Bon Jovi Não Quer Que Achem Que Ele Não Consegue

Bon Jovi não quer que achem que ele não consegue cantar – 23/04/2024 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Jon Bon Jovi está com a voz boa. É o que ele afirma ao propalar a série documental “Thank You, Goodnight: A História de Bon Jovi”, de quatro episódios, que conta a história de quatro décadas da orquestra que ele comanda, a ser lançada nesta sexta-feira (26), na plataforma de streaming Star+.

A produção narra a guerra recente de Bon Jovi contra os problemas nas cordas vocais. “Abordamos isso do documentário porquê uma história paralela à principal”, ele diz. “Na quadra [que a série estava sendo feita], eu estava me preparando para uma cirurgia. Mas falamos sem amarras, porque se vamos narrar a história, tem que ser a verdade.”

O cantor, ícone do hard rock desde os anos 1980, assustou recentemente os fãs com declarações de que não sabe se vai manter voltar a fazer turnês. Ele diz que tem feito progressos ao longo dos últimos dois anos, e considera que está chegando perto do ponto que considera ideal.

“Só para esclarecer para quem está lendo —a esta fundura, sou muito capaz de trovar”, diz o cantor. “Fazer levante novo álbum, por exemplo, não foi uma tarefa difícil.”

Ele se refere ao disco “Forever”, o 16º da curso da orquestra, que será lançado em 7 de junho, e que segundo ele é seu melhor em 20 anos. O grupo já lançou um dos singles do novo trabalho, “Legendary”, e a feitura das novas canções também é registrada no documentário.

Mas, para além de conseguir trovar em estúdio, Bon Jovi quer restabelecer seu desempenho em cima do palco. “Meu objetivo é conseguir trovar por duas horas e meia, quatro dias na semana —porquê sempre fiz na minha vida”, ele diz. “Não quero ninguém pensando que não consigo mais trovar. Atinjo todas as notas altas de ‘Living on a Prayer’ todos os dias. Só preciso conseguir fazer isso mais vezes.”

Bon Jovi lida com os problemas nas cordas vocais desde pelo menos 2019, quando cantou no Brasil pela última vez, no Rock in Rio. Em 2022, ele passou por uma novidade cirurgia. Esse período a partir da cirurgia coincide com o tempo em que o diretor e produtor executivo de “Thank You, Goodnight”, Gotham Chopra, vem acompanhando a orquestra.

Para ele, esse tratamento do cantor deu valor ao documentário. “Havia alguma coisa urgente acontecendo”, afirma o diretor. “É porquê se essa história de 40 anos estivesse agora por um fio. E não sabíamos no que isso ia dar. Portanto, enquanto um contador de histórias, isso faz [a série] ser mais do que uma retrospectiva. E Jon foi bastante franco e vulnerável.”

Enquanto faz um retrato do Bon Jovi atual, Chopra também narra com material inédito toda a trajetória da orquestra desde a puerícia do vocalista, passando pela formação do grupo nos anos 1980 e a subida à renome primeiro em Novidade Jersey, depois no resto dos Estados Unidos e no mundo. Seu trabalho, ele diz, foi facilitado pelo vasto material de montão.

“Um dos luxos de trabalhar com Jon e a orquestra é que eles reuniram e catalogaram uma grande secção da história ao longo dos últimos 40 anos”, diz o diretor. “E a orquestra é um fenômeno há tanto tempo que também foi muito muito documentada pela MTV e Vh1, entre outros. É um registro incrível para se trabalhar.”

Mas nem tudo foi tranquilo. A série aborda também episódios negativos, porquê a saída de Richie Sambora do Bon Jovi, em 2013. Além de guitarrista, ele era um dos principais compositores, cantava e dividia no palco as atenções com o vocalista que dá nome à orquestra.

Sambora, assim porquê todos os integrantes que passaram pelo Bon Jovi, deu entrevista à produção. E cada um deles deu sua versão de sua história na orquestra, afirma Gotham, o que causou um choque manente de narrativas.

“Não é só a história de Jon, mas sim de todos os integrantes —antigos ou atuais”, ele diz. “Portanto, as pessoas têm diferentes lembranças dos acontecimentos porque as memórias delas são tomadas pelas emoções. Jon foi muito honesto e tentamos dar voz a todos para honrar a verdade —evidente, segundo o que as pessoas lembram.”

Bon Jovi afirma que narrar a verdade era um ponto principal na feitura da série, e que não queria fazer um resultado “placa branca ou tomado pela vaidade”. Por isso, os depoimentos, mesmo quando divergem, estão lá.

“Mesmo que alguém não se lembre de uma história do mesmo jeito, mas insiste que aquela é a sua verdade, nós a mantivemos”, ele diz. “Não é um documentário sobre brigas, mas sim a verdade de vários homens. Acho que isso é bom. Nem sempre é um retrato bonito, mas é honesto.”

Folha

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