Brasil busca parceria com Europa para exploração de minerais críticos

Brasil busca parceria com Europa para exploração de minerais críticos

Brasil

O Brasil procura a parceria de países europeus para a exploração de minerais críticos e terras raras, elementos fundamentais para a transição energética, disse o legado brasiliano na Alemanha, Rodrigo Baena Soares.

O diplomata concedeu entrevista coletiva a jornalistas em Hannover, no setentrião da Alemanha, em um evento de apresentação da Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, que acontecerá no termo de abril.

Em um cenário de ligações mais estreitas entre os dois lados do Atlântico, porquê no Conciliação de Livre Negócio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), os europeus são vistos porquê “parceiros importantíssimos”, mas a expectativa é que a relação também inclua transferência de tecnologia, para que o Brasil tenha protagonismo na masmorra de produção.

“É muito importante que não tenhamos um esquema tradicional de somente exportar minerais brutos”, disse Baena no termo de fevereiro.

“É importante que pensemos na reunião de valor no Brasil. Façamos segmento da masmorra de suprimentos e tenhamos transferência de tecnologia. Produção no Brasil, mas com a participação das nossas empresas”, defendeu.

 


Hannover, 05/03/2026 - Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - Embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

Legado do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, na feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

O diplomata reconheceu que o Brasil tem enormes reservas desses elementos estratégicos e ainda não desponta porquê um dos campeões de extração e refino.

“Temos reservas importantes, sobretudo de terras raras, mas também de outros minerais, e podemos nos beneficiar da tecnologia europeia e, sobretudo, da alemã. Eu já tenho conversado com as autoridades alemãs sobre esse paisagem”, contou.

Elementos estratégicos

Tema de interesse de potências internacionais, os minerais críticos são elementos essenciais para setores estratégicos, porquê transição energética, tecnologia e resguardo.

Entre esses recursos estão minerais porquê lítio, cobalto, níquel, grafita, cobre, manganês, nióbio e as terras raras (grupo específico de 17 elementos químicos).

De convénio com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), vinculado ao Ministério de Minas e Vontade (MME), o Brasil desponta porquê o maior detentor global de reservas de nióbio (94%), segundo maior de grafita (26%) e tem a terceira maior suplente mundial de níquel (12%).

Em relação às terras raras, o país concentra 23% das reservas mundiais.

Esses elementos são usados para melhorar a eficiência de diversos produtos de subida tecnologia e de pujança limpa, com emprego em turbinas eólicas e motores elétricos, por exemplo, além do uso em equipamentos aeroespaciais, porquê satélites, foguetes e mísseis.

No entanto, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, enquanto a produção desses elementos cresce, o Brasil caminha no sentido contrário em muitos dos minerais estratégicos.

 


Brasília (DF), 03/10/2025 - Impactos da exploração de lítio em MG.
Foto: Gil Leonardi/Agência Minas
Brasília (DF), 03/10/2025 - Impactos da exploração de lítio em MG.
Foto: Gil Leonardi/Agência Minas

Lítio tirado em Minas Gerais Foto: Gil Leonardi/Dependência Minas 

Hannover Messe

A Hannover Messe, que acontecerá de 20 a 24 de abril, terá neste ano o Brasil porquê país parceiro. Será uma oportunidade para tapume de 140 expositores brasileiros levarem à Europa tecnologias e inovações industriais.

O evento receberá representantes de centenas de países na cidade de tapume de 550 milénio habitantes.

“Vamos fazer um evento paralelo sobre minerais críticos, mostrar as potencialidades do Brasil também nessa extensão”, antecipou o legado brasiliano.

 


Hannover, 05/03/2026 - A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação
Hannover, 05/03/2026 - A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

A feira de tecnologia Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. Foto: Hannover Messe/Divulgação

Conciliação Mercosul e UE

O representante diplomático ressaltou o vestimenta de a feira internacional ocorrer no momento em que o convénio de livre transacção entre os dois blocos econômicos caminha para implementação.

Baena Soares considera que a participação na Hannover Messe e a procura por parcerias com europeus é “um sinal muito importante para o mundo de que o multilateralismo ainda se faz presente”.

“Temos certeza de que isso [o acordo] vai fazer com que essa mensagem seja muito clara para o mundo, de que ações unilaterais e protecionismo não são a resposta adequada para os desafios do mundo de hoje”.

A desenlace do tratado, assinado em janeiro, aconteceu durante vigência do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que passou a sobretaxar produtos importados que desembarcam no território americano, alegando resguardo da economia vernáculo.

No último dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Golpe dos EUA derrubou a decisão de Trump de taxar compras internacionais. O presidente americano reagiu impondo tarifa de 10% a diversos países.

Implementação lá e cá

No primórdio de março, o Senado brasiliano aprovou os termos do convénio que cria a zona de livre transacção com os mais de 720 milhões de habitantes da Europa. Além do Brasil, o conjunto sul-americano é formado por Argentina, Paraguai e Uruguai.

No lado europeu, ainda há resistências de alguns países, porquê a França, mas a Percentagem Europeia, órgão executivo do conjunto, decidiu utilizar provisoriamente o tratado.

O Mercosul se comprometeu a zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus que chegam à América do Sul, em até 15 anos. A União Europeia terá que expelir tarifas sobre 95% dos bens comprados do Mercosul, em até 12 anos.

Enquanto alguns países europeus se mostraram contrários ao tratado com o Mercosul, a Alemanha é uma das defensoras do convénio.

Para o legado, “os setores agrícola e industrial no Brasil vão lucrar com esse convénio em diferentes aspectos”.

A Hannover Messe é organizada pela Deutsche Messe AG. O CEO (diretor-executivo) da companhia, Jochen Köckler, aponta o convénio porquê chance de “realmente” gerar uma extensão de livre transacção.

“É um momento fantástico. Se você observar porquê os Estados Unidos estão agindo com tarifas e porquê outros países estão se posicionando, é uma oportunidade extraordinária, não somente para aproximar Brasil e Alemanha, mas Brasil e Europa”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, para reunião no Palácio do Itamarati antes da assinatura do acordo Mercosul - União Européia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, para reunião no Palácio do Itamarati antes da assinatura do acordo Mercosul - União Européia. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu a presidente da Percentagem Europeia (CE), Ursula van der Leyen, em fevereiro para reunião no Palácio do Itamaraty antes da assinatura do convénio Mercosul-União Européia. Foto: Tânia Rêgo/Dependência Brasil

Brasil e Alemanha

No encontro com jornalistas, no termo de fevereiro, o legado brasiliano apontou a feira porquê oportunidade de substanciar laços econômicos e políticos com a Europa e, mormente, a Alemanha. Para ele, os dois países “têm complementaridades”.

“O Brasil oferece um tórax regulatório firme, seguro e confiável, uma matriz energética limpa, um dispêndio muito competitivo e capacidades industriais e de engenharia”, exaltou ele, antecipando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler (director de governo) da Alemanha, Friedrich Merz, se encontrarão durante o evento em Hannover.

De convénio com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços, a fluente de transacção entre as duas nações chegou a US$ 20,9 bilhões (tapume de R$ 110 bilhões) em 2025.

O Brasil apresentou déficit na balança mercantil, tendo exportado US$ 6,5 bilhões e importado US$ 14,4 bilhões da Alemanha.

A Alemanha é o terceiro país que mais vende para o Brasil e o 11º que mais compra dele. O legado Baena Soares lembrou que o país do Velho Continente é um dos dez maiores investidores no Brasil, com tapume de 40 bilhões de euros em estoque de investimento direto.

“Temos uma presença muito importante de mais de 1 milénio empresas alemãs no Brasil”, citou o diplomata.

*O repórter viajou a invitação da Deutsche Messe AG, organizadora da Hannover Messe.

Fonte EBC

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