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Astros da NBA? Cientistas de IA têm salários de US$ 250 mi – 03/08/2025 – Tec

Tecnologia

Durante o verão, Matt Deitke recebeu uma relação de Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

Zuckerberg queria que Deitke, um pesquisador de lucidez sintético de 24 anos que havia recentemente ajudado a fundar uma startup, se juntasse ao recém-fundado grupo de pesquisa da Meta devotado à “superinteligência”, uma tecnologia que poderia hipoteticamente superar o cérebro humano. A empresa prometeu-lhe murado de US$ 125 milhões (R$ 693 milhões) em ações e verba ao longo de quatro anos se ele aceitasse.

A oferta não foi suficiente para atrair Deitke, que queria continuar com sua startup, disseram duas pessoas com conhecimento das negociações. Ele recusou a proposta de Zuckerberg.

Logo, Zuckerberg se reuniu pessoalmente com Deitke. Em seguida, a Meta voltou com uma oferta revisada de murado de US$ 250 milhões (R$ 1,39 bi) ao longo de quatro anos, com potencialmente até US$ 100 milhões a serem pagos no primeiro ano, disseram as pessoas. O aumento da remuneração foi tão surpreendente que Deitke perguntou aos seus colegas o que fazer. Depois muitas discussões, alguns deles o incentivaram a concordar o congraçamento —o que ele fez.

As guerras por talentos de IA no Vale do Silício tornaram-se tão frenéticas —e tão extravagantes— que cada vez mais se assemelham ao mercado estratosférico das estrelas da NBA.

Jovens pesquisadores de IA estão sendo recrutados porquê se fossem Steph Curry ou LeBron James, com pacotes de remuneração de nove dígitos estruturados para serem pagos ao longo de vários anos. Para velejar nessa efervescência, muitos desses jovens de 20 e poucos anos recorreram a agentes não oficiais e comitivas para elaborar estratégias. E estão jogando duro com as empresas para obter o melhor valor, assim porquê os jogadores de basquete buscam os melhores acordos das equipes.

A diferença é que, ao contrário das equipes da NBA, empresas de IA com recursos abundantes porquê Meta, OpenAI e Google não têm tetos salariais. (O contrato mais recente de quatro anos de Curry com o Golden State Warriors foi US$ 35 milhões menor que o congraçamento de Deitke com a Meta.) Isso tornou as batalhas por talentos de IA ainda mais selvagens.

Nas últimas semanas, o recrutamento de “jogadores de IA” tornou-se um espetáculo nas redes sociais, muito parecido com o período anterior a um prazo de transferências nos esportes. À medida que Meta, Microsoft, Google e OpenAI têm contratado funcionários uns dos outros, anúncios de empregos têm sido publicados online com gráficos semelhantes a grandes transferências esportivas, feitos pelo via de streaming online TBPN, que apresenta um programa estilo ESPN sobre o mundo da tecnologia e dos negócios.

“Urgente: A Microsoft contratou mais de 20 membros da equipe do DeepMind nos últimos seis meses”, dizia uma publicação recente do TBPN sobre as contratações da Microsoft do laboratório DeepMind do Google.

Na quarta-feira (30), Zuckerberg disse que a Meta planeja continuar investindo verba em talentos de IA “porque temos crença de que a superinteligência vai melhorar todos os aspectos do que fazemos”. A IA superinteligente não unicamente melhoraria os negócios da empresa, disse ele, mas também se tornaria uma utensílio pessoal que “tem o potencial de iniciar uma novidade e empolgante era de empoderamento individual”.

Um porta-voz da Meta recusou-se a comentar. Deitke não respondeu a um pedido de glosa.

O mercado de trabalho para pesquisadores de IA há muito tempo tem paralelos com os esportes profissionais. Em 2012, depois que três acadêmicos da Universidade de Toronto publicaram um item de pesquisa descrevendo um sistema de IA seminal que poderia reconhecer objetos porquê flores e carros, eles se leiloaram para o maior lance corporativo —o Google— por US$ 44 milhões (R$ 244 milhões).

Isso deu início a uma corrida por talentos em toda a indústria de tecnologia. Em 2014, Peter Lee, gerente de pesquisa da Microsoft, estava comparando o mercado ao de jogadores de futebol americano promissores, muitos dos quais ganhavam murado de US$ 1 milhão (R$ 5,54 milhões) por ano.

“No ano pretérito, o dispêndio de um perito de primeira traço em estágio profundo era aproximadamente o mesmo de um quarterback promissor da NFL”, disse Lee à Bloomberg BusinessWeek na estação, referindo-se a um tipo de perito em IA. “O dispêndio desse talento é bastante notável.”

A influência que os pesquisadores de IA têm na negociação de termos de trabalho só aumentou desde que a OpenAI lançou o chatbot ChatGPT em 2022, desencadeando uma corrida pela liderança na tecnologia. Eles têm sido ajudados pela escassez: unicamente um pequeno grupo de pessoas tem o conhecimento técnico e a experiência para trabalhar em sistemas avançados de lucidez sintético.

Isso ocorre porque a IA é construída de maneira dissemelhante do software tradicional. Esses sistemas aprendem analisando enormes quantidades de dados digitais. Poucos pesquisadores têm experiência com os sistemas mais avançados, que exigem grandes pools de poder computacional disponíveis unicamente para um punhado de empresas.

O resultado tem sido uma novidade guerra por talentos, com a remuneração disparando para centenas de milhões de dólares por ano, a partir de milhões de dólares por ano.

Em abril, Zuckerberg —cuja empresa estava lutando para progredir em sua pesquisa de IA— mergulhou no objecto enviando mensagens pessoais a potenciais recrutas, oferecendo-lhes somas cada vez maiores.

Sua abordagem era semelhante à dos proprietários de franquias esportivas, disseram dois funcionários da Meta. Mesmo que as ofertas parecessem absurdas, se as novas contratações pudessem ajudar a aumentar a receita em unicamente meio por cento —mormente para uma empresa que está se aproximando de US$ 2 trilhões em capitalização de mercado— valeria a pena, disseram as pessoas.

“Se eu sou o Zuck e estou gastando US$ 80 bilhões em um ano unicamente em despesas de capital, vale a pena investir mais US$ 5 bilhões ou mais para comprar uma equipe verdadeiramente de classe mundial para levar a empresa ao próximo nível?” disse Hays. “A resposta é obviamente sim.”

As ofertas iniciais da Meta para engenheiros variavam, mas giravam em torno de dezenas de milhões de dólares, disseram três pessoas familiarizadas com o processo.

A empresa também ofereceu aos recrutas um pouco que era possivelmente mais interessante do que verba: poder computacional. Alguns potenciais contratados foram informados de que receberiam 30.000 unidades de processamento gráfico, ou GPUs, para sua pesquisa de IA, disse uma das pessoas. As GPUs, que são chips poderosos ideais para executar os cálculos que alimentam a IA, são altamente cobiçadas.

Zuckerberg tem contratado com a ajuda da Lista, um documento com os nomes das mentes mais brilhantes em IA, disseram duas pessoas familiarizadas com o esforço. Muitos na Lista têm três qualificações principais: um doutorado em um campo relacionado à IA, experiência em um laboratório de ponta e contribuições para avanços na pesquisa de IA, disse uma das pessoas.

O Wall Street Journal relatou anteriormente alguns detalhes da Lista.

Alguns pesquisadores da Lista criaram grupos de bate-papo no Slack e Discord para discutir ofertas, disseram duas pessoas nos grupos. Quando alguém recebe uma oferta, pode compartilhar os detalhes nos grupos de bate-papo e pedir a opinião dos colegas. (IA é um campo muito unificado onde as pessoas frequentemente se conhecem.) Eles trocam informações sobre quais empresas abordar para outra oferta, para que possam aumentar seu preço, disseram as pessoas.

Trabalhar com amigos pode ser tão importante quanto o verba. Depois que um pesquisador se junta a um novo laboratório, a primeira coisa que essa pessoa geralmente faz é tentar recrutar amigos, disseram duas pessoas familiarizadas com o processo.

As guerras por talentos começaram a ocasionar dor. A OpenAI mudou sua estrutura de remuneração para levar em conta a mudança no mercado, disseram funcionários da empresa, e está pedindo àqueles abordados por concorrentes que consultem os executivos antes de concordar imediatamente as ofertas.

“Estamos fazendo contrapropostas? Sim”, disse Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI, em uma reunião da empresa leste mês, de congraçamento com uma gravação analisada pelo The New York Times. Mas ele acrescentou que a OpenAI não igualou as ofertas da Meta porque “eu pessoalmente acho que para trabalhar cá, você precisa confiar no potencial da OpenAI.”

A OpenAI recusou-se a comentar.

Nem todas as abordagens da Meta tiveram sucesso. A empresa foi rejeitada por alguns pesquisadores, disseram duas pessoas, em segmento porque a visão de Zuckerberg para a lucidez sintético não estava clara em verificação com a de outras empresas.

Ainda assim, o violência permitiu que até mesmo pesquisadores pouco conhecidos porquê Deitke traçassem seus próprios destinos.

Deitke, que recentemente abandonou um programa de doutorado em ciência da computação na Universidade de Washington, trabalhou paralelamente em um laboratório de IA em Seattle chamado Allen Institute for Sintético Intelligence. Lá, ele liderou o desenvolvimento de um projeto chamado Molmo, um chatbot de IA que combina imagens, sons e texto —o tipo de sistema que a Meta está tentando edificar.

Em novembro, Deitke e vários colegas do Allen Institute fundaram a Vercept, uma startup que está tentando edificar agentes de IA, que podem usar outro software na internet para realizar tarefas de forma autônoma. Com murado de 10 funcionários, a Vercept arrecadou US$ 16,5 milhões de investidores porquê o ex-CEO do Google, Eric Schmidt.

Logo veio o vai e vem de Deitke com Zuckerberg. Depois que Deitke aceitou a oferta de aproximadamente US$ 250 milhões por quatro anos da Meta, o CEO da Vercept publicou nas redes sociais: “Estamos ansiosos para nos juntar a Matt em sua ilhéu privada no próximo ano.”

Folha

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