Bruno henrique é suspenso por 12 partidas pelo stjd

Bruno Henrique é suspenso por 12 partidas pelo STJD – 04/09/2025 – Esporte

Esporte

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi réprobo nesta quinta-feira (4) pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) a uma pena de 12 partidas de suspensão e multa de R$ 60 milénio, por suposta manipulação em partida do Campeonato Brasílico para proporcionar apostadores.

O jogador foi julgado pela suspeita de ter compartilhado informação antecipada sobre o recebimento de um cartão amarelo em partida do Flamengo contra o Santos, pelo Campeonato Brasílico de 2023, para beneficiar um esquema de apostas esportivas envolvendo amigos e familiares.

O desportista de 29 anos foi enquadrado pela Procuradoria do STJD em dois artigos do CBJD (Código Brasílico de Justiça Desportiva): 243 e 243-A.

O primeira fala sobre “atuar deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende”. O segundo trata de “atuar, de forma contrária à moral desportiva, com o termo de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente”.

No voto dos auditores do STJD, Bruno Henrique foi considerado simples pelo cláusula 243, já que não ficou comprovado que o jogador buscou deliberadamente prejudicar a equipe com o recebimento do cartão.

No entanto, ele foi considerado culpado pela maioria dos auditores pelo cláusula 243-A. “Houve efetivamente atitude que viola a moral desportiva”, afirmou o relator do caso no STJD, Alcino Guedes.

“Gostaria de reafirmar minha inocência e que não cometi as infrações que estou sendo criminado”, afirmou o jogador, que acompanhou ao julgamento de mais de sete horas por videoconferência.

O atacante ainda pode recorrer ao Pleno do STJD contra a decisão, proferida pela primeira percentagem disciplinar da namoro.

“No Pleno, a pena pode ser mantida, reduzida, aumentada ou até anulada. Esse duplo proporção de jurisdição é previsto justamente para prometer mais estabilidade e justiça nas decisões”, disse Felipe Crisafulli, sócio do Ambiel Bonilha Advogados e profissional em recta desportivo.

Em caso de novidade decisão desfavorável, Bruno Henrique ainda poderá recorrer ao CAS (Tribunal Arbitral do Esporte), com sede na Suíça.

Em novembro de 2024, o jogador foi objectivo de operação da PF e do Gaeco (Grupo de Atuação Próprio no Combate ao Delito Organizado).

Na ocasião, policiais federais e agentes do Gaeco foram ao Ninho do Urubu, o núcleo de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, zona oeste do Rio, para executar mandados de procura e mortificação.

Também foram à mansão do jogador, que entregou aparelhos eletrônicos aos agentes.

A PF localizou mensagens no celular de Wander Nunes Pinto Junior, irmão de Bruno Henrique, indicando que o desportista antecipou que receberia um cartão amarelo durante a partida contra o Santos.

No lance, o desportista Soteldo, logo no Santos, está perto da bandeirinha de escanteio e arrisca um drible sobre Bruno Henrique. O jogador rubro-negro tenta pará-lo, e o louvado Rafael Rodrigo Klein marca falta.

Depois do amarelo, Bruno Henrique recebeu cartão vermelho direto por reclamação. O Santos venceu por 2 a 1.

Para a polícia, chamou atenção o trecho em que Bruno Henrique, questionado por Wander se aguentaria permanecer até a data da partida sem receber um cartão, responde que não reclamaria e só receberia cartão caso “entrasse possante em alguém”.

Diante disso, Wander responde informando que pretendia “vigiar moeda”, supostamente para realizar a aposta fraudulenta e ainda afirma que seria um “investimento com sucesso”.

Nos diálogos anexados pela PF no processo, de agosto de 2023, Wander pergunta se o jogador está com dois cartões no campeonato, ao que leste responde “sim”. Wander segue: “Quando o pessoal mandar tomar o 3 liga nós hein kkkk”. Bruno responde: “Contra o Santos”.

Para a PF, as conversas de WhatsApp mantidas entre o desportista e o irmão “apontam que aquele teria, de forma expressa, fornecido informações privilegiadas ao irmão a reverência do recebimento de cartão na partida sob investigação”.

A verosímil manipulação no jogo contra o Santos foi apurada a partir de um relatório da Ibia (International Betting Integrity Association) e da Sportradar, que fazem análises de risco do mercado de apostas. A suspeita foi levada à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e ao Ministério da Rancho.

Comunicações similares de três operadoras de apostas concorrentes reforçaram as suspeitas de manipulação de mercado de cartões, ou “spot-fixing”, segundo o sindicância da PF.

Na Justiça generalidade, o atacante e seu irmão se tornaram réus em julho, em seguida a Justiça do Região Federalista ter aceitado denúncia apresentada pelo Ministério Público por fraude esportiva. Caso seja réprobo, o atacante poderá pegar uma pena de até seis anos de reclusão. Ainda não há data para o julgamento.

Ao longo das investigações, Bruno Henrique seguiu atuando normalmente pelo Flamengo, onde está desde janeiro de 2019.

Pelo clube, conquistou duas edições da Despensa Libertadores (2019 e 2022) e do Campeonato Brasílico (2019 e 2020), além de cinco títulos do Campeonato Carioca.

Folha

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