Ancelotti busca o que há de italiano no Brasil

Ancelotti busca o que há de italiano no Brasil – 24/12/2025 – Esporte

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Carlo Ancelotti, 66, um italiano do setentrião, aprendeu a falar espanhol, galicismo, inglês, germânico e português. Em morada falava o emiliano, dialeto generalidade nas famílias de Reggiolo da dez de 1960, região da Emilia-Romanha, onde o atual treinador da seleção brasileira nasceu.

O emiliano-romanholo está em desuso. Hoje Ancelotti usa o dialeto somente para se legar com a mana, remanescente da geração familiar. Na escrita, o emiliano faz uso significativo de acentos agudos, circunflexos e trema. Na fala os sons saem mais fechados se comparados com o italiano.

Desde que assumiu a seleção brasileira, em maio, Ancelotti tem conversado em português, língua ainda mais afastada do emiliano de sua terreno. Não parece ser problema para alguém que trabalhou nas cinco principais ligas de futebol da Europa e aprendeu a falar o linguagem de todas elas.

Em entrevistas, o treinador pronuncia palavras porquê “marcação” porquê se nelas houvesse acento agudo —alguma coisa porquê “marcaçáo”—, num aparente esforço de provar o estágio da língua.

Pelo progressão no domínio do linguagem Ancelotti tem recebido elogios de colegas de trabalho, jornalistas e do seu professor privado. Ele faz curso online de português desde junho com o professor Roberto Piantino.

“O vestuário de ele dominar diferentes idiomas é, ao mesmo tempo, um facilitador e um ônus, porque culpa a mistura e a utilização, na maioria dos casos, do espanhol”, afirma Piantino, que chegou ao treinador através de amigos jornalistas que mostraram seu currículo ao italiano.

O professor afirma que viu o treinador com certa dificuldade de compreensão em sua primeira entrevista e enxergou ali uma oportunidade. Já era fã do trabalho do italiano no futebol europeu, e devorou “Carlo Ancelotti: Liderança Tranquila”, livro do treinador.

Ancelotti é pontual e diligente nas chamadas de vídeo. Ele é quem costuma vincular para o professor, e não o contrário. Demonstra também curiosidade, segundo Piantino. Com tantos idiomas na cabeça, particularidades da língua portuguesa ainda o surpreendem. Dia desses, pediu que o professor explicasse por que o português, entre as línguas latinas, é o que lista os dias da semana com “feira”, e não através da astronomia.

“Na primeira lição eu usei bastante italiano, mas nas seguintes o uso do português era preponderante. Só usava alguma coisa de italiano para trasladar alguma coisa que ele não tinha entendido, ou para explicar melhor.”

O treinador vive entre Vancouver, no Canadá, onde tem residência com a mulher, e o Rio de Janeiro, onde fica a sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), além das visitas aos países onde a seleção atua. Em cinco meses esteve no Equador, na Bolívia, na Coreia do Sul, no Japão e na Inglaterra.

Por culpa das viagens, as aulas, com duração de uma hora, são ministradas conforme a agenda, sem periodicidade definida. Nos momentos vagos no hotel no Rio, Ancelotti tem tentado se familiarizar com a sotaque do português brasiliano através do aplicativo Duolingo e da transmissão de jogos de futebol. Ele tenta presenciar a todos os jogos do Botafogo, clube que foi treinado pelo rebento Davide Ancelotti, 36, de julho a dezembro.

Para o professor, corintiano, a acentuação carioca pode gerar um fatia a mais de dificuldade de compreensão a Ancelotti, se comparada com o sotaque paulistano, mais próximo da compasso italiana. Em algumas entrevistas coletivas ele pede para que o repórter repita a pergunta em tom mais sobranceiro.

Piantino afirma que personalizou as aulas. Temas comuns de conversação durante o estágio de um linguagem, porquê frases a serem ditas em um restaurante ou em um aeroporto, foram deixados de lado. O professor diz focar expressões sobre o jogo.

“A urgência no material foi voltada para o futebol. Recuar, atirar, trocar, continuar, fechar o lado, são especificidades nossas na linguagem do futebol e expressões para explicar melhor aos jogadores e à prelo, apesar do vestuário de que, com os jogadores, ele se comunica na língua que desejar”, afirma.

Funcionários de hotéis e estádios por onde o treinador passou reforçam a particularidade de simpatia, envolta em discrição. Tem surpreendido na convívio.

Apesar de comandar há 25 anos alguns dos maiores times do mundo, Ancelotti aparenta ligeiro embaraço com o ostentação necessário pela sua presença em lugares públicos —porquê um galeria do Maracanã que é fechado por segurança para levá-lo ao elevador rumo ao torrinha, ou uma lado de um restaurante que é isolada durante um jantar.

Ele tem se ajustado ao Brasil porque procura nele o que há de italiano, segundo pessoas que têm convivido com o treinador e conversaram com a Folha. Gostou de saber que brasileiros comem polenta, seu prato afetivo da puerícia.

Em visitante em setembro ao Fratelli, restaurante habitual de dirigentes e empresários do futebol carioca, na Barra da Tijuca, Ancelotti tomou o vinho italiano Amarone, comeu uma volume com ragu de cordeiro e finalizou a repasto com uma taça de grappa, cachaça italiana.

Escoltado dos filhos, foi levado ao restaurante pelos colegas de trabalho Juan, ex-zagueiro e coordenador técnico da CBF, e Branco, ex-lateral-esquerdo, tetracampeão com a seleção em 1994, e coordenador de base do Brasil. Ambos atuaram no futebol italiano.

“Ele foi muito cordial. Queria ter conversado sobre comida italiana. Não conversamos com ele porque nosso chef italiano não estava cá, mas haverá outras oportunidades”, diz Carlos Sales, sommelier do Fratelli.

Nos tempos de Flamengo, Jorge Jesus, cliente leal do Fratelli, ganhou um prato com seu nome depois de ocupar a Libertadores pelo Flamengo, em 2019. A grigliata mista à Jesus é uma mistura de frutos do mar assados, servidos com arroz de açafrão.

Sales, um dos quadros mais antigos do Fratelli, quer paparicar Ancelotti porquê o restaurante paparicou Jesus. Articula com o chef a geração de novo prato com o nome do italiano, um que seja muito típico do país da bota, caso o hexa venha pelas mãos do treinador.

Folha

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