Brasileiro tenta quebrar recorde mundial em ondas gigantes 25/12/2025

Brasileiro tenta quebrar recorde mundial em ondas gigantes – 25/12/2025 – Esporte

Esporte

A maior vaga já surfada na história pode mudar de possuinte. Na última sexta-feira (19), o guarujaense Rodrigo Augusto do Espírito Santo, espargido porquê Rodrigo Koxa, 46, surfou um paredão próximo aos 30 metros de fundura na Praia do Setentrião, em Nazaré, em Portugal, e tem chance de retornar ao topo do Guinness World Records. Entre as mulheres, a carioca Michelle de Boullions acredita ter suplantado o recorde feminino durante a realização do WSL Big Wave Surfing 2024/25, também neste mês.

As primeiras medições (extraoficiais) para a vaga do paulista apontam para uma fundura de 29,15 m —um pouco porquê um prédio de 10 andares—, superior ao registrado pelo germânico Sebastian Steudtner. Em 29 de outubro de 2020, o europeu bateu o recorde anterior (do próprio Koxa) ao resvalar por um pico de 26,21 m.

Em contato com a Folha, Koxa disse ter surfado a “vaga da vida”, não só pelo tamanho, mas pela formação triangular do fenômeno proporcionado pela força descomunal do Canhão de Nazaré. “Surfei ela no pico, desci no meu limite e tive vontade de abortar por várias vezes. Foi a vaga da minha vida, com intensidade de comprometimento maior de todas. Essa é a vaga mais perigosa do mundo, que arranca um braço do corpo se pega mal”, conta. “Quando eu entrei no tubo, parecia uma máquina do tempo me sugando. Cabia um ônibus dentro dela”.

Koxa chegou a temer pela própria saúde, devido à proximidade com as pedras e com a velocidade que estava na chuva, em torno dos 80 km/h, segundo ele. Mas conseguiu transpor incólume. “Essa vaga foi realmente próprio. Muito mais rápida do que as ondas padrão de Nazaré. Agradeço demais a puxada do meu parceiro Vitor Faria, porque me colocou no lugar perfeito. Do contrário seria impossível ter surfado com sucesso”, explica.

Com essa manobra, o brasílico desponta porquê predilecto para invadir o prêmio anual de ondas gigantes, o “Big Wave Challenge”, competição que deve ser anunciada por volta de abril, posteriormente a temporada de ondas gigantes em Portugal. Se a mensuração for superior aos 26,21 metros, o recorde deverá ser homologado pelo Guinness.

A mensuração atual foi feita por Paulo Vinicius Lopes, designer, cineasta e surfista. Foi ele o primeiro a investigar a vaga de Koxa em 2017, quando o paulista entrou para o Livro dos Recordes.

“Nós não temos certeza que vai quebrar o recorde. Mas é a tendência se for medida corretamente. Para medir eu pego o tamanho da canela do surfista, analiso onde é a base e o topo da vaga e multiplico. Depois, preparo um material e mando para todo mundo. Foi assim em 2017, quando enviamos para a WSL”, relata.

Michelle de Boullions pode quebrar recorde de Maya

O designer também acredita que Michelle de Boullions tenha conseguido o recorde de Maya Gabeira, de 22,4 metros em 2020. Durante a realização do WSL, a carioca se deparou com uma vaga monstruosa, logo na primeira bateria do dia (veja aquém).

“Não foi só o mais gigante, mas o mais perfeito dos últimos tempos. Essa sublimidade toda me deixou mais empolgada ainda. Eu acho que sim (quebrou o recorde), tem tudo ao meu obséquio, foi muito grande mesmo”, relata Michelle à Folha.

Na mesma competição, a britânica Laura Crane também pegou uma vaga com potencial para entrar na lista das maiores ondas surfadas. A competidora espera pelas medições oficiais.

Os critérios de mensuração geram debates no universo do surf. A principal referência é o corpo do próprio surfista, em verificação com o tamanho da ondulação, com base em imagens e vídeos. O movimento do desportista também é considerado, o trajectória realizado, o tempo de duração e se ele realmente pegou a vaga inteira.

A Liga Mundial de Surfe (WSL) transferiu a responsabilidade pelas medições para o norte-americano Bill Sharp, do Big Wave Challenge, e para a equipe do Guinness World Records. Sharp já admitiu que essas ondas recentes serão analisadas.

O Canhão de Nazaré é uma ravina submarina de grandes proporções, com tapume de 230 quilômetros de extensão e profundidade que pode ultrapassar 5.000 metros. Formado por movimentos tectônicos e processos de erosão ao longo de milhares de anos, ele intensifica as ondas do Atlântico à medida que elas se aproximam da costa, provocando um aumento repentino de sua fundura, força e velocidade.

É esse fenômeno que proporciona ondas descomunais, porquê as que Michelle e Koxa surfaram. Devido a um mar tão perigoso, a prática de surfar ondas gigantes em Nazaré só é verosímil graças ao chamado “tow-in surfing”, quando um desportista é impulsionado por outro por um jet ski. Ou por outra, geralmente há um outro veículo pelágico de prontidão para realizar eventuais resgates, enquanto um “spotter” orienta o grupo por rádio com olhar de fora da chuva.

Com tapume de 15 milénio habitantes, Nazaré se transformou graças ao turismo de surfe e continua em rápido desenvolvimento. A cidade ganhou notoriedade a partir de 2011, quando o surfista havaiano Garrett McNamara surfou uma vaga colossal de 23,8 metros, estabelecendo um recorde para a quadra, e provou que era verosímil domar essas paredes gigantes.

Desde portanto, Nazaré se reinventou, cresceu a partir do chamado turismo de surfe —um pouco que cidades brasileiras, porquê Jaguaruna, em Santa Catarina, tentam se inspirar. A cidade portuguesa, no entanto, se mostra incomparável para a prática de ondas gigantes, onde surfistas chegam a esperar até um ano inteiro pela formação das condições ideais.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *