Em 2025, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) registrou a maior receita dos últimos cinco anos, com R$ 594 milhões arrecadados. Muro de 75% desse totalidade teve origem nos repasses das loterias, uma sujeição histórica que passou a preocupar a atual governo.
“Sempre fazemos uma estudo de ameaças e riscos [para a gestão]. As ameaças podem ser, por exemplo, o governo, com qualquer deficit, determinar revogar as leis que dão recursos ao esporte. Logo, temos que estar prontos”, afirmou à Folha o presidente do COB, Marco Antônio La Porta.
O receio tem precedente. Em 2019, o comitê teve os repasses suspensos em seguida a Caixa ter indicado uma dívida tributária vinculada à Confederação Brasileira de Vela. A liberação só ocorreu depois de mediação do governo federalista, evidenciando que, embora prevista em lei, a transferência pode permanecer sujeita a decisões administrativas.
Na era, murado de 90% do orçamento dependia dessas verbas, expondo a vulnerabilidade financeira do COB. Nos anos mais recentes, o auge dessa sujeição o ocorreu em 2021 e 2021, quando o repasse significou, respectivamente, 91,6% e 91,9% das receitas.
Avante do comitê há pouco mais de um ano, em seguida disputa apertada contra o predecessor Paulo Wanderley, La Porta estabeleceu porquê meta reduzir gradualmente essa concentração. A estratégia inclui ampliar a captação de recursos privados e reconquistar patrocinadores que se afastaram em seguida os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
“Essa é a nossa missão”, disse o dirigente, dos quais procuração vai até 2028, ano dos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Concluído o primeiro ano de gestão, qual é o principal préstimo desse período?
Foi o reposicionamento do COB na política vernáculo e internacional. O comitê estava retirado de Brasília, de outros comitês e de entidades internacionais. Nós retomamos essa presença e aprovamos a Lei de Incentivo ao Esporte, liderando o processo. Também avançamos no campo mercantil, com a aproximação de empresas e a assinatura de um contrato com a Adidas, que considero a maior conquista mercantil do primeiro ano.
Qual é a valia dessa lei e qual foi o papel do COB na aprovação?
O COB liderou esse processo, dialogando com deputados e senadores, principalmente com a deputada Laura Carneiro [PSD-RJ] e a senadora Leila Barros [PDT-DF]. Essa lei está totalmente alinhada ao nosso exposição de pátria esportiva, com foco em desenvolvimento e projetos sociais. Não tem tanto a secção de cimeira rendimento porque isso é papel do COB, mas tem o que é preciso para o fomento e desenvolvimento do esporte.
Quais são as próximas pautas prioritárias do COB no Congresso?
Criamos o Recomendação Vernáculo dos Comitês Esportivos. A gente tem pautas que são muito importantes para a gente, porquê questões ligadas à regulamentação das bets e à isenção para importação de material esportivo. Isso impacta diretamente o desportista. Para comprar um embarcação, por exemplo, você paga R$ 50 milénio, R$ 60 milénio a mais só de impostos.
Uma vez que se formou o deficit de R$ 78 milhões que o senhor herdou da gestão passada e de que forma ele foi equacionado?
O deficit foi autenticado em plenário em 2024, em seguida um aumento do repasse às confederações, que passou de murado de 45% para 60% das receitas de loterias. Isso reduziu o caixa em R$ 78 milhões. Nós temos um fundo de suplente que permitia chupar esse impacto, mas esse fundo serve para emergências. Vamos supor, por exemplo, que um dia os deputados revoguem o repasse dos recursos vindos de loterias. Uma vez que o COB vai sobreviver? Logo, revisamos o orçamento, também contamos com a ingressão de recursos das apostas esportivas e encerramos o ano com estabilidade financeiro. Para 2026, aprovamos o orçamento com superavit de R$ 8 milhões, mantendo o repasse de 60% às confederações.
Em que estágio está o mapeamento e a certificação de centros de treinamento fora da região Sudeste?
Estamos desenvolvendo um projeto inspirado em modelos internacionais. Ainda estamos definindo critérios e níveis de certificação. A gente passou esse ano estudando porquê os outros países fazem isso. Agora, a gente está montando o projeto de porquê vamos fazer essa certificação. Está caminhando.
Vocês disseram anteriormente que trabalhariam com atletas que ficaram perto do pódio nos Jogos de Paris, mas bateram na trave. Que trabalho tem sido feito para aproximá-los da medalha em Los Angeles?
Eu citaria quatro atletas desse grupo que estão indo muito muito: Hugo Calderano [tênis de mesa], Marcus Vinicius D’Almeida [tiro com arco], Ana Sátila [canoagem slalom] e Miguel Hidalgo [triatlo]. Eles estão no caminho patente. Nós temos uma atenção próprio com cada um deles. Vamos pegar o exemplo do Miguel. O que faltou para ele lucrar a medalha [em Paris-2024]? Um sprint melhor na corrida? Estar mais muito posicionado no ciclismo? Para ajustar isso, ele se mudou para a Espanha, para treinar em outro grupo, com o mesmo treinador. E nós também pegamos um biomecânico e mudamos algumas coisas dele na posição da bicicleta. Logo, é atuar com os atletas para ver o que faltou.
Uma vez que o COB tem atuado para cuidar da saúde mental dos atletas, também um fator determinante nas competições?
Não dá para se preocupar com a saúde mental unicamente no cimeira rendimento. Esse trabalho precisa debutar desde cedo, na transição da base. Hoje, os atletas têm estrutura, base e recursos, mas a cobrança é muito maior, principalmente nas redes sociais. Por isso temos programas de orientação e séquito, principalmente em competições de base. Na maior secção das vezes, os problemas são causados pelas redes sociais, pela urgência de mostrar que está sempre muito, mostrar resultado, dar satisfação para o patrocinador, e pela dificuldade de mourejar com as críticas. Antes, eles reclamavam da falta de estrutura. Agora, a preocupação dos atletas é com a saúde mental.
Qual é o posicionamento do COB sobre a participação de atletas transgênero em competições olímpicas?
Seguimos o posicionamento do COI, que tem uma política muito clara. O esporte precisa ser inclusivo, justo e seguro. Logo, não podemos proibir nenhuma pessoa de praticar esporte. Mas cada modalidade define suas regras, e essas regras privilegiam justiça, com condições iguais para todo o mundo, e segurança para o desportista competir. A orientação do COI é muito simples: cada modalidade tem que entender o impacto que isso vai promover.
Qual é o papel do movimento olímpico diante do atual cenário geopolítico em meio a tantos conflitos?
O esporte tem o papel de aglutinar os valores e os interesses. Em uma Olimpíada, países que têm diferenças geopolíticas competem um contra o outro. Logo, o esporte tem que ser um exemplo para a sociedade de que eu posso ser seu opoente, mas não preciso ser seu inimigo. O papel do movimento olímpico é esse.
Preocupa o indumentária de a próxima edição olímpica ser nos Estados Unidos, envolvidos em diferentes disputas geopolíticas? Acredita na possibilidade de um boicote?
O mundo de hoje é muito dissemelhante do que era quando houve o último grande boicote [em Jogos Olímpicos], em 1984. Eu não consigo imaginar um país não indo aos Jogos por motivo de uma questão geopolítica contra os Estados Unidos. Hoje, as pessoas conseguem separar. Quando você deixa de levar um país para os Jogos, imagina o que você faz com um desportista que treinou a vida inteira para aquilo. Logo, separar o esporte da política é muito importante. Posso estar sendo otimista demais, mas não vejo hoje um cenário de países boicotando os Jogos.
Relâmpago-X | Marco Antônio La Porta, 58
Bacharel em ensino física, teve sua base esportiva no triatlo, modalidade na qual também atuou porquê treinador. Ele presidiu a Confederação Brasileira de Triathlon antes de chegar ao Comitê Olímpico do Brasil. Em 2018, foi eleito vice-presidente do COB e, em 2020, reconduzido ao missão na placa de Paulo Wanderley. Em 2021, chefiou a missão brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio. No termo de 2024, foi eleito presidente do COB, derrotando justamente Paulo Wanderley.
