A aguardada reinvenção de O Morro dos Ventos Uivantes, dirigida por Emerald Fennell e estrelada pelos astros australianos Jacob Elordi e Margot Robbie, dividiu os críticos de cinema antes de seu lançamento —previsto para esta quinta-feira (12/2) no Brasil.
O história gótico de paixão, preocupação e vingança de Emily Brontë acompanha o relacionamento entre a livre e obstinada Cathy e o perseguido, porém cruel, Heathcliff.
Peter Bradshaw, do jornal The Guardian, descreveu a novidade adaptação para o cinema uma vez que um “erro emocionalmente vazio, no estilo romance de secretária sensacionalista”, em uma sátira de duas estrelas.
Já Robbie Collin, do The Telegraph, mostrou muito mais exaltação, concedendo cinco estrelas e elogiando o filme uma vez que “resplandecentemente extravagante, viscoso e selvagem”.
O filme vem atraindo atenção —e certa controvérsia— desde que foi anunciado, mormente por razão do elenco e de cenas aparentemente inspiradas em BDSM.
Ambientado no final do século XVIII e início do XIX, “O Morro dos Ventos Uivantes” traz Elordi, 28, e Robbie, 35, uma vez que os famosos amantes da literatura, Heathcliff e Catherine Earnshaw.
O filme está sendo divulgado com aspas no título, para sugerir que se trata de uma tradução pessoal de Fennell do romance clássico, enquanto a cantora Charli XCX, conhecida pelo álbum “Brat”, compôs a trilha sonora que acompanha a produção.
Peter Bradshaw, do The Guardian, afirmou que Fennell “eleva o tom camp” em sua reinvenção – sendo camp um estilo estético marcado pelo excesso, teatralidade, artificialidade assumida e um claro sabor pelo dramático e pelo kitsch. Ele descreve o filme uma vez que “um tentativa fotográfico de tendência de 20 páginas de pura frivolidade, com corpetes rasgados em pedaços e um toque provocante de BDSM”.
Já Robbie Collin, do The Telegraph, antecipou críticas de que o filme poderia necessitar de profundidade, mas apresentou uma resguardo enfática da obra.
“Estilo supra de substância? De forma alguma —é mais que Fennell entende que o estilo pode ser substância quando é muito executado”, escreveu.
“As paixões de Cathy e Heathcliff vibram em suas roupas, em seus periferia e em tudo ao seu alcance, e você sai do cinema tremendo na frequência privada deles.”
A editora Mills & Boon foi mencionada em mais de uma sátira, com Dulcie Pearce, do The Sun, sugerindo que o filme teria substituído trechos do livro de Brontë por páginas de romances sentimentais da editora.
“Leste drama excessivamente estilizado é intenso e recreativo – mas, infelizmente, é sexo supra de substância”, escreveu Pearce.
Clarisse Loughrey, do The Independent, deu somente uma estrela ao filme e afirmou: “A adaptação espantosamente ruim de Emerald Fennell é uma vez que um Mills & Boon sem vigor.
As atuações de Robbie e Elordi quase ultrapassam o limite da pantomima, enquanto as provocações de Fennell parecem definir os pobres uma vez que desviantes sexuais e os ricos uma vez que pudicos ingênuos.”
Outros críticos foram mais elogiosos, uma vez que Danny Leigh, do Financial Times, que concedeu três estrelas ao filme.
“À medida que a tensão sexual aumenta, o clima lembra um Carry On de arte, com tomadas prolongadas de claras de ovo viscosas”, escreveu.
“O restante do filme prende a atenção com tanta força que Charli XCX faz a trilha sonora e você nem percebe.”
Leigh não foi o único crítico a confrontar Wuthering Heights a um filme da série “Carry On”.
Em uma sátira de três estrelas, Donald Clarke, do Irish Times, observou que “a surpresa para muitos será o quão de perto essa suposta desconstrução se mantém leal à estrutura da narrativa original de Emily Brontë”.
Ele destacou que a cena de orifício estava “mais próxima de Carry on Heathcliff do que de Os 120 Dias de Sodoma”.
Houve ainda outra sátira de três estrelas, desta vez de Beth Webb, da Empire, que descreveu o filme uma vez que “indiscutivelmente elaborado com perícia”.
“Fennell lança mão de todos os recursos nesta adaptação em forma de sonho febril, que estimula os sentidos enquanto evidencia o crescente poder de estrela de Elordi”, afirmou. “Se ao menos sua virilidade eletricamente erótica fosse sustentada até o final.”
David Rooney, do The Hollywood Reporter, elogiou a química entre Elordi e Robbie.
“Os protagonistas são cativantes e a química entre eles é eletrizante”, afirmou. “Robbie está em plena forma, equilibrando-se entre uma imprudência irritante e um compunção devastador.
A reformulação de Fennell flerta com a insanidade e, se você conseguir deixar de lado ideias preconcebidas sobre uma vez que essa história deveria ser contada, é possivelmente o filme mais puramente recreativo da roteirista e diretora.”
Houve mais elogios ao relacionamento dos dois em cena por segmento de Vicky Jessop, do Standard, que concedeu quatro estrelas ao filme e escreveu: “Robbie e Elordi têm química de sobra nesta adaptação assumidamente exagerada e camp do livro de Emily Brontë.
Emerald Fennell nos entrega um maximalismo sujo e sem pudor”, acrescentou.
Já Kevin Maher, do The Times, não se convenceu e atribuiu somente duas estrelas.
Fazendo referência ao papel marcante de Robbie em “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, ele a descreveu uma vez que uma “Barbie Brontë” e argumentou que Fennell “condenou Elordi com uma caracterização fatalmente superficial, reformulando Heathcliff uma vez que um galã emburrado com um sotaque de Yorkshire vacilante”.
Outras críticas variaram desde uma avaliação de duas estrelas de Brian Viner, no The Daily Mail, até a opinião de Therese Lacson, da Collider, de que Brontë “está absolutamente se revirando no túmulo”.
Em outro veículo, David Sims, do The Atlantic, opinou que oriente é o “melhor filme de Fennell até hoje – uma experiência concupiscente intensa e arrebatadora no cinema”.
“O Morro dos Ventos Uivantes” estreia nos cinemas do Brasil em 12 de fevereiro de 2026.
Leste texto foi publicado originalmente cá.
