Quando Filipe Luís assumiu o comando do Flamengo, no término de setembro de 2024, não se sabia nem se ele era o técnico efetivo. A nota solene do clube se referia ao catarinense porquê interino, um pouco que precisou ser revisto no dia seguinte.
Pouco mais de um ano depois, não parece possuir muita incerteza a reverência do prestígio do profissional, indigitado porquê o melhor treinador brasílico em atividade. Ele coleciona quatro títulos, o último deles assegurado neste sábado (29), o da Despensa Libertadores, e a dificuldade agora, diante do assédio europeu, é mantê-lo no Brasil.
Filipe recusou, em setembro, uma proposta do Fenerbahçe, da Turquia. Àquela profundeza, já tinha no currículo de comandante um título da Despensa do Brasil, um da Supercopa do Brasil e um do Campeonato Carioca. Neste momento, é vencedor da América do Sul e está muito perto do troféu do Campeonato Brasiliano –basta uma vitória, contra Ceará ou Mirassol, ou dois empates.
“Meu objetivo é, qualquer dia, voltar à Europa, no mais supino nível do futebol”, disse, em julho, em entrevista ao jornal espanhol Marca. Estava evidente que a aposta do Flamengo naquele quase interino havia oferecido resultado.
O clube, mesmo enfileirando troféus nos últimos anos, não conseguiu encontrar uma solução para o comando técnico desde a saída de Jorge Jesus –encarregado de Filipe Luís, portanto um lateral esquerdo, na conquista da Libertadores de 2019 e de quatro outros títulos. Passaram pelo time Domènec Torrent, Rogério Ceni, Renato Gaúcho, Paulo Sousa, Dorival Júnior, Vítor Pereira, Jorge Sampaoli e Tite, sem que nenhum deles completasse um ano no missão.
Quanto Tite caiu, a diretoria deu uma chance a Filipe, que, encerrada uma longa e produtiva curso de jogador, vinha trabalhando porquê treinador nas categorias de base rubro-negras. Os resultados eram sólidos nas categorias sub-17 e sub-20, com a emprego de conceitos que ele aprendeu na Europa, porquê desportista de Deportivo La Coruña, Atlético de Madrid e Chelsea.
Divulgado pelo bom comportamento tático na lateral, ele ainda precisava provar-se capaz de liderar um elenco estrelado. Exibiu, portanto, sua personalidade logo de face. Deu moral ao ídolo Gabigol, que estava reclinado na era de Tite, porém não perdeu a primeira oportunidade que teve para mostrar quem mandava.
“Você me respeita, seu moleque!”, berrou, consciente de que as palavras estavam sendo captadas com nitidez pelo microfone posicionado à extremidade do campo.
Neste ano, encarou outro ídolo rubro-negro. Ao deixar Pedro fora até do banco de reservas de uma partida contra o São Paulo, em julho, foi duro ao explicar o que ocorreu.
“O que foi aconteceu foi que o comportamento do Pedro durante a semana foi lamentoso. Beirou o ridículo”, disse o treinador. “Ele rompeu o princípio evidente que temos, que é a cultura de treino. O que ele fez, para mim, foi uma falta de reverência.”
Filipe mencionou, portanto, métricas usadas nas atividades realizadas no meio de treinamento. Cada jogador trabalha com um aparelho que monitora sua movimentação, e, segundo o comandante, o centroavante “foi o último em absolutamente tudo”. “Você vê o aquecimento, as respostas, o deboche…”, esbravejou.
Pedro não gostou da exposição, mas reagiu. O próprio treinador passou a recomendá-lo para a seleção brasileira, e ele só não foi titular na decisão da Libertadores porque estava lesionado. De qualquer maneira, a transporte firme da situação e o resultado do incidente solidificaram a figura de um líder austero, mas justo.
“Filipe é um treinador jovem, com somente um ano de profissão, mas com um talento enorme. Trabalhei com muitos treinadores e considero que ele está ao nível dos melhores. Com muito para evoluir, mas já com um nível que lhe permite claramente treinar na Europa”, afirmou o diretor de futebol do Flamengo, o português José Boto, que teve cargos de direção em agremiações de Portugal, Ucrânia, Grécia e Croácia.
A Europa parece mesmo ser o fado do catarinense, de quem agente é o influente português Jorge Mendes –que conduziu boa segmento da curso de Cristiano Ronaldo. O empresário trabalha para que o brasílico seja o substituto do prateado Diego Simeone no Atlético de Madrid.
O contrato de Simeone, que dirigiu o próprio Filipe no clube espanhol e é uma de suas grandes influências, vai até a metade de 2027. Neste momento, o cenário mais provável é a renovação do brasílico com o Flamengo por um ano, enquanto se observa o desenrolar da situação no Atlético e as investidas do mercado.
Ele plantou sementes com o desempenho do Flamengo na Despensa do Mundo de Clubes, no meio deste ano, nos Estados Unidos. Na primeira tempo, o time fez 3 a 1 no Chelsea, que viria a ser o vencedor.
O compromisso de Filipe Luís com o Flamengo tem término previsto para o próximo 31 de dezembro. A renovação deve vir com um polpudo aumento salarial.
