Claude vs ChatGPT: guerra de anúncios no Super Bowl

Claude vs ChatGPT: guerra de anúncios no Super Bowl – 07/02/2026 – Tec

Tecnologia

É ao som de Dr. Dre que a Anthropic, dona da lucidez sintético Claude, embalou seus comerciais para o Super Bowl deste domingo (8).

A pergunta “qual é a diferença entre mim e você?”, da melodia “What’s the Difference”, encerra as quatro peças de publicidade que passam uma mensagem clara: a empresa não colocará anúncios no serviço de chatbot –uma alfinetada para a OpenAI, que afirmou em janeiro que testará propagandas na versão gratuita do ChatGPT para usuários adultos dos Estados Unidos.

As propagandas inflamaram uma rivalidade de longa data entre duas das maiores empresas de lucidez sintético do mundo. Os fundadores da Anthropic são ex-funcionários da OpenAI, que deixaram a empresa em meio a divergências sobre o desenvolvimento do ChatGPT, estratégias de segurança e ritmo de propagação.

Embora não tenha citado nomes nas quatro peças de publicidade, executivos da OpenAI sentiram a indireta. Sam Altman, CEO da companhia, escreveu no X (ex-Twitter) que, embora as propagandas sejam engraçadas e ele tenha rido delas, a mensagem final é “claramente desonesta”.

“Imagino que seja típico da Anthropic usar um pregão enganoso para criticar anúncios enganosos teóricos que não existem de verdade, mas um pregão do Super Bowl não é onde eu esperaria isso”, escreveu em postagem na quarta-feira (4).

Em uma das peças, a Anthropic traz um jovem que quer uma ventre tanquinho rápido. Com um tom suave, porém robótico, de um chatbot de IA, um varão musculoso responde: “Perfeito, esse é um objetivo evidente e atingível. Gostaria que eu fizesse uma rotina de exercícios personalizada?”. Ele pergunta informações sobre o jovem –idade, peso e profundeza–, mas interrompe o projecto fitness para fazer uma propaganda de palmilhas que adicionam até 3cm de profundeza e ajudam “baixinhos a ficarem de pé de forma orgulhosa”. Ele, em seguida, fornece um cupom para descontos.

O mercantil leva o nome de “Violação”. Os outros três são intitulados “Traição”, “Miragem” e “Perseguição”, que também satirizam anúncios no meio de interações com chatbots, cá personificados por atores.

Altman afirmou que os anúncios no ChatGPT não serão muito assim. “Obviamente, não veicularíamos anúncios da maneira uma vez que a Anthropic os descreve. Não somos ingênuos e sabemos que nossos usuários rejeitariam isso”, escreveu.

A introdução de anúncios no ChatGPT foi apresentada em 17 de janeiro, e Altman já havia expressado, ele próprio, ressalvas para a veiculação de propagandas no ChatGPT. A mudança, porém, ocorre em um momento em que a OpenAI procura maneiras de aumentar a receita para arcar com o investimento de US$ 1,4 trilhão prometido para infraestrutura de IA nos próximos oito anos.

O movimento também ocorre em meio às desconfianças crescentes do mercado sobre a sustentabilidade dos investimentos massivos em lucidez sintético. Nesta semana, temores de uma bolha de IA voltaram a rondar as mesas de operação depois que a Anthropic anunciou uma novidade instrumento de automação.

Muro de US$ 285 bilhões deixaram o setor de software, serviços financeiros e gestão de ativos nos índices S&P500 e Nasdaq na terça-feira, dando início a uma sequência de três sessões de baixa conforme investidores expressam preocupação com a disrupção causada pela tecnologia de IA.

Os planos de investimento exorbitantes em IA de grandes empresas de tecnologia, incluindo Alphabet (dona do Google) e Amazon, só adicionaram mais incêndio à fogueira. Quatro das maiores empresas de tecnologia juntas previram gastos de capital que chegarão sobre US$ 650 bilhões em 2026, destinados a novos data centers e aos equipamentos necessários para operá-los.

Por isso a premência da dona do ChatGPT em aumentar as fontes de receita: a OpenAI está se preparando para um IPO (oferta pública inicial de ações, na {sigla} em inglês) no quarto trimestre de 2026 e precisa driblar os temores que rondam os mercados dos EUA. O histórico também é favorável, já que a introdução de anúncios impulsionou o propagação de gigantes de tecnologia uma vez que Meta e Alphabet.

“Nós acreditamos que todos merecem usar IA e estamos comprometidos com o chegada gratuito, porque acreditamos que o chegada gera autonomia. Mais texanos usam o ChatGPT gratuitamente do que o totalidade de usuários do Claude nos EUA, portanto temos um problema com um formato dissemelhante do deles”, disse Altman, acrescentando que as versões pagas do ChatGPT não mostram anúncios.

Ele ainda aproveitou para criticar o padrão de negócios da Anthropic –ainda que o ChatGPT seja o nome mais popular do setor, o Claude é o predilecto entre os engenheiros de software, que afirmam que o Claude Code e o Claude Cowork transformaram o setor.

“A Anthropic oferece um resultado dispendioso para pessoas ricas. Estamos felizes que eles façam isso e nós também estamos fazendo, mas também acreditamos firmemente que precisamos levar a IA a bilhões de pessoas que não podem remunerar por assinaturas”, disse. A OpenAI lançou sua própria instrumento de programação, a Codex, e anunciou mais ferramentas para empresas, uma vez que a plataforma Frontier, que gerencia agentes de IA.

A Anthropic já saiu em resguardo de seu padrão de negócios no pretérito. Em um oração no Fórum Econômico Mundial no mês pretérito, em Davos, o CEO Dario Amodei afirmou que a empresa não precisa “maximizar o engajamento de um bilhão de usuários gratuitos por estarmos em uma corrida mortal com qualquer outro grande concorrente”. O carro-chefe da dona do Claude são grandes contratos comerciais e assinaturas pagas.

Em uma publicação no blog da Anthropic, a empresa também abordou a política de não incluir anúncios no chatbot uma vez que segmento do princípio “ser genuinamente prestativo”, um dos fundamentos da “Constituição de Claude”, que descreve a visão para o caráter do chatbot e uma vez que a companhia treinou o padrão de IA generativa.

“Um padrão de negócios fundamentado em publicidade introduziria incentivos que poderiam ir contra esse princípio”, diz a publicação.

Amodei também já falou anteriormente sobre os riscos representados pela tecnologia e por aqueles que a controlam. As empresas poderiam, por exemplo, “usar seus produtos de IA para manipular sua enorme base de usuários consumidores, e o público deve estar sengo ao risco que isso representa”.

A escolha pelo Super Bowl uma vez que palco desse embate não é à toa. A final do campeonato de futebol americano é considerado um dos grandes eventos do calendário dos Estados Unidos, se não o maior. A edição do ano pretérito atraiu um recorde de 127,7 milhões de telespectadores via TV e streaming no país.

A deste ano deve ser a maior para a indústria publicitária dos EUA, com algumas das maiores marcas do mundo pagando mais de US$ 10 milhões por propagandas de 30 segundos.

A OpenAI também deve exibir seu próprio mercantil neste domingo. “Ele é sobre construtores e uma vez que qualquer pessoa agora pode erigir qualquer coisa”, escreveu Altman.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *