'Cara de um, Focinho de Outro' traz animação com divertida

'Cara de um, Focinho de Outro' traz animação com divertida mensagem ecológica; g1 já viu

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Os projetos originais da Disney/Pixar não obtiveram bons resultados nos últimos anos. Tirando as sequências (uma vez que “Divertida Mente 2”), as animações originais desta parceria, uma vez que “Elementos” e, mais recentemente, “Elio”, não conseguiram ocupar público e sátira uma vez que nos tempos áureos desta parceria. Mas com “Rostro de Um, Tromba de Outro”, que estreia nesta quinta-feira (5), pode ser que essa má tempo fique para trás.
O 30º filme lançado pela Disney/Pixar (desde “Toy Story”, de 1995) tem uma história muito divertida (mesmo que não seja inovadora), ótimas piadas e personagens realmente carismáticos. Outrossim, o longa traz uma boa mensagem sobre meio envolvente e ecologia, que agrada às crianças e não entedia os mais crescidos.
A trama é centrada em Mabel, uma jovem que aprendeu a amar os animais e a natureza desde garoto, graças aos ensinamentos de sua avó. Por razão disso, ela vive brigando com o prefeito Jerry para proteger os bichos de seus projetos, que podem afetar as áreas naturais da cidade onde vive.
Assista ao trailer do filme “Rostro de Um, Tromba de Outro”
Um dia, Mabel descobre uma tecnologia desenvolvida na universidade onde estuda que permite que sua mente seja transferida para um robô com semblante de uma marmota. A jovem usa o invento para saber melhor o reino bicho, onde faz amizade com diversos bichos.
Principalmente o Rei George, um castor boa terreiro, que lhe ensina as regras de convívio entre as espécies na região que ela quer proteger. Só que um incidente inesperado faz com que Mabel precise passar contra o tempo para salvar seus novos amigos, antes que aconteça alguma coisa que pode afetar tanto os animais quanto os humanos.
Pequeno grande mundo
Proferir que a técnica de animação de “Rostro de Um, Tromba de Outro” é muito muito feita é alguma coisa óbvio demais. Por fim, a Pixar não parou de evoluir nesse quesito para apresentar filmes que sempre fascinaram o público a cada novo trabalho. Mas neste longa, labareda a atenção que, além de deixar o movimento dos personagens mais desembaraçado, os animadores souberam gerar ótimas sequências para mostrar o reino bicho de um ângulo dissemelhante, até mágico, que ajuda o testemunha a embarcar na história.
Mabel (na boca do urso) tenta se conciliar a conviver com os animais em ‘Rostro de Um, Tromba de Outro’
Divulgação
O longa tem alguns aspectos que lembram “Vida de Inseto”, lançado em 1998, ao mostrar uma vez que funcionaria o universo dos bichos, com semelhanças com o dos seres humanos, o que rende boas piadas.
Mas, dessa vez, isso é expandido e mostrado uma vez que se houvesse diferentes reinos habitados por outras espécies. Chega até a lembrar a consagrada série “Game of Thrones”, com suas intrigas e reviravoltas. Simples, tudo de maneira ligeiro e cômica, para não assustar as crianças.
Outrossim, vale ressaltar as várias referências que aparecem no filme, uma vez que “Avatar”, e até mesmo com obras da própria Disney/Pixar, uma vez que o “Up: Altas Aventuras”, “Lightyear” e o curta “For The Birds”. Mas as mais divertidas são as que misturam clássicos uma vez que “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, e “Tubarão”, de Steven Spielberg. Não tem uma vez que não rir desta sequência quando ela acontece.
Companheiro, estou cá
O que torna “Rostro de Um, Tromba de Outro” um ótimo entretenimento, além do bom humor, é a construção da amizade que se forma entre Mabel e o Rei George. Enquanto ela é muito proativa e intensa em seu libido de salvar a natureza, ele se mostra super repousado e “de boa” com os outros animais. Essa diferença faz com que, pouco a pouco, o reverência e a consideração entre eles cresçam e a relação dos dois seja o grande coração do filme.
Mabel e o Rei George ficam amigos em ‘Rostro de Um, Tromba de Outro’
Divulgação
O valor disso está na boa estreia de Daniel Chong na direção de longas de animação. O cineasta, que também escreve o roteiro ao lado de Jesse Andrews, mostra ter um bom domínio tanto nos momentos mais cômicos quanto também nos mais emotivos, sem exagerar na ração, o que poderia resvalar num sentimentalismo barato.
Chong também acerta em não tornar seus personagens rasos e estereotipados. Principalmente os humanos. O melhor exemplo disso é o prefeito Jerry, que, à primeira vista, parece ser um vilão pleno de clichês. Mas, à medida que a trama se desenvolve, vão surgindo elementos que o deixam mais tridimensional e até com camadas, o que o torna mais interessante.
Até os alívios cômicos, uma vez que a Dra. Sam, que cria a máquina que transfere a mente de Mabel para a marmota-robô, apresentam características além daquelas somente para fazer rir. Isso mostra um desvelo maior do diretor/roteirista e sua equipe de entregar alguma coisa melhor do que os projetos mais recentes da Pixar.
Mabel segura a sua versão robótica numa cena de ‘Rostro de Um, Tromba de Outro’
Divulgação
A versão dublada do filme tem uma vez que principal destaque a estreia da atriz Renata Sorrah, famosa uma vez que a Nazaré da romance “Senhora do Fado”, uma vez que uma das dubladoras. Ela dá a voz à Rainha dos Insetos, que se torna peça importante da trama numa das cenas mais inesperadas da animação.
Na versão original, a personagem é interpretada por Meryl Streep. Infelizmente, por não ter cópias legendadas, o público não poderá ouvir os trabalhos de Streep e de atores conhecidos, uma vez que Jon Hamm (“Top Gun: Maverick”), que dubla o prefeito, e Dave Franco (“Juntos”), uma vez que o Rei dos Insetos. Mas a dublagem brasileira, mais uma vez, dá conta do recado muito muito.
“Rostro de Um, Tromba de Outro” transmite muito sua mensagem de proteger a natureza e dá a sensação de que a Disney/Pixar voltou aos tempos de glória posteriormente um período bastante turbulento ao final da sessão. Uma dica: quem permanecer até o final dos créditos vai observar a mais duas cenas extras. A primeira é até engraçadinha. Mas a segunda é muito melhor. Vale conferir.
Cartela resenha sátira g1
Arte/g1

Fonte G1

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