Com três décadas de existência celebradas nesta sexta (27), Pokémon alcançou a marca de 1.025 espécies, um aumento de 579% desde 27 de fevereiro de 1996, quando a franquia japonesa apresentou ao mundo a primeira leva de 151 monstrinhos, sendo um deles o Pikachu, o ratinho elétrico amarelo que virou um símbolo da cultura pop.
A renovação de monstros é um dos alicerces da longevidade da marca. A cada três ou quatro anos, a empresa lança uma novidade geração de criaturas , garantindo novidade a velhos e novos jogadores, e também a consumidores do anime (transmitido na TV ocasião desde os anos 90), das cartas, dos filmes e de uma extensa série de produtos.
Os saltos na lista de monstros, chamada de Pokédex, coincidem com os principais lançamentos da marca.
Pokémon é a abreviatura de “pocket monsters”, monstrinhos de bolso, em português, e explica segmento do enredo do jogo: capturá-los e colecioná-los. Ainda é preciso treiná-los para que evoluam e, tal qual uma rinha de galos, colocá-los para rivalizar com outros monstrinhos.
Satoshi Tajiri, o fundador da companhia, gostava de coletar insetos nos periferia de Tóquio quando era moço, de onde nasceu a inspiração do jogo, que se tornou a franquia de mídia de maior arrecadação da história.
A Folha reuniu dados da PokéAPI, uma API pública com dados sobre o universo de Pokémon, e da Bulbapedia, uma enciclopédica colaborativa de fãs, para explicar o que atrai crianças e adultos a esse fenômeno tão longevo.
Aos não versados no jogo, algumas informações são cruciais para entendê-lo: as gerações de monstros podem nascer em diferentes locais do mundo (todos fictícios) e cada pessoa vem com um elemento específico (chamado de tipo), uma vez que chuva, queimação, gelo, aço, pedra, veneno e por aí vai.
As quatro primeiras gerações de monstros eram baseadas em cenários inspirados no Japão. Em “Pokémon Black & White” (2010), houve a primeira mudança. A série foi transportada para um território mencionado à região de Novidade York.
A partir disso, os personagens passaram a ser globais. Há um poodle, o Furfou, numa região inspirada na França, um pássaro dançarino de hula, o Oricorio, no Havaí, e uma oliva, a Smoliv, na versão fictícia da península ibérica.
Ao escolher lugares fora do Japão, o jogo também dialogou com temas locais. Em “Pokémon Sun & Moon”, de 2016, inspirado no Havaí, espécies invasoras desequilibram os ecossistemas, uma vez que ocorreu de veste no arquipélago.
Em “Pokémon Sword & Shield”, de 2019, o monstrinho Corsola, antes um coral jubiloso e rosado, aparece pálido e fantasmagórica, uma referência ao branqueamento de corais causado pelas mudanças climáticas.
Cada Pokémon tem um ou dois tipos. Logo de início, o jogador é introduzido a essa lógica, quando precisa escolher a natureza de seu primeiro monstrinho.
O levantamento mostra que a chuva é o tipo mais geral. Está presente em quase todos os bichos habitantes de rios, lagos e oceanos. O segundo é o “tipo normal”, associado a criaturas que lembram animais reais, sem poderes excepcionais.
Algumas lógicas da recontro de elementos são intuitivas: a grama resiste à chuva, mas é fraca contra o queimação. Outras são menos: por qualquer motivo, os Pokémon psíquicos são fracos contra insetos –uma das interpretações remete à fobia que humanos sentem deles.
Os primeiros jogos traziam 15 tipos: quase 22% dos monstrinhos daquela geração eram venenosos, por exemplo, e somente 2% eram fantasma. Essa assimetria foi diminuindo ao longo dos anos, uma vez que é verosímil ver no gráfico inferior.
Outra segmento fundamental das batalhas são os chamados atributos dos Pokémon: pontos de saúde, ataque, resguardo, ataque peculiar, resguardo peculiar e velocidade. Cada espécie nasce com valores baseados nessas categorias, que podem ser potencializados com treino e estratégia de seus donos.
Quando alguém perguntar “qual monstrinho é mais poderoso?”, a resposta pode ser encontrada na elaboração de atributos de cada um.
O tipo pedra, por exemplo, concentra médias altas em ataque e resguardo físicos, mas valores modestos de velocidade. Já o tipo psíquico se sai melhor em ataque e resguardo especiais, atributos ligados a golpes não físicos, uma vez que rajadas de robustez e poderes mentais.
Desde o lançamento, a franquia mexeu poucas vezes nessa engrenagem médio, e quando o fez, foi para emendar distorções.
Mesmo assim, não ficou longe de críticas dos fãs. Em “Pokémon X & Y”, surgiu o tipo fada, imune a ataques do tipo dragão, que na idade dominava o cenário competitivo. Isso alterou o eixo estratégico do jogo. Segmento da comunidade questionava uma vez que criaturas fofas, cor-de-rosa, poderiam superar bestas mitológicas ligadas à força bruta.
Faz segmento do jogo. O Pokémon tem licença para o contraditório. Seres mitológicos uma vez que Dialga e Palkia, que representam o tempo e o espaço, coexistem com Vanilluxe, um sorvete sorridente, Trubbish, saco de lixo que se comporta uma vez que gato, e Klefki, um molho de chaves flutuante.
Dessa mistura nasceu um dos lemas não oficiais da comunidade e que virou base para a campanha solene de natalício: “todo Pokémon é o predilecto de alguém”.
Apesar de ícones uma vez que Pikachu, Eevee e Charizard serem muito mais populares, qualquer pessoa estranha tem guardado seu nicho de aficcionados:
