O Apple TV divulgou seus planos de séries e filmes para 2026 nesta terça-feira (3), na primeira edição de um evento hiperbólico em Santa Mônica, na Califórnia, que reuniu mais de 200 jornalistas de todo o mundo e tapume de 80 atores, diretores, criadores e produtores.
Alguns, caso do planeta Keanu Reeves, para participações de luxo que duraram meros segundos. Outros, porquê Harrison Ford, Amy Adams, Elle Fanning, Anya Taylor-Joy e Michelle Pfeiffer, para painéis que mergulharam nas principais apostas da plataforma, que vem se posicionando cada vez mais porquê um jogador de peso no xadrez do streaming.
Sem poupar gastos, o evento é uma notável tentativa de posicionar o Apple TV porquê uma prenúncio à supremacia da Netflix, que deve ser reforçada pela provável incorporação da HBO Max à sua plataforma, caso a compra do selo e da Warner Bros. pela empresa seja aprovada.
Hoje, o catálogo e o alcance do Apple TV –difícil de medir, devido ao sigilo com o qual as plataformas tratam sua base de assinantes– é restringido, ou até nichado, se comparado a serviços mais populares porquê a própria Netflix e a HBO Max, mas também Amazon Prime Video e Disney+.
O evento desta semana é uma tentativa de atrair mais holofotes para si e acontece pouco depois de um “rebranding” que aposentou o sinal de mais do nome Apple TV e alterou o logo do serviço. Também vem na esteira de uma edição do Emmy generosa com a plataforma e da adoção de um oração cada vez mais contundente em relação ao cinema, na esteira das quatro indicações ao Oscar de “F1: O Filme”.
O longa é cria da gigante de tecnologia em parceria, ironicamente, com a Warner Bros., que o lançou nos cinemas. A Apple ainda recorre a estúdios tradicionais para esse tipo de estreia, alguma coisa que a Netflix procura driblar com a compra de US$ 83 bilhões atualmente em curso.
Montado no Barker Hangar, um enorme galpão que recebe eventos importantes do calendário hollywoodiano, porquê o Actor Awards, prêmio do sindicato de atores anteriormente chamado de SAG Awards, o Apple TV Press Day apresentou suas apostas de filmes e séries em telões gigantescos, que contornavam o hangar numa experiência imersiva feita para impressionar.
No palco, apresentadores empunhavam e falavam sobre os iPads que ajudavam a controlar o cronograma, enquanto as estrelas das produções desfilavam por um tapete vermelho do lado de fora.
Entre as novidades exibidas nos telões estão as novas temporadas de “Monarch: Legado de Monstros”, “Seus Amigos e Vizinhos”, “Sugar”, “Falando a Real” e “A Última Coisa que Ele Me Falou”.
Originalmente, uma das novas joias da diadema do Apple TV, a comédia “O Estúdio”, deveria participar da programação. Os planos mudaram, porém, com a morte de Catherine O’Hara, segmento do elenco, na semana passada. O evento começou com uma breve homenagem à atriz, dona de um talento que “vai continuar guiando nosso caminho”, porquê o roteiro do dia definiu.
Entre as séries originais que vão debutar neste ano está “Lucky”, trama enxurrada de adrenalina protagonizada e produzida por Anya Taylor-Joy, porquê uma criminosa que aceita um último serviço para se livrar da ilegalidade. Já “Imperfect Women” talinga Elisabeth Moss e Kerry Washington numa trama de tons feministas movida por um assassínio.
Em “Maximum Pleasure Guaranteed”, Brandon Flynn surge enquadrado pela câmera de um computador, que sorrateiramente revela seu rosto, o peitoral e o topo da virilha. A cena se repete em outros momentos do trailer, numa prova de que a série deve usar e exagerar do corpo de seus “cam boys” –porquê são conhecidos homens pagos para “realizar fantasias” em chamadas de vídeo, porquê descreve o ator.
A série estrelada por Tatiana Maslany acompanha uma mãe divorciada que passa a ser chantageada depois de adentrar levante universo. Ela conversa com outra grande aposta do Apple TV para levante ano, “Margo e a Falta de Numerário”, que aponta a webcam para Elle Fanning, uma mãe solo que se exibe no OnlyFans para ter uma renda extra.
A série é criada por David E. Kelley e produzida por Nicole Kidman. A poderosa dupla debutou na HBO, com “Big Little Lies”, foi cooptada pela Amazon, que fez “Nove Desconhecidos”, e agora, numa jogada de rabino, chega à Apple.
Outros produtores de peso seduzidos pela plataforma são Martin Scorsese e Steven Spielberg, dois dos nomes mais importantes em atividade em Hollywood. Eles estão por trás da versão serializada de “Cabo do Temor”, que atualiza os dois filmes anteriores, agora com Amy Adams, Javier Bardem e Patrick Wilson no elenco.
Entre os longas, “Outcome” vai fazer de Keanu Reeves um planeta imaginário de Hollywood que é ameaçado por um vídeo que pode expôr sua verdadeira –e talvez sombria– natureza. Nesta história de roubo, fazem participações especiais Scorsese e Drew Barrymore, nas mesmas funções que têm fora das telas –diretor de cinema e apresentadora de televisão.
“The Dink”, uma comédia esportiva inusitadamente ambientada no mundo do pickleball, “Matchbox”, mais uma produção da Mattel a levar brinquedos para as telas, e “Way of the Warrior Kid”, adaptação da série de livros infantojuvenil homônima –o “Karate Kid” desta geração, nas palavras de Chris Pratt–, completam a seleção de filmes.
O evento encerrou com o que Eddy Cue, vice-presidente de serviços da Apple –na prática, o segundo no comando depois de Tim Cook– não esconde ser sua aposta predileta, a transmissão da Fórmula 1 pela plataforma, nos Estados Unidos, no rastro do sucesso de “F1: O Filme”.
Ele e o presidente do torneio, Stefano Domenicali, subiram no palco para falar, em suas palavras, sobre a prestígio de a Fórmula 1 se tornar segmento da cultura dos Estados Unidos –que historicamente tem ordinário interesse por automobilismo.
“Uma vez que sempre num enlace, um precisa receber alguma coisa do outro”, disse Domenicali, ressaltando que a transmissão por streaming permitirá uma experiência mais personalizada e detalhada, com aproximação a diferentes câmeras e outras informações em tempo real.
O jornalista viajou a invitação do Apple TV
