Caso Master: CPI do Crime convoca Vorcaro, Campos Neto e

Caso Master: CPI do Crime convoca Vorcaro, Campos Neto e Paulo Guedes

Brasil

Entre dezenas de requerimentos aprovados nesta quarta-feira (25) na Percentagem Parlamentar de Interrogatório (CPI) do Delito Organizado no Senado, estão os que determinam a convocação do possuinte do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco Mediano (BC), Roberto Campos Neto, e do ministro da Herdade do governo de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes.

Quando uma pessoa é convocada, a ida à CPI não é opcional, podendo a Percentagem pedir a meio coercitiva da testemunha ou do investigado em caso de privação.


Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Fabiano Contarato diz que a CPI entra em uma novidade período de investigação – Registo/Lula Marques/Dependência Brasil

Ainda na sessão desta quarta-feira, a CPI quebrou os sigilos fiscais e bancário do Banco Master e de sócios de Vorcaro, incluindo a convocação de outros dirigentes do banco investigado por fraudes calculadas entre R$ 17 e 50 bilhões.

Foram ainda quebrados os sigilos da Reag Investimentos, empresa que liquidada pelo BC em janeiro deste ano por suspeita de participação nas fraudes do Banco Master. 

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a Percentagem inicia uma novidade período da investigação contra o violação organizado.

“Precisamos parar de concentrar o combate em ações pontuais nas periferias e levar nossas investigações também para os esquemas do caminhar de cima”, afirmou o parlamentar capixaba.

A CPI ainda aprovou convites, quando o presença à CPI é opcional, aos ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, também no contexto da investigação contra o Banco Master

Outros convites aprovados no contexto da investigação do Banco Master foram do ex-ministro da Herdade, Guido Mantega, do atual ministro da Morada Social, Rui Costa, e do atual presidente do Banco Mediano (BC), Gabriel Galípolo.  

Ex-ministros da Cidadania


Brasília (DF) 11/04/2024 Senador, Randolfe Rodrigues, durante coletiva no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília (DF) 11/04/2024 Senador, Randolfe Rodrigues, durante coletiva no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Randolfe Rodrigues defende a investigação da desregulação do mercado financeiro – Registo/Lula Marques/ Dependência Brasil

Também foram aprovados requerimentos para convocação, quando há obrigação de comparecer, dos ex-ministros da Cidadania do governo Bolsonaro, João Roma e Ronaldo Vieira Remo.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) argumentou que as convocações dos ex-ministros da Cidadania são importantes devido a supostos indícios que os ligariam ao banqueiro Daniel Vorcaro.

“Importante sobresair a proximidade do senhor João Roma com o senhor Ronaldo Bento, tendo leste substituído aquele no Ministério da Cidadania em 2022. Não se pode olvidar, ainda, que Ronaldo Bento consta porquê um dos diretores do Banco Pleno, de propriedade de Augusto de Lima, e recentemente liquidado pelo Banco Mediano”, disse no requerimento.

Desregulação sob Campos Neto

O pedido autenticado para convocação do ex-presidente do BC Campos Neto aponta que a desregulação do mercado financeiro no governo Bolsonaro teria favorecido a prática de fraudes porquê a do Banco Master.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) destacou que Vorcado tentou conseguir autorização para ingressar no sistema financeiro durante toda a dez de 2010, mas conseguiu a liberação unicamente durante a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Mediano, em outubro de 2019.

“A diretoria colegiada do Banco Mediano, sob a Presidência de Roberto Campos Neto, autoriza a transferência de controle do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, que posteriormente virou Master. A do dedo de Roberto Campos Neto é nítida e irrecusável”, disse a parlamentar.

O requerimento apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) cita resoluções aprovadas pelo Banco Mediano durante a gestão de Campos Neto que promoveram a desregulamentação do sistema financeiro.  

“É imperativo que esta Percentagem compreenda a lógica e as motivações por trás dessas mudanças normativas e avalie se elas, inadvertidamente ou não, criaram um envolvente de menor controle que foi explorado por agentes do violação”, afirmou o senador baiano.


Brasília – O relator, deputado Marco Rogério, durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília – O relator, deputado Marco Rogério, durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. (José Cruz/Agência Brasil)

Marco Rogério diz que há motivação político-eleitoral nas convocações – Registo/José Cruz/Dependência Brasil

A oposição se opôs a convocação de Campos Neto, dizendo que ela tem motivação político-eleitoral, uma vez que o ex-presidente do BC foi nomeado no governo Bolsonaro, porquê afirmou o senador Marco Rogério (PL-RO).

“O que nós estamos observando na CPI, neste momento, é a tentativa de trazer para o debate figuras públicas que zero tiveram a ver, zero tiveram com o indumentária em si, para tentar colocá-las na mesma vala. Campos Neto foi um Presidente do Banco Mediano respeitado pelo Brasil e pela comunidade internacional”, ponderou o senador do PL.

Paulo Guedes

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ao justificar o pedido para convocar o ex-ministro da Herdade Paulo Guedes, disse que  é preciso investigar se as políticas de desregulação do mercado financeiro entre 2019 e 2022 criaram um envolvente para expansão da lavagem de quantia.

“Foram implementadas políticas que, sob o pretexto de modernizar e aumentar a competitividade, fragilizaram os mecanismos de controle do sistema financeiro”, disse Randolfe.

A convocação de Paulo Guedes também foi combatida pela oposição, que denunciou “uso político-eleitoral” da CPI por governistas, porquê destacou o senador Sérgio Moro (União-PR).  

“Em nenhum lugar na prelo, em lugar nenhum, apareceu qualquer referência a um envolvimento sequer remoto dele com o Banco Master. E cá nós vamos convocar para quê? Para fazer o jogo político”, sugeriu o ex-juiz da Lava Jato.


CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para apreciação de requerimentos.

 

A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.

 

Mesa:

senador Esperidião Amin (PP-SC);

presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES);

relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) em pronunciamento;

vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS);

senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

 

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para apreciação de requerimentos.

 

A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.

 

Mesa:

senador Esperidião Amin (PP-SC);

presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES);

relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) em pronunciamento;

vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS);

senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

 

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

CPI do Delito Organizado entra em novidade período de investigações – Saulo Cruz/Dependência Senado

Requerimentos não aprovados

A CPI, por outro lado, rejeitou a convocação da administradora Letícia Caetano dos Reis, apontada porquê ex-funcionária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e mana de um dos sócios de Antônio Carlos Camilo Antunes, sabido porquê Careca do INSS, criminado de operar o esquema de ramal de aposentados e pensionistas.

Também foi rejeitado pedido de convocação do ex-ministro do Trabalho e Previdência Social do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira, sabido também porquê Ahmed Mohamad Oliveira.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte EBC

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