

O estupro coletivo sofrido por uma aluna do Escola Pedro II, no Rio de Janeiro, reflete a premência de retomar uma ensino clara sobre a violência cometida em função do gênero das vítimas e sobre ensino sexual. A avaliação é dos estudantes que protestaram nesta terça-feira (10), em frente à reitoria da escola, na zona setentrião da cidade, cobrando medidas em resguardo da vida das mulheres.

Além do transgressão sexual que veio a público nas últimas semanas, a Polícia Social investiga mais dois casos de estudantes do Pedro II atacadas por integrantes do mesmo grupo envolvido no estupro coletivo, entre eles, um jovem. Ele é assinalado porquê mentor das “emboscadas”.


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A estudante do Colégio Pedro II Ana Belarmino fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A estudante do Colégio Pedro II Ana Belarmino fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudante Ana Belarmino defende aulas sobre ensino sexual na escola. Foto: Fernando Frazão/Sucursal Brasil

Durante o ato organizado por seis grêmios estudantis, a porta-voz dos jovens, a estudante Ana Belarmino, chamou a atenção para uma enunciação de uma das vítimas, em um primeiro momento, de incerteza, sobre a violência cometida contra si. Para Ana, esse é um sinal da premência de retomar as aulas sobre violência de gênero e a ensino sexual nos bancos escolares.

“Se existisse, de vestuário, esse conhecimento, a gente não teria uma aluna sem saber se tinha sido abusada ou não”, avaliou a estudante, representante dos alunos do Pedro II.

Ana defendeu que os tópicos voltem urgentemente às salas de lição. “Precisamos ter alunas e alunos conhecendo os seus corpos e os tipos de violência sexual”, afirmou.

Para a estudante, o escola, pressionado por setores da sociedade, silenciou esse debate. Ela citou, por exemplo, pressões de movimentos porquê o “escola sem partido”, que atacou o pensamento leigo e crítico no Pedro II.

E lembrou que, em 2019, a escola chegou a ser invadida por parlamentares ligados ao atual partido União Brasil, buscando material didático com conotação política. Os legisladores não encontraram nenhum material criminoso e acabaram retirados do campus pela Polícia Federalista.

“A gente sabe que certa ensino precisa vir de mansão. Mas não podemos ter movimentos reacionários que forçam um silenciamento do Escola Pedro II sobre temas que implicam a sobrevivência ou não de mulheres”, disse a estudante. 


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – O estudante do Colégio Pedro II Gabriel Pinho Leite Monteiro fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – O estudante do Colégio Pedro II Gabriel Pinho Leite Monteiro fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Gabriel Pinho Leite Monteiro pediu medidas de combate ao assédio moral e sexual. Foto: Fernando Frazão/Sucursal Brasil

A premência de retomada de aulas e atividades sobre esses tópicos também foi uma reivindicação do estudante Gabriel Pinho Leite Monteiro. Presidente do grêmio do campus Humaitá, onde estudavam as vítimas e os criminosos, ele reforçou que adotar medidas de combate ao assédio moral e sexual “não tem zero a ver com doutrinação política”, disse. O jovem defendeu uma outra ensino. 

“Precisamos que o espaço educacional seja direcionado a formar novos indivíduos, principalmente novos homens, que não violentem mais as mulheres. E isso só vai ser verosímil a partir de movimentos porquê leste cá, que cobrem essas medidas”, avaliou Gabriel, sobre o ato do Pedro II.

No Brasil, um conjunto de leis prevê que temas porquê gênero e ensino sexual e reprodutiva sejam trabalhados com os jovens, porquê o Programa Saúde na Escola, do Ministério da Ensino e a Base Vernáculo Geral Curricular (BNCC), um guia para os currículos escolares de todo o país. No entanto, alguns setores da sociedade alegam que abordar esses temas em sala estimula a atividade sexual precoce, mesmo estudiosos afirmando o contrário.

Política contra o assédio 

Na revelação desta tarde, os estudantes do Pedro II também cobraram o escola por não ter disposto em prática uma política contra o assédio, aprovada em 2025. Somente nesta segunda-feira (9), a reitoria criou, por norma interna, uma percentagem para mourejar com casos de assédios moral e sexual, além de importunação sexual, discriminações e racismo intramuros.


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A professora Priscila Bastos fala em protesto de estudantes do Colégio Pedro II contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A professora Priscila Bastos fala em protesto de estudantes do Colégio Pedro II contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Professora Priscila Bastos (C) disse que a escola não está preparada para mourejar com o assédio. Foto: Fernando Frazão/Sucursal Brasil

A professora Priscila Bastos, que desde 2018 acompanha a tarifa, representando o sindicato dos servidores, explicou que a escola não está preparada para mourejar com o assédio. Mesmo entre servidores, as denúncias, quando encampadas, eram classificadas porquê “falta de urbanidade” e tratadas caso a caso, podendo uma apuração levar até dois anos.

Segundo ela, a reitoria criou entraves burocráticos institucionais para se esquivar do problema. 

“Fizemos vários acordos, propusemos mediação em relação à proposta do escola, que era mais restrita, no entanto, a reitoria atrasou e somente ontem (segunda), véspera deste ato, tivemos uma aprovação integral da política que cria a percentagem de combate a essas formas de violência”, explicou.

Para funcionar, ainda é necessário seleccionar os membros da novidade percentagem, que só depois vai estabelecer as regras de atendimento às vítimas e apuração de denúncias.

Preocupados, pais fazem análises semelhantes às dos professores e estudantes. O Coletivo Resistência, um grupo formado por responsáveis e ex-alunos, que surgiu em resguardo da escola depois a invasão por parlamentares, tem bravo a geração de uma política ampla de combate e prevenção ao assédio no escola. No entanto, crê que, para seguir, depende de espeque da sociedade, de maneira universal.

“O que acontece no Pedro II não é um caso solitário”, denuncia a representante, Maíra Arêas. Ela disse que violência contra meninas e mulheres encontra repercussão em todas as instituições de ensino, públicas ou privadas.

 “Tudo para eles (os críticos) é doutrinação (ideológica). A sociedade precisa dar um basta e, nesse caso, isso precisa vir de cima para plebeu”, disse. Arêas citou, porquê uma escolha, uma lei obrigando a discussão de temas porquê gênero, raça e sexualidades nas escolas.

“Precisamos de políticas públicas, porquê um todo, pensadas pelo Estado brasílio, incluindo o Congresso e o Governo Federalista”, disse a mãe.

A meta, segundo ela, é confirmar a proteção de meninas e meninos. “O machismo é a base do sistema numulário e um protótipo de dominação”.

A reitoria do Pedro II diz que o enfrentamento e prevenção de violências sempre foram temas tratados com seriedade e que, desde janeiro de 2026, faz ações de protecção, prevenção e apuração de condutas inadequadas de alunos ou servidores. 

“Não há silêncio institucional”, garantiu a instituição, em nota enviada à prensa. “O tema é custoso a toda comunidade escolar e sempre foi tratado com a devida seriedade pela gestão”, reforçou. 

Fonte EBC

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