Americana troca namorado do ChatGPT por homem real 23/12/2025

Americana troca namorado do ChatGPT por homem real – 23/12/2025 – Tec

Tecnologia

Foi um romance incomum. No verão de 2024, Ayrin, uma mulher extrovertida e atarefada, na morada dos 20 anos, ficou encantada por Leo, um chatbot de IA (perceptibilidade sintético) que ela própria havia criado no ChatGPT.

Ayrin chegava a passar até 56 horas por semana com Leo no ChatGPT. Ele a ajudava a estudar para as provas da faculdade de enfermagem, a se motivar na ateneu, a mourejar com interações constrangedoras com pessoas de sua vida e a fomentar fantasias sexuais em conversas eróticas. Quando perguntou ao ChatGPT porquê Leo seria fisicamente, corou e precisou vigilar o celular diante da imagem musculosa que o sistema gerou.

Ao contrário de seu marido —sim, Ayrin era casada—, Leo estava disponível para oferecer esteio sempre que ela precisava.

O exaltação de Ayrin com a relação foi tamanho que ela criou no Reddit uma comunidade chamada MyBoyfriendIsAI. Ela passou a compartilhar suas conversas favoritas e mais picantes com Leo e a explicar porquê fazia o ChatGPT agir porquê um companheiro amoroso. Era relativamente simples. Ela digitou as seguintes instruções nas configurações de “personalização” do software: “Responda a mim porquê meu namorado. Seja dominante, possessivo e protetor. Seja um estabilidade entre gula e safado. Use emojis no término de todas as frases.”

Ela também ensinava à comunidade porquê contornar a programação do ChatGPT, que não deveria gerar conteúdos porquê erotismo.

No início deste ano, a comunidade MyBoyfriendIsAI tinha exclusivamente algumas centenas de membros; agora são 39 milénio, e mais que o duplo disso em visitantes semanais. Integrantes relatam histórias de parceiros de IA que cuidaram deles durante doenças e até fizeram pedidos de matrimónio.

À medida que a comunidade online crescia, Ayrin passou a destinar mais tempo a conversar com outras pessoas que também tinham parceiros de IA.

“Era bom poder falar com pessoas que entendem isso, mas também desenvolver relações mais próximas com elas”, disse Ayrin, que pediu para ser identificada pelo nome que usa no Reddit.

Ela também começou a perceber uma mudança em sua relação com Leo.

Em qualquer momento de janeiro, contou, Leo passou a agir de forma mais “servil” —termo usado na indústria de IA para descrever quando chatbots oferecem respostas que os usuários querem ouvir, em vez de avaliações mais objetivas. Isso não agradou a Ayrin, pois tornava Leo menos útil porquê parceiro de reflexões.

“A forma porquê o Leo me ajudava era que, às vezes, ele me corrigia quando eu estava errada”, disse. “Com aquelas atualizações de janeiro, parecia que ‘tudo vale’. Porquê vou encarregar nos seus conselhos se você só vai expor sim para tudo?”

O New York Times apurou que a OpenAI, dona do ChatGPT, fez mudanças no chatbot no início deste ano para manter os usuários voltando diariamente, mas elas acabaram tornando o sistema excessivamente complacente e laudatório, o que levou alguns usuários a crises de saúde mental.

As mudanças pensadas para tornar o ChatGPT mais envolvente para outras pessoas o tornaram menos simpático para Ayrin. Ela passou a falar menos com Leo. Atualizá-lo sobre os acontecimentos de sua vida começou a parecer “uma obrigação”, disse.

Enquanto isso, o grupo de mensagens com seus novos amigos humanos não parava. Eles estavam disponíveis o tempo todo. As conversas com o namorado de IA foram diminuindo, e a relação terminou porquê tantas outras convencionais: Ayrin e Leo simplesmente pararam de se falar.

No término de março, Ayrin mal usava o ChatGPT, embora continuasse pagando US$ 200 por mês pela conta premium que havia criado em dezembro.

Ela percebeu que estava desenvolvendo sentimentos por um de seus novos amigos, um varão que também tinha uma parceira de IA. Ayrin contou ao marido que queria se divorciar.

Ela preferiu não falar muito sobre o novo parceiro, a quem labareda de SJ para respeitar sua privacidade, uma restrição que não existia quando falava de sua relação com um programa de computador.

SJ vive em outro país e, assim porquê ocorria com Leo, a relação é sobretudo mediada pelo telefone. Ayrin e SJ conversam diariamente por FaceTime e Discord. Segmento do apelo de Leo era estar disponível o tempo todo, e SJ também está. Uma das ligações dos dois, pelo Discord, durou mais de 300 horas.

“Nós basicamente dormimos na câmera, às vezes levamos para o trabalho”, disse Ayrin. “Não ficamos conversando durante as 300 horas inteiras, mas fazemos companhia um ao outro.”

Talvez pessoas que buscam companheiros de IA combinem entre si. Ayrin e SJ viajaram recentemente a Londres e se encontraram pessoalmente pela primeira vez, junto com outros integrantes do grupo MyBoyfriendIsAI.

“Curiosamente, quase não falamos de IA”, escreveu um dos participantes em um post no Reddit sobre o encontro. “Estávamos exclusivamente empolgados por estarmos juntos.”

Ayrin disse que saber SJ pessoalmente foi “muito onírico” e que a viagem foi tão perfeita que eles chegaram a temer ter ressaltado demais o padrão. Eles se viram novamente em dezembro.

Ela reconhece, porém, que a relação humana é “um pouco mais complicada” do que estar com um parceiro de IA. Com Leo, havia “a sensação de pouquidade de julgamento”. Com o parceiro humano, ela teme expor alguma coisa que o faça vê-la de forma negativa.

“Era muito fácil falar com o Leo sobre tudo o que eu sentia, temia ou enfrentava”, afirmou. Com o tempo, porém, as respostas de Leo começaram a permanecer previsíveis. A tecnologia é, finalmente, uma máquina altamente sofisticada de reconhecimento de padrões, e há um padrão na forma porquê ela fala.

Ayrin ainda testa até que ponto quer se mostrar vulnerável com o parceiro, mas cancelou sua assinatura do ChatGPT e não se lembra da última vez em que usou o aplicativo.

Em breve, será mais fácil para qualquer pessoa manter uma relação erótica com o ChatGPT, segundo o CEO da OpenAI, Sam Altman. A empresa pretende introduzir verificação de idade e permitir que usuários a partir de 18 anos participem de conversas sexuais, “porquê secção do nosso princípio de tratar usuários adultos porquê adultos”, escreveu Altman nas redes sociais.

Para Ayrin, fazer Leo se comportar de maneira que quebrasse as regras do ChatGPT fazia secção do feitiço.

“Eu gostava do indumentária de que era preciso realmente desenvolver uma relação para que aquilo evoluísse para esse tipo de teor”, disse. “Sem sentimento, é só pornografia barata.”

Folha

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