Benfica desmente que Prestianni tenha admitido ofensa 26/02/2026

Benfica desmente que Prestianni tenha admitido ofensa – 26/02/2026 – Esporte

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De entendimento com o jornal português Correio da Manhã, o jogador prateado Gianluca Prestianni disse a colegas de clube que efetivamente teria chamado o brasílico Vinícius Júnior de “mono”, “macaco” em espanhol, durante o jogo entre Benfica e Real Madrid na terça-feira (17), durante partida pela Champions League. A notícia foi publicada na tarde desta quinta-feira (26).

Pouco mais de uma hora depois da publicação, o Benfica divulgou um enviado negando o veste. “O Sport Lisboa e Benfica desmente de forma categórica que o jogador tenha enviado ao plantel ou à estrutura do Clube ter proferido um insulto racista ao jogador Vinicius Jr, do Real Madrid”.

Ainda de entendimento com a nota, “o jogador pediu desculpa aos colegas pelo incidente ocorrido durante a partida com o Real Madrid, lamentando a dimensão e as consequências do mesmo e garantindo a todos, tal uma vez que o fez desde a primeira hora, que não é racista”.

Apesar do desmentido solene, novos detalhes divulgados pelo veículo reforçaram a versão inicial. De entendimento com o via de televisão do Correio da Manhã, um dos líderes de audiência em Portugal, Prestianni teria assumido a ofensa a Vinicius Junior “desde a primeira hora”, em reunião com colegas de equipe, ao mesmo tempo que “negou ser racista”. Segundo a emissora de televisão, Prestianni disse aos colegas que o insulto teria saído “no calor da discussão”, uma vez que resposta a “algumas provocações”.

O incidente, porém, extrapolou o envolvente interno dos clubes e ganhou dimensão institucional. O brasílico denunciou a ofensa durante a partida, o que levou o perito a acionar o “protocolo racista”, interrompendo o jogo. O veste teve várias consequências no futebol e fora dele. A denúncia impulsionou uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que pode tornar mais dura a lei portuguesa contra discriminação, caso seja aprovada na Câmara da República.

No campo esportivo, as consequências foram imediatas. A Uefa, entidade que rege o futebol europeu, iniciou uma investigação sobre o caso. Prestianni foi punido com um jogo de suspensão por “violação prima facie”. O termo jurídico sugere que, com as provas disponíveis até agora, a Uefa considera que a ofensa racista pode efetivamente ter realizado.

As principais provas são testemunhos de jogadores. A mais grandiloquente é a entrevista do galicismo Kylian Mbappé logo posteriormente a partida. O atacante, que estava próximo a Vinicius e a Prestianni durante os minutos em que houve altercações entre os jogadores dos dois times, afirmou ter ouvido a ofensa “mono” por cinco vezes.

Até agora não apareceram gravações de vídeo ou de áudio que registrassem a infâmia racista. De entendimento com a jurisprudência da Uefa, no entanto, provas testemunhais podem ser suficientes para sancionar um jogador por racismo.

Há precedentes recentes que ajudam a contextualizar o caso. Isso ocorreu em 2021, quando o tcheco Ondrej Koudela proferiu ofensas racistas contra um opoente. Porquê Prestianni, ele foi suspenso por um jogo por “violação prima facie”. Terminadas as investigações, recebeu dez jogos de suspensão em competições europeias, o que o levou a perder a Eurocopa, que disputaria pela seleção da República Tcheca.

Mesmo com o progresso das investigações, o Benfica manteve suporte público ao desportista. Desde o início do caso, o clube vem defendendo Prestianni. No primeiro momento, o clube soltou uma nota dizendo que “apoia e acredita plenamente na versão do jogador”. Mesmo suspenso, Prestianni viajou com o Benfica a Madrid para a partida de volta do mata-mata, na quarta (25), em uma prova que o clube endossava plenamente seu jogador. O Benfica perdeu e acabou eliminado. O gol da vitória foi de Vinicius Junior.

Mesmo com o progresso das investigações, o Benfica manteve suporte público ao desportista. O cláusula 14 do Código Disciplinar da Fifa prevê, para jogadores que perpetram ofensas racistas, “suspensões de pelo menos dez jogos ou por um período específico, além de outras medidas disciplinares apropriadas”.

Clubes também podem ser punidos, em caso de negligência ou cumplicidade com atos de racismo. Para as agremiações, o Código Disciplinar prevê “multas severas, podendo chegar a 5 milhões de francos suíços (R$ 34 milhões), realização de jogos com portões fechados, perda de pontos, ou exclusão de competições.”

Folha

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