A novidade série de ficção científica do instituidor de “Breaking Bad”, o primeiro lançamento da franquia “Alien” para a televisão e a novidade temporada de “Ruptura” são algumas das melhores séries do streaming em 2025, segundo os críticos da BBC Caryn James (CJ) e Hugh Montgomery (HM) .
Os números da lista não representam ordem de classificação. Eles foram incluídos somente para separar as séries com maior nitidez.
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1. “Verdade Oculta”
Sterlin Harjo (da série “Reservation Dogs”, 2021-2023) tem o dom de gerar programas de TV com muita consistência. E Ethan Hawke faz sua perceptibilidade cintilar em todos os seus personagens.
Esta combinação inspiradora nos traz o cenário poeirento de “Verdade Oculta”, ambientado em Tulsa, no Estado americano do Oklahoma. E Lee Raybon é o personagem único, vibrante e multíplice, interpretado por Hawke.
A vida de Raybon é atabalhoada. Ele mora em um quarto bagunçado, em cima da sua loja de livros usados.
Mas sua paixão é trabalhar porquê jornalista investigativo em meio período. E, ao investigar uma família poderosa, os Washburns, ele encontra uma rede de depravação, violência casual e assassinatos.
Jim Thompson, famoso pela sua ficção realista de detetives, é um dos roteiristas favoritos de Raybon. E Harjo traz uma sensação noir para a história, fazendo, ao mesmo tempo, com que ela seja totalmente contemporânea.
Suspeitas sobre jornalistas e personagens indígenas que, séculos depois, ainda são expulsos das suas terras completam o roteiro.
Sua história envolvente traz perigos para Raybon a cada momento. E, mesmo precisando de óculos escuros para esconder seus olhos pretos, ele ainda exala idealismo e sagacidade de forma persuasivo.
Uma série ambiciosa, que reafirma a posição de Harjo porquê um instituidor realmente original. (CJ)
“Verdade Oculta” está disponível no Brasil no Disney+.
A queda de receita da franquia da Disney “Star Wars” mostrou as armadilhas de levar uma série de filmes de sucesso para outras plataformas.
Isso certamente gerou dúvidas se a franquia “Alien” (no auge em muitos aspectos, quando o tema é terror puro e simples) realmente precisava do tipo de geração de mundos que a TV pode oferecer.
Mas Noah Hawley —responsável por “Fargo” (2014-2023), outro grande spin-off que saiu do cinema para a TV— realmente se saiu muito na tela pequena.
Com oito episódios, a série combina duas histórias centrais, uma sobre a aterrissagem forçada de uma espaçonave com criaturas horripilantes a bordo e outra sobre a geração de uma novidade raça de super-humanos “sintéticos”. Com isso, ela atingiu um confortável estabilidade entre bons sustos e prazeres mais intelectuais.
Na verdade, talvez nunca tenhamos visto uma produção de terror tão muito feita na tela pequena.
O quinto incidente, especificamente, é um poderoso concorrente a melhor incidente de TV do ano. Ele revê o que aconteceu na nave avariada que carregava os alienígenas e parece ser ele próprio um dos filmes principais da franquia.
Considerando seu grande final repleto de suspense (sem spoilers!), a boa notícia é que a série já foi renovada para sua segunda temporada, com estreia prevista para 2027. (HM)
“Alien: Earth” está disponível no Brasil no Disney+.
Poucos cineastas são tão articulados sobre o que fazem e tão pessoalmente autoconscientes quanto Martin Scorsese. E o dinâmico documentário de Rebecca Miller oferece a ele totalidade liberdade para falar.
Scorsese é espirituoso e ponderado. Ele reflete sobre tudo nos seis capítulos da série, de religião às suas falhas pessoais, sua curso e a indústria cinematográfica.
Miller teve aproximação a farto e fantástico material de registro, incluindo fotos e vídeos da família e da puerícia do cineasta no bairro de Little Italy, em Novidade York, nos Estados Unidos. Estas cenas se refletem elegantemente no seu primeiro filme de sucesso, “Caminhos Perigosos” (1973).
Ela reúne criteriosamente oriente material com inteligentes entrevistas dos colaboradores mais próximos de Scorsese, porquê Robert De Niro, sua ex-esposa Isabella Rossellini e outros.
É relativamente fácil produzir uma série de TV sobre um cineasta – basta juntar alguns vídeos e está pronto. O difícil é atingir o nível de habilidade de Miller (ela própria, uma elegante cineasta) nesta produção.
Ela oferece um retrato dos maiores diretores de cinema vivos, tão profundo e cativante que nos faz desejar que tivesse alguns episódios a mais. (CJ)
“O Lendário Martin Scorsese” está disponível no Brasil na Apple TV e na Amazon Prime Vídeo.
4. “Long Story Short”
Ninguém cria animações na TV com mais profundidade emocional do que Raphael Bob-Waksberg, o roteirista americano mais sabido pela série “Bojack Horseman” (2014-2020).
O estampa sobre um cavalo ator, mesmo com o humor envolvido, acabou se revelando uma profunda e um tanto sombria reflexão sobre todos os assuntos, desde o ilustrado às celebridades até a confrontação de traumas.
Sua novidade série, em alguns aspectos, é mais ligeiro do que “Bojack”, mas não menos perspicaz e cativante, emocionalmente falando.
Ela é baseada em uma premissa relativamente simples e conta a história de uma família judia de classe média, dos anos 1950 até os dias atuais.
A inovação está na forma de relatar a história, saltando entre as décadas para se destinar a episódios específicos, que são significativos na vida de cada um dos membros da família.
O mosaico de experiências resultante traz uma dificuldade que parece formar um romance.
E o humor de Bob-Waksberg é muito oportuno e rico em brilhantes detalhes idiossincráticos, porquê o fruto voluntarioso Yoshi, que abre uma empresa para vender colchões enlatados, e uma sofisticada barraca de “sorvete de batata”. (HM)
“Long Story Short” está disponível no Brasil na Netflix.
5. “Pluribus”
Vince Gilligan poderia ter feito de tudo depois o sucesso das suas séries “Braking Bad” (2008-2013) e “Better Call Saul” (2015-2022).
Mas, desta vez, ele traz ao público alguma coisa totalmente inesperado (exceto pela ambientação em Albuquerque, no Estado americano do Novo México) e também luminoso: uma audaciosa mistura de ficção científica e sátira social, com uma heroína geniosa, mas sensível.
Rhea Seehorn interpreta de forma perfeitamente equilibrada a cínica romancista Carol, em um mundo onde um vírus fez com que quase todos os demais ficassem felizes o tempo todo, mas também travados em uma única mentalidade coletiva de colmeia, que nega a identidade individual, ligada a um governo dominador.
A série acompanha suas insistentes tentativas de evitar que o planeta se transforme em um reino de pessoas em casulos, no estilo do filme “Os Invasores de Corpos” (1978), criando uma narrativa repleta de suspense e viradas inesperadas.
Elas incluem um Air Force One comicamente repaginado, um personagem que se proeza perigosamente por uma selva e Carol comandando um sege da polícia estadual.
Gilligan altera os tons de forma fluida ao longo da série, sem perder de vista o terrificante alerta orwelliano sobre a perda da liberdade de sentença e pensamento.
“Pluribus” é a melhor prova de que uma série de ficção científica ligeiro também pode ser séria, criativa e oportuna. (CJ)
“Pluribus” está disponível no Brasil na Apple TV e na Amazon Prime Vídeo.
6. “A Cadeira”
Não é excesso expressar que Tim Robinson é um gênio.
Suas obras incluem a série de comédia da Netflix “I Think You Should Leave with Tim Robinson” (2019-2023) e o filme “Amizade Tóxica” (2025).
Ao longo da curso, ele desenvolveu uma veia humorística muito própria, que combina as esquisitices sociais e pontos fracos da “comédia cringe” com um toque sombrio e surreal.
Seu mais recente projeto talvez seja o melhor até agora. Ele ingressa em um novo elemento, a ação conspiratória, para deixar a mente do testemunha alucinada para desenredar exatamente o que está se passando na tela.
“A Cadeira” tem um protagonista típico de Robinson. Ron Trosper é um gerente corporativo intermediário aparentemente generalidade, mas que, na verdade, é perigosamente nevrótico.
O grande momento da sua vida, durante uma apresentação no trabalho, é arruinado quando uma cadeira se quebra. A tentativa de reclamar o leva para um labirinto investigativo e ele passa a confiar que o objetivo dos fabricantes da cadeira é mantê-lo quieto.
Totalmente dissemelhante de tudo o que há na TV em 2025, “A Cadeira” equilibra brilhantemente o contra-senso com genuíno suspense. E suas muitas cenas e detalhes incidentais estranhos oferecem uma sensação sombria e excitante. (HM)
“A Cadeira” está disponível no Brasil na HBO Max e na Amazon Prime Vídeo.
7. “Blue Lights”
Sem muito orgulho, oriente drama policial ambientado em Belfast, na Irlanda do Setentrião, passou a ser uma das séries mais astutas e consistentes da televisão, ao longo das suas três temporadas. E, oriente ano, ela ganhou o Prêmio Bafta de melhor série de TV dramática.
“Blue Lights” emprega magistralmente as metáforas do gênero (os oficiais novatos ganharam experiência, alguns veteranos foram embora), mas a diferença é a sensação realista de que, muitas vezes, o violação compensa e os criminosos saem vencedores.
A série ganha peso ao ser ambientada na Irlanda do Setentrião, onde os rastros dos conflitos do pretérito permanecem na tensão e violência em toda segmento.
Esta situação deprimente é compensada pelo coração dos personagens, principalmente Siân Brooke porquê Grace, a ex-assistente social que traz a empatia da sua antiga profissão para seu novo trabalho.
Mas todo o elenco, incluindo policiais e criminosos, é brilhantemente escolhido, principalmente as senhoras do violação desta temporada (duas mulheres, o que é inovador), interpretadas com uma crueldade dissimulada e persuasivo por Abigail McGibbon e Cathy Tyson.
Se a série “The Pitt” surgiu oriente ano porquê o melhor drama médico, “Blue Lights” ocupa posição similar entre as séries policiais, oferecendo um ar de renovação a um gênero já sabido. (CJ)
A reportagem não encontrou serviços de streaming que estejam exibindo a série no Brasil.
8. “A Namorada Ideal”
Desde “Big Little Lies” (2017-2019), surgiram diversas séries de ação domésticas sobre pessoa ricas com segredos obscuros. E muitas delas se mostraram muito fracas.
Mas esta série mercantil da Amazon Prime Vídeo conseguiu se primar com sua feliz e superior sensibilidade.
Adaptada de um romance da escritora britânica Michelle Frances, a série é estrelada por Robin Wright, que interpreta o possessor de uma galeria de arte que mantém um relacionamento característico de multíplice de Édipo com seu fruto, e Olivia Cooke, porquê sua novidade parceira, misteriosa e ameaçadora.
Em meio à sofisticada exibição de diversas casas e ambientes internos de luxo, as gloriosas interpretações dos personagens centrais realmente prendem a atenção.
Porquê em “House of Cards” (2013-2018), Wright mostra a crueldade do seu personagem de forma eletrizante, enquanto Cooke (uma estrela em subida, mais conhecida por “A Morada do Dragão”) traz seu carisma para a inconsistente Cherry.
À medida que a série se desenrola, o roteiro se torna cada vez mais contra-senso. Mas seu caráter implausível pode ser perdoado, graças ao glorioso e feroz encontro entre estes dois atores, que estão no melhor da sua forma. (HM)
“A Namorada Ideal” está disponível no Brasil na Amazon Prime Vídeo.
9. “Dept. Q”
A história de um detetive luminoso e excêntrico traumatizado por um caso anterior pode tanger porquê um clichê. Mas Matthew Goode traz tanta profundidade e uma perceptibilidade tão mordaz ao seu personagem Carl Morck (agora relegado a casos pequenos e um escritório no porão) que oferece uma novidade vida a oriente noção.
Os criadores da série, Scott Frank (de “O Gambito da Rainha”, 2020, e da subvalorizada “Monsieur Spade”, 2024) e Chandni Lakhani, sabem que os personagens são mais importantes que os casos antigos que Morck tenta desvendar em Edimburgo, na Escócia. Por isso, eles o rodearam de colegas inteligentemente selecionados, que são muito mais do que simples desajustados.
O destaque – e sinal da ousadia da série —é o esfíngico Akram Salim (Alexej Manvelov). Ele ingressa no departamento de Morck porquê técnico em TI e revela suas próprias e excepcionais habilidades porquê detetive, sem falar no seu misterioso pretérito na Síria.
Morck pergunta se ele estava no lado bom ou ruim no seu país de origem, o que é uma ótima questão, considerando as violentas técnicas de Salim.
A série é um tanto assustadora, já que podemos ver uma mulher capturada que a equipe de Morck ainda não descobriu. Mas é sempre inteligente e fascinante. (CJ)
“Dept. Q” está disponível no Brasil na Netflix.
Baseada no podcast do mesmo nome, esta minissérie em oito capítulos conta uma história real extraordinária.
Molly Kochan (1973-2019) recebeu diagnóstico de cancro de peito em estágio 4 e decidiu desistir seu marido para embarcar em uma odisseia sexual. Sua intenção era saber a satisfação física antes que fosse tarde demais.
O fulgor da adaptação reside exatamente na sua discrição.
Você pode imaginar esta história sendo contada de forma moralista e conscientemente provocadora. Mas seus criadores, Liz Meriwether e Kim Rosenstock, ao lado da magnífico estrela Michelle Williams, oferecem à jornada de Molly uma objetividade que acaba fazendo com que a série seja mais autêntica e perturbadora.
Na sua jornada final, Molly não tem uma grande epifania, mas simplesmente uma opinião mais detalhada da variedade das conexões humanas, que realmente pode enriquecer a nossa existência.
Estes laços incluem sua leal amizade com a caótica Nikki (maravilhosamente interpretada por Jenny Slate) até seus pervertidos encontros com um vizinho (Rob Delaney), que gosta de ser chutado nos genitais.
Em um ponto onde ela sente que está somente começando sua novidade jornada de vida, o término chega subitamente, oferecendo um dos retratos mais íntimos da morte já oferecidos na tela.
Sim, podem sobrevir lágrimas e elas são muito merecidas. (HM)
“Morrendo por Sexo” está disponível no Brasil no Disney+.
11. “Mr. Loverman”
Poucas séries são baseadas em um personagem tão inspirador, multíplice e marcante quanto oriente drama, que traz Lennie James sempre muito vestido porquê Barrington Loverman.
Agora na mansão dos 70 anos de idade, Barry é marido, pai e avô. Ele mantém em sigilo um relacionamento com Morris (Ariyon Bakare), desde que os dois homens eram adolescentes.
Na sua rica tradução vencedora do prêmio Bafta, James incorpora completamente seu personagem. Ele revela o paixão profundo de Barry por Morris, porquê suas decisões foram difíceis e porquê ele foi moldado pelo que a sua geração considerava venerando.
Sharon D. Clarke é também tocante e compreensiva porquê a esposa de Barry, Carmel. Ela descobre o sigilo do marido e fica furiosa com a desonestidade que marcou seu consórcio de 50 anos.
Não há vilões nesta série, baseada no romance da escritora britânica Bernardine Evaristo.
Quando Barry chega a um momento decisivo na sua vida, a série mostra uma perspectiva clara sobre as concessões existentes nos relacionamentos longos e é profundamente humana na sua recusa a demonizar qualquer pessoa. (CJ)
A reportagem não encontrou serviços de streaming que estejam exibindo a série no Brasil.
12. “Too Much”
Há quase uma dez, terminava a série “Girls” (2012-2017), a mistura de drama e comédia da roteirista Lena Dunham que marcou quadra.
Desde portanto, ela se ocupou de uma série de projetos, que incluíram dois filmes e a direção do piloto da série Industry, que estreou em 2020. Mas eles passaram relativamente despercebidos.
Por tudo isso, é ótimo ter Dunham de volta, com esta muito montada comédia romântica, livremente inspirada na sua própria mudança para o Reino Unificado.
Megan Stalter (mais conhecida pela série “Hacks”, que estreou em 2021) interpreta Jessica, uma executiva de publicidade que sofreu burnout e decide cruzar o Atlântico depois um repugnante rompimento amoroso. Mas ela começa errando, ao confiar que seus primeiros passos no seu novo território serão em uma propriedade rústico, não em um conjunto de apartamentos urbano.
Felizmente, esta óbvia galhofa, na verdade, não é o foco principal da série, mas sim os detalhes do seu florescente relacionamento com um músico em dificuldades, interpretado pelo planeta Will Sharpe, de “The White Lotus”.
O melhor ponto sobre seu romance, escrito com sutileza e condolência por Dunham, é que perdemos pouco tempo para saber se eles irão ou não se relacionar. Os dois formam basicamente um parelha já no término do segundo incidente.
Em vez disso, a série se dedica a mostrar se eles podem realmente fazer seu relacionamento funcionar a longo prazo, considerando as cicatrizes emocionais de ambos.
Em relação aos papéis principais, Stalter inicialmente é ampla demais e seu estilo é de sitcom, mas ela acaba se firmando no papel. Paralelamente, Sharpe é primorosamente originário e charmoso desde o princípio.
Os diversos astros convidados agregam um fulgor cômico aos episódios, porquê Richard E. Grant, Naomi Watts e Andrew Scott.
A série certamente traz imperfeições, com alguns episódios mais fracos que outros. Mas sua história comprova que existe formosura na imperfeição. (HM)
“Too Much” está disponível no Brasil na Netflix.
13. “Code of Silence”
Leste drama relembra que não se deve menosprezar uma jovem inteligente que, por eventualidade, sofre de deficiência auditiva. Mas a produção mistura suavemente esta excitante mensagem com cenas de violação e ação, ao lado de uma heroína cativante.
Rose Ayling-Ellis traz uma robustez sutil, mas intensa, para sua personagem Alison Brooks. Ela trabalha na cafeteria de uma delegacia de polícia e é recrutada para ajudar os detetives, lendo os lábios no vídeo de uma gangue criminosa que está sob investigação.
Enquanto ela assiste às imagens, o texto aparece parcialmente na tela da TV, oferecendo uma sensação visual dos desafios da vida de Brooks, sem relatar com a capacidade auditiva.
A deficiência da personagem é fundamental para a série, mas, em vez de mostrar um tema pesado, seu roteiro inteligentemente executado mostra Brooks trabalhando infiltrada.
Ela se coloca em situações mais perigosas que o esperado pelos próprios detetives (que contam com a poderoso tradução de Andrew Buchan e Charlotte Ritchie) e acaba atraída por um dos homens que eles estão investigando.
Ao longo da série, Ayling-Ellis nos mostra que Alison Brooks está determinada a fazer segmento da investigação, para provar sua capacidade. (CJ)
A reportagem não encontrou serviços de streaming que estejam exibindo a série no Brasil.
14. “O Experimento”
Na primeira temporada desta série, em 2022, o inteligente humorista Nathan Fielder ajudou as pessoas a “ensaiar” futuras situações da vida, com equipes de atores e cada vez mais intrusão na verdade.
A produção foi uma conquista notável, realmente dissemelhante de tudo o mais que existe na TV. Mas, em relação a uma segunda temporada, a questão sempre foi: depois de gerar alguma coisa tão um, porquê fazer para revigorar a originalidade?
Muito, Fielder conseguiu esta façanha.
Ele aplicou suas técnicas de simulação também absurdas e inspiradoras a um problema específico: as eventuais falhas de notícia entre os pilotos na cabine de comando dos aviões. Para Fielder, elas são uma desculpa fundamental de muitos acidentes na aviação mercantil.
Para investigar esta teoria, Fielder rompe novamente com as fronteiras da forma em seu estilo espetacular. Ele cria uma réplica de um terminal do aeroporto de Houston, no Estado americano do Texas, e idealiza, entre outras coisas, um concurso de esquina privativo chamado Asas da Voz.
Inúmeros desvios de rota marcam os seis episódios, incluindo uma revelação profundamente desconfortável sobre a suposta exprobação do seu vetusto programa “Nathan for You” (2013-2017), exibido pela Paramount+. Estes desvios formam mais um estudo surreal e perturbador do comportamento humano.
O ponto eminente da série é o voo do próprio Fielder, uma verdadeira reviravolta, inesperada e comovente. (HM)
“O Experimento” está disponível no Brasil na HBO Max e na Amazon Prime Vídeo.
15. “Such Brave Girls”
Poucas séries são tão corajosas quanto esta sitcom britânica brutalmente honesta, que mostra duas irmãs adultas e sua mãe. Elas moram juntas e se enfrentam, cada uma com suas inúmeras neuroses, próximas da miséria.
Se fôssemos investigar seu DNA, poderíamos expressar que ela mistura a constrangedora farsa de “Peep Show” (2003-2015), com Jesse Armstrong e Sam Bain, e a crueldade teatral com farpas de ódio da comediante britânica Julia Davis em “Nighty Night” (2004-2005).
A roteirista e estrela da série Kat Sadler, que interpreta a mana mais velha, Josie, enfrenta temas porquê a saúde mental e o monstro de forma franca e ensejo.
Esta segunda temporada é ainda melhor do que a primeira. Ela começa com um clássico incidente de consórcio caótico.
A mãe de Josie, Deb, força a filha a se matrimoniar com Seb, seu namorado raso de galocha, embora ela seja lésbica.
Paralelamente, a mana mais jovem, Billie, desesperada em procura de aprovação masculina, embarca em um relacionamento infame com um varão casado muito mais velho. “Ele é tão grato por estar comigo, parece que venceu uma competição”, pensa ela.
Deb espera desesperadamente que Dev, sua cara-metade excessivamente corriqueiro, a peça em consórcio, para que ela possa finalmente se estabelecer e viver uma vida suburbana.
No universal, a série é um retrato brutal e estonteante de transtornos herdados, lindamente interpretado pelo seu trio meão, que, ao lado de Sadler, inclui sua mana na vida real, Lizzie Davidson e a estrela de Sherlock (2010-2017), Louise Brealey. (HM)
A reportagem não encontrou serviços de streaming que estejam exibindo a série no Brasil.
Hollywood é um fim fácil para sátiras, mas esta produção é tão afiada, astuta e por vezes absurda que talvez seja a comédia mais engraçada do ano.
Um dos criadores da série, Seth Rogen interpreta Matt Remick, o recém-nomeado diretor dos Continental Studios, um amante do cinema autoral encarregado de produzir grandes sucessos comerciais a partir de marcas conhecidas, porquê Kool-Aid.
Um desfile de atores e diretores – entre eles Ron Howard, Olivia Wilde e Zoe Kravitz —faz participações especiais, zombando alegremente da própria imagem. Nenhuma aparição é mais engraçada que a de Martin Scorsese no hilariante incidente inicial.
O elenco fixo também é agudo: Ike Barinholtz vive Sal Saperstein, o braço-direito de Matt; Catherine O’Hara é a ex-diretora do estúdio; e Kathryn Hahn interpreta a escandalosa e extravagante encarregado de publicidade.
A série nos leva dos bastidores do Mundo de Ouro até reuniões de marketing, sugerindo que todos somente seguem o fluxo em uma indústria em crise. O horizonte do cinema pode ser incerto, mas esta comédia sobre os bastidores do showbiz é um prazer à segmento. (CJ)
“O Estúdio” está disponível no Brasil na Apple TV e na Amazon Prime Vídeo.
17. “The White Lotus”
Se a sátira de Mike White sobre turistas ricos e os problemas do primeiro mundo já era cultuada nas duas primeiras temporadas, a terceira consolidou seu status de fenômeno cultural, depois uma explosão de audiência.
Desta vez, os grupos disfuncionais – um financista corrupto e sua família, três amigas em conflito, um varão vingativo e sua jovem namorada —são levados a um retiro de bem-estar na Tailândia, provocando debates acalorados na internet a cada novo incidente.
Alguns criticaram o ritmo lento e a falta de uma trama envolvente, enquanto outros lembraram – com razão – que a série nunca foi pensada para oferecer reviravoltas ao estilo “Game of Thrones”, mas sim um retrato centrado em personagens.
Pessoalmente? Achei a temporada mais sombria e reflexiva até agora, e mais uma vez sustentada por um elenco luminoso. Parker Posey, Carrie Coon, Aimee Lou Wood e Patrick Schwarzenegger se destacaram, mas ninguém destoou. (HM)
“The White Lotus” está disponível no Brasil na HBO Max e na Amazon Prime Vídeo.
18. “Puberdade”
Não é surpresa que esta série britânica intensa sobre um garoto de 13 anos culpado de massacrar uma colega tenha se tornado um marco cultural. Elogiada até pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a produção foi recomendada para exibição em escolas e alimentou debates sobre juventude e redes sociais.
A discussão social é ancorada em um drama altamente personalizado, com atuações potentes.
Stephen Graham, que criou a série com Jack Thorne, interpreta o pai do garoto e transmite a dor de um varão confrontado com a possibilidade de que seu fruto seja um celerado.
Owen Cooper brilha no papel do jovem culpado, que parece simples até que explode em um aproximação de raiva.
Ashley Walters, porquê o detetive que também tenta compreender o próprio fruto juvenil, amplia o escopo para além da família meão.
Cada incidente é filmado em tempo real, em plano-sequência – uma escolha que poderia parecer artifício, mas que o diretor Philip Barantini conduz com fluidez, elevando a intensidade de um drama devastador que não oferece respostas fáceis. (CJ)
“Puberdade” está disponível no Brasil na Netflix.
19. “Ruptura”
Com justiça ou não, a Apple TV ganhou renome de evacuar fortunas (estima-se mais de US$ 20 bilhões, muro de R$ 109 bilhões) em séries estreladas que pouca gente assiste.
Mas a segunda temporada deste drama distópico no envolvente corporativo provou ser um verdadeiro sucesso.
Surpreende, sobretudo, por sua estranheza: a premissa instigante – funcionários da enigmática Lumon têm suas consciências divididas entre o “eu do trabalho” (innie) e o “eu de mansão” (outie) —se desdobra em tramas cada vez mais surreais, com “refinamento de macrodados” e até um rebanho de cabras.
Na segunda metade da temporada, a história se tornou excessivamente dispersa, e o orgasmo não superou o da estreia. Ainda assim, é uma obra requintada em todos os aspectos – das atuações em dupla identidade (com destaque para a luminoso Britt Lower) à estética visual precisa.
Resta esperar a terceira temporada —e, com sorte, respostas mais claras sobre o que realmente acontece na Lumon. (HM)
“Ruptura” está disponível no Brasil na Apple TV e na Amazon Prime Vídeo.
20. “The Pitt”
Pode parecer mais um drama médico, mas esta série sobre um meio de traumas em Pittsburgh, no Estado americano da Pensilvânia, renova o gênero ao focar no estresse psicológico dos profissionais de saúde.
Noah Wyle entrega uma atuação poderosa porquê o encarregado do departamento, Dr. Robbie —devotado, exausto e emocionalmente em ruínas depois não conseguir salvar seu mentor durante a pandemia de covid-19.
O elenco ao volta é também multíplice: Supriya Ganesh interpreta uma prodígio da medicina, Isa Briones é uma residente agressiva e Taylor Dearden vive a Dra. Mel, cuja neurodivergência a torna principalmente empática com os pacientes.
Dissemelhante de outras séries médicas, The Pitt nunca deixa que o drama pessoal sobrepuje o foco no trabalho. Cada incidente —envolvente e vertiginoso— se passa em tempo real durante um plantão de 15 horas, entre perdas devastadoras e vitórias salvadoras.
Poderia ser deprimente, mas é eletrizante ao mostrar o cotidiano de pessoas para quem vida e morte são segmento da rotina. (CJ)
“The Pitt” está disponível no Brasil na HBO Max e na Amazon Prime Vídeo.
21. “Paradise”
É difícil falar sobre o impacto dessa série sem revelar a reviravolta principal do final do primeiro incidente.
Mas o traje é que ela transforma por completo o que começa porquê um suspense político relativamente convencional.
Sterling K. Brown interpreta o encarregado da equipe de segurança do presidente dos EUA, que se vê culpado de matar seu próprio encarregado. Mas, para além do violação, alguma coisa parece fora de lugar no mundo.
Criada por Dan Fogelman, o mesmo de “This is Us” (2016-2022) —outra série televisiva de poderoso trouxa melodramática—, “Paradise” oferece entretenimento sólido no melhor sentido da vocábulo, com uma trama engenhosa e atuações memoráveis, desde o herói importunado de Brown até Julianne Nicholson no papel de uma bilionária da tecnologia com ares sombrios.
Mais adiante, um incidente em privativo aborda questões de proporções verdadeiramente monumentais – e é simplesmente arrebatador.
Mas, novamente, é o sumo que se pode expressar sem estragar a experiência de quem ainda não assistiu. A boa notícia para quem já viu é que uma novidade temporada está prevista para 2026. (HM)
“Paradise” está disponível no Brasil no Disney+.
22. “Wolf Hall: O Espelho e a Luz”
A desfecho suntuosa da trilogia “Wolf Hall”, de Hilary Mantel (1952-2022), combina uma submersão visualmente fantástico no pretérito luxuoso da incisão de Henrique 8º (1491-1547) com uma reflexão atemporal sobre o preço pessoal cobrado pela procura por poder e influência.
Mark Rylance está magistral porquê Thomas Cromwell (1485-1540), o mentor do rei, que passa a questionar suas próprias decisões à medida que o imprevisível Henrique começa a duvidar dele.
Na pele de Henrique, Damian Lewis entrega uma tradução fascinante, com voz e gestos assustadoramente contidos, mesmo quando ordena as ações mais cruéis.
As esposas do rei vêm e vão, mas é o colapso da relação entre esses dois homens —a incerteza e o declínio de Cromwell, e a vontade férrea de Henrique, disposto a varar quem estiver em seu caminho— que molda a história.
Escrito por Peter Straughan, vencedor recente do Oscar pelo roteiro de “Conclave” (2024), “O Espelho e a Luz” ressoa ainda mais hoje do que quando o livro foi publicado, em 2020. É uma obra que dialoga diretamente com o mundo contemporâneo, em que o progresso do autoritarismo se tornou uma preocupação global. (CJ)
A reportagem não encontrou serviços de streaming que estejam exibindo a série no Brasil.
23. “O Caminho Estreito para os Confins do Setentrião”
Desde que ganhou destaque no drama juvenil “Euphoria”, da HBO (que estreou em 2019), Jacob Elordi tem feito escolhas certeiras, mas talvez nenhuma tão potente quanto retornar à sua terreno natal, a Austrália, para protagonizar oriente drama de guerra devastador.
Baseada no romance vencedor do Booker Prize de Richard Flanagan, a série acompanha a vida de Dorrigo Evans, cirurgião do tropa na Segunda Guerra Mundial, em três fases: o período de treinamento militar em Adelaide, na Austrália, suas experiências infernais porquê prisioneiro de guerra na selva tailandesa e, depois, sua existência porquê um veterano muito sucedido, mas profundamente importunado (vivido na maturidade por Ciarán Hinds), ainda incapaz de processar os horrores do pretérito.
Com direção visualmente impactante de Justin Kurzel —sabido por retratos viscerais da violência masculina porquê “Os Crimes de Snowtown” (2011) e “A Ordem” (2024)—, a série é uma das representações mais poderosas dos horrores da guerra já levadas à tela.
Ao mesmo tempo, ela trata com igual sensibilidade o libido e a violência. A química entre o jovem Dorrigo (Elordi) e Amy (Odessa Young, magnífica), esposa de seu tio, é incendiária.
Com algumas cenas de brutalidade extrema, trata-se de uma série difícil de testemunhar —porquê deve ser—, mas dos quais poder artístico oferece uma forma de transcendência. (HM)
“O Caminho Estreito para os Confins do Setentrião” está disponível no Brasil na Amazon Prime Vídeo.
24. “Seus Amigos e Vizinhos”
Jon Hamm nunca esteve melhor, equilibrando com maestria o drama e a comédia nesta série sobre Coop, um gestor de fundos que perde o trabalho.
Tentando manter as aparências em sua comunidade de subida renda, ele acaba descobrindo uma novidade identidade.
A série tem um poderoso elemento cômico: Coop passa a cometer furtos secretos, roubando artigos de luxo dos próprios vizinhos para tranquilizar sua crise financeira.
Mas o que realmente destaca a série é seu retrato agudo daquilo que Coop define, em uma de suas impagáveis narrações em off, porquê “o desespero soturno dos homens ricos de meia-idade”, além do mergulho nas complexas relações do personagem.
Ele ainda nutre sentimentos pela ex-esposa (Amanda Peet), que o trocou por uma amiga, e tem dificuldade para se conectar com os dois filhos adolescentes.
Por outro lado, ele mantém uma relação comovente com a mana emocionalmente frágil (Lena Hall, em uma atuação de destaque).
Hamm não tinha um papel tão rico desde Don Draper, em “Mad Men: Inventando Verdades” (2007-2015) —outro sedutor carismático e falho que toma decisões terríveis. É difícil imaginar outro ator à profundeza no meio desta série elegante e, ao mesmo tempo, profundamente sátira. (CJ)
“Seus Amigos e Vizinhos” está disponível no Brasil na Apple TV+ e na Amazon Prime Vídeo.
25. “Big Boys”
Pode não ter causado tanto burburinho quanto “Puberdade”, mas cá está outra série britânica sobre masculinidade que realmente merece ser vista.
A série semiautobiográfica de Jack Rooke, sobre dois universitários que desenvolvem uma amizade inesperada —Jack, um nerd gay, e Dan, um hétero— tem sido, desde sua estreia em 2022, uma mistura incrivelmente habilidosa de humor de fazer chorar de rir, recheado de deliciosas referências à cultura pop, com um drama sensível que aborda desde o despertar sexual e depressão até demência e outros temas.
Mas foi nesta terceira e última temporada que “Big Boys” teve, sem incerteza, seu maior impacto.
Ela começa com um incidente hilariante com os personagens em férias na Grécia e vai ficando mais séria com o passar do tempo, apresentando o agravamento dos problemas de saúde mental de Danny com privativo habilidade.
Rooke realmente sabe partir o coração do público. O incidente final é uma lição de emoção e inclui uma significativa participação privativo dele próprio.
Vamos esperar que “Big Boys” lance seu talentoso instituidor em direção ao sucesso. (HM)
A reportagem não encontrou serviços de streaming que estejam exibindo a série no Brasil.
