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A BGS (Brasil Game Show) deste ano marcou a 16ª edição de uma das maiores feiras de games do país, e o CEO e fundador do evento, Marcelo Tavares, afirmou em entrevista à Folha que o evento deste ano marcava “uma novidade período”, mesmo slogan usado oficialmente.
A novidade período se referia ao Região Anhembi, quatro vezes maior que o Expo Center Setentrião, sede do evento até o ano pretérito, e que prometia oferecer uma feira mais espaçosa, com estandes mais robustos e novos espaços para lançamentos, anúncios e negócios.
Mas, ao que parece, a Brasil Game Show não conseguiu passar pela novidade período que se propôs a jogar. O evento pareceu mais um espaço para ativações de marcas e encontros de influenciadores do que para a apresentação das principais novidades em jogos, consoles e PCs.
Eram 400 milénio m² de espaço, perante 100 milénio m² na edição anterior, e grandes empresas do setor, uma vez que Nintendo, Sega, Pokémon, Supercell e outras. Entre as personalidades, o grande Hideo Kojima, fundador de “Death Stranding” e “Metal Gear Solid”, conversou com jornalistas e até avaliou cosplays da feira.
Verdade, são grandes empresas. E verdade, boas coisas foram apresentadas. A gigante do Mario trouxe o Switch 2, que, embora não fosse mais uma novidade, foi apresentado publicamente na BGS. Por outro lado, a Samus e o novo “Metroid Prime” ficaram unicamente em um papel de parede no estande.
A Sega veio com espaço um pouco menor, e trouxe “Sonic Racing: Crossworlds”, outro bom lançamento, e a EA (Electronic Arts) lancou “Battlefield 6” na feira, grandes méritos. Havia um estande tímido de “Ghost of Yōtei”, mas, entre os grandes destaques, a lista termina cá.
Isso não significa que outras atrações não eram dignas de nota. “Resident Evil Survival Unit” é um bom destaque para dispositivos móveis, mas não alcança a experiência dos títulos principais da franquia, já que é difícil reproduzir a mesma profundidade narrativa dos jogos de PC e console em um celular.
Talvez a secção mais interessante da feira estivesse nos indies, com boas ideias e desenvolvedores entusiasmados com os jogadores brasileiros, fiéis e engajados. Mas a feira foi, no mínimo, ingrata com os independentes ao montar o planta e sua estrutura.
Explico: apesar de a feira ter projetado espaços mais abertos e visíveis de um lado a outro do pavilhão, os jogos independentes ficaram escondidos detrás de tapumes que os separavam de um auditório. Outrossim, eram estandes pequenos e pouco personalizados, parecidos com os de feiras estudantis.
Em um sítio com tantas animações faraônicas, deixar de impulsionar a atividade dos independentes —que trazem inovação e precisam de esteio em um mercado bastante concentrado— significa relegá-los a uma posição secundária e, eventualmente, de desrespeito.
Outro ponto negativo envolvia os jogos retrô ou arcade: boa secção deles era paga, diferentemente do visto na Gamescom Latam, por exemplo. Se uma feira com ingressos a partir de R$ 150, em um país de renda média mais baixa, quer oprimir os jogadores mais velhos, deveria oferecer esses jogos gratuitamente.
Por outro lado, grandes estandes pareciam buscar outra forma de atrair o público: influenciadores e ativações de marca com comida, por exemplo, geravam muita atenção e longas filas, principalmente entre crianças e adolescentes.
Em determinado momento, algumas personalidades da internet ficaram no primeiro andejar do estande de uma das empresas, e o público lotou as passagens ao volta. Era verosímil ouvir gritos uma vez que se estivéssemos em um show de um grande artista, mas sem música ou apresentação. Unicamente acenos.
Influenciadores e marcas certamente são bem-vindos nesses eventos, mas é importante buscar o estabilidade para que a feira, ao final, não pareça descaracterizada ou sem propósito. Neste ano, olhar para os jogos na BGS foi uma vez que ver mais do mesmo, sem magia, sem novidade, sem alguma coisa palpitante que tornasse a feira memorável. A BGS não soube encontrar esse estabilidade entre jogadores e marcas.
Questionado se a BGS aprendia com outros eventos de games no país, uma vez que a Gamescom Latam ou a Anime Friends, Marcelo Tavares afirmou: “Tirocínio eu diria que não. Hoje, com todo reverência aos outros eventos que são feitos cá no Brasil, eles são muito menores do que a BGS. Portanto a estrutura, o perfil, o porte, inclusive do que é feito pelos expositores, é muito dissemelhante”. Talvez seja hora de verificar se outros eventos possuem práticas capazes de melhorar a feira.
Se o público gamer é, de indumento, exigente, é melhor a BGS passar de período no ano que vem para seguir cativando o público e as empresas. A E3 (Electronic Entertainment Expo) é exemplo disso.
Play
dica de game, novo ou macróbio, para você testar
Sudden Attack: Zero Point
(PC)
A Nexon acertou muito com a remasterização deste game, lançado originalmente em 2005. Com gráficos atualizados, mecânica renovada e novidades, o jogo de tiro em primeira pessoa segue caótico, rápido e muito risonho. São dois modos: desarmamento de bombas, uma vez que em “Counter Strike”, e o mata-mata em equipe. Agora, há customização de armas, com ajustes na ar e no desempenho dos equipamentos, além de configurações otimizáveis para mira, sensibilidade e campo de visão. O jogo tem suporte ao português brasiliano e promete uma série de eventos especiais para engajar a comunidade.
O jornalista recebeu uma transcrição do jogo com chegada antecipado.
Update
novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa
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Laura Fryer, uma das primeiras funcionárias da Microsoft Game Studios e uma das fiadoras do Xbox dentro da gigante americana, afirmou em seu conduto no YouTube, na última quinta-feira (9), que a liderança atual da repartição de jogos e consoles vive em uma bolha e foi tomada pelo que chamou de “ganância corporativa”. Segundo ela, os executivos do Xbox não conseguem ouvir o retorno da comunidade gamer, e a mudança de planos do Xbox Game Pass é a prova desse movimento da empresa. Para Fryer, o reajuste de preços representa uma traição à crédito depositada pelos fãs.
- A Netflix anunciou na última quinta que lançará games para TV ainda em 2025, expandindo sua atuação para além de filmes e séries. Segundo a empresa, o controle remoto da televisão poderá ser usado uma vez que controle, e, inicialmente, serão cinco títulos, jogáveis em grupo: “Lego Party”, “Boggle Party”, “Pictionary: Game Night”, “Tetris Time Warp” e “Party Crashers: Fool Your Friends”. Também será verosímil usar o celular para controlar personagens e interagir com os jogos.
- O governo do Kentucky, estado dos Estados Unidos, decidiu processar “Roblox” por práticas que, segundo a criminação, tornam crianças e adolescentes vulneráveis a abusos. De concórdia com Russell Coleman, procurador-geral do estado, a plataforma virou um “parque de diversões para predadores”, e os jovens se tornaram alvos fáceis de adultos criminosos. Ele afirma que o jogo não alerta os pais sobre os riscos a que as crianças estão expostas em conversas, por exemplo, nem oferece proteções básicas aos usuários. À revista PC Gamer a empresa responsável pelo game disse ter tomado mais de centena medidas em 2025 para prometer a segurança dos jogadores.
- A Epic Games ingressou com uma ação contra criadores do “Fortnite” que teriam usado robôs para inflar os números de suas ilhas, o que daria mais visibilidade aos mapas e, consequentemente, maior retorno em moeda. Idris Nahdi e Ayob Nasser teriam usado os perfis falsos para declarar que 20 milénio pessoas conectavam-se simultaneamente aos cenários de jogos por eles criados. Segundo a desenvolvedora, ambos violaram os termos de serviço do “Fortnite” e teriam recebido “dezenas de milhares de dólares” ilegalmente. A Epic pede uma indemnização financeira pela artificialização dos mapas.
- A PlayStation Store finalmente ganhará um sistema de avaliação de jogos com comentários, além das tradicionais cinco estrelas já disponíveis na loja. Por enquanto, o recurso pode ser acessado unicamente pelo navegador, mas deve chegar ao PlayStation 5 em breve. Os usuários terão até 4.000 caracteres para justificar a nota atribuída ou compartilhar suas experiências com os games.
- O arquiteto-chefe do PlayStation, Mark Cerny, e o executivo da AMD, Jack Huynh, detalharam em um vídeo publicado no YouTube da Sony novas tecnologias gráficas desenvolvidas em parceria entre as duas empresas. O Project Amethyst se baseia em três pilares: o uso de lucidez sintético para um processamento mais eficiente das imagens pelos chips gráficos; a geração de hardware devotado à emprego de texturas, luzes e reflexos além da cena renderizada; e a compressão de dados pelos processadores, reduzindo o consumo de força. Segundo os executivos, as simulações com essas tecnologias apresentaram qualidade visual superior sem aumento significativo no gasto energético. Ambos destacam, porém, que o projeto ainda está em período de testes.
Download
games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena
13.out
“Spindle” (Nintendo Switch, PC)
“Undusted: Lettters from the Past” (PC)
14.out
“Chickenhare and the Treasure of Spiking Beard” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5, Xbox Series X|S)
“Just Dance 2026 Edition” (Nintendo Switch, PS5, Xbox Series X|S)
“Mohrta” (PC)
“Nascar 25” (PS5, Xbox Series X|S)
15.out
“Ball x Pit” (NIntendo Switch, PC, PS5, Xbox Series X|S)
“CUFFBUST” (PC)
“Lords of Ravage” (Nintendo Switch, PC, PS4, PS4, Xbox One, Xbox Series X|S)
“One Military Camp” (PS5, Xbox Series X|S)
16.out
“Blood West” (PS5, Xbox Series X|S)
“Deathless” (Nintendo Switch, PS5, Xbox Series X|S)
“Escape from Duckov” (PC)
“Fellowship” (PC)
“Overthrown” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
“Pax Dei” (PC)
“Pokémon Legends Z-A” (Nintendo Switch, Nintendo Switch 2)
“Starbites” (Switch, PS5, Xbox Series X|S)
“Sunken Engine” (PC)
17.out
“Away From Home” (PC)
“KAKU Ancient Seal” (PS5, Xbox Series X|S)
“Keeper” (PC, Xbox Series X|S)
“Lumo 2” (Nintendo Switch, PC, PS5)
“Unbox the Room” (PC)
