Como roubos redefiniram o destino de joias pelo mundo

Como roubos redefiniram o destino de joias pelo mundo – 11/07/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

O gigantesco cofre dentro do qual caminham os visitantes do Museu do Tesouro Real, em Lisboa, é, de certa forma, consequência de um roubo. Em dezembro de 2002, seis joias das mais valiosas do Palácio Pátrio da Ajuda foram saqueadas de um museu holandês junto a mais 44 peças de outros países. A perda cultural incalculável rendeu, à idade, um seguro de € 6,1 milhões para Portugal.

Vinte anos depois, o susto foi vertido numa novidade e moderna mansão para acoitar as joias da diadema portuguesa e, de quebra, completar a construção deste palácio na capital portuguesa, última residência da família real antes da implantação da República, em 1910.

Não é um tanto inédito. Ao longo da história, saques, leilões e itens perdidos entre guerras e revoluções movimentam o fascínio, a controvérsia e o orientação das coleções nacionais de joias e do mercado de luxo.

É o caso dos tesouros dos nizãs de Haiderabade —os mais valiosos da Índia, disputados entre os herdeiros reais e o governo do país depois a independência do Reino Uno— e dos itens preciosos da diadema da França, saqueadas durante a Revolução Francesa e postas à venda no término do século 19.

Segmento destas parariam, depois, entre as posses da socialite brasileira Aimée de Heeren —célebre por suas ligações com Getúlio Vargas—, ou seriam modificadas para impedir seu rastreamento, caso do diamante azul Hope, hoje em Washington, mas que séculos antes adornou o pescoço de Luís 14 —e que dom João 6º buscava imitar, em Portugal, com um superabundante tosão de ouro, um broche de quase 30 centímetros, com mais de 1.600 diamantes e duas centenas de rubis.

Histórias porquê essas tomaram o conversação Treasures, no Museu do Tesouro Real, no final do ano pretérito, com traços de história viva, já que as dezenas de convidados de todo o mundo puderam contemplar lá as preciosidades da história portuguesa.

Inaugurado há pouco mais de dois anos em Lisboa, o espaço renovou a flanco poente do Palácio Pátrio da Ajuda, uma secção nunca concluída da construção neoclássica original, que estava abandonada há décadas, segundo José Alberto Ribeiro, diretor da instituição.

Nele, uma enorme caixa-forte dourada —com 40 metros de comprimento e 10 metros de fundura, protegida por portas de 40 centímetros de espessura— atravessa três andares, dando a ver uma coleção de 22 milénio pedras preciosas e ouriversaria diversa.

São itens que lançam o visitante no rastro da história de Portugal e da sua reino, evidenciando o ouro brasílico desde a ingressão. Dentre os vários exemplos, vê-se a última diadema encomendada no Brasil, em 1817, para a cerimônia de saudação de dom João 6º —mas que, pela tradição portuguesa, desde 1640, não era usada na cabeça, porquê em outras monarquias.

Tanto cintilação, porém, convive com alusões bastante breves, quase escondidas na expografia, ao trabalho de escravizados africanos e indígenas na extração desses materiais de lugares porquê Minas Gerais e Goiás.

Conforme se repete pelas visitas guiadas pelo museu, muito do valor da maior pepita da coleção não está no ouro —metal que representa tapume de nove quilos dos 22 daquele pedregulho—, mas no valor histórico dos sobras de terreno e quartzo escavados no século 18.

São resquícios de um Brasil ainda a serviço da antiga diadema, que se veem também em outros itens do Museu do Tesouro Real, porquê os pimenteiros e saleiros de um aparelho em jantar, no formato de crianças que carregam feixes de cana-de-açúcar nas costas, numa parábola da teoria de uma América paradisíaca, segundo o texto expositivo.

É um cintilação que também ofusca o tardança econômico de Portugal para fins do século 19, quando ficou detrás de outros pares europeus depois o pico das suas glórias expansionistas. De pacto com historiadores porquê Nuno Palma, ao proporcionar as importações, o país perdeu o bonde da Revolução Industrial.

No contexto de uma era de repatriação de relíquias —porquê a do véu tupinambá, que voltou ao Brasil depois séculos em Copenhague, ou dos bronzes do Benin, devolvidos à Nigéria pela Alemanha—, o orientação de itens porquê joias traz uma discussão dissemelhante, já que foram confeccionados pelos europeus a partir da matéria-prima das colônias —um paisagem em zero restrito de Portugal, que definiu o que era ostentação entre os séculos 16 e 19 pelo mundo.

Essa incerteza sobre a posse, aliás, faz com que algumas joias tidas porquê tesouro vernáculo não estejam, hoje, com seus países. Dentre os vários exemplos recentes, em 2021, o estado português não conseguiu arrematar a cobiçada tiara de dona Maria 2ª, filha de dom Pedro 1º, logo patrimônio da flanco sueca dos descendentes da rainha morta em 1853.

Com seus 1.415 diamantes e cinco safiras, ela foi vendida, num leilão, por € 1,3 milhão a um comprador do Oriente Médio —à idade, o Palácio Pátrio da Ajuda, junto com o governo português, tinham angariado € 1 milhão para a disputa. Posteriormente insistência, o novo proprietário aceitou emprestar a raridade, por um ano, para a inauguração do Museu do Tesouro Real, em junho de 2022.

O repórter viajou a invitação do Museu do Tesouro Real

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *