Concertistas usam youtube para democratizar música erudita 28/07/2025

Concertistas usam YouTube para democratizar música erudita – 28/07/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Lady Gaga toca piano. Taylor Swift toca piano. Mas será que tocam muito? Em vídeos disponíveis no YouTube, a alemã Annique Goettler, de 29 anos, avalia o desempenho das duas popstars à luz da técnica clássica. Goettler é concertista e em seu via “Heart of the Keys” é provável encontrar, com cortes ágeis e muitos recursos gráficos, curiosidades e informações musicais sobre peças famosas, porquê o “Liebstraum” do húngaro Franz Liszt (1811-1886). “Não falo somente para especialistas e músicos, mas sobretudo para melhorar a experiência de quem ouve”, diz Goettler em seu via.

A pianista alemã é segmento de um fenômeno que se alastra pelo YouTube e pelas redes sociais. Concertistas, em universal jovens, usam a linguagem da internet para levar a música clássica a um público mais espaçoso. “Um dos desafios da música de concerto sempre foi o indumento de que, para fruir melhor, é preciso ter alguma informação, qualquer conhecimento sobre o tema”, diz o brasiliano Leonardo Monteiro de Barros, ex-diretor mundial de marketing da gravadora alemã Deutsche Grammophon. “Esses artistas aproximam os ouvintes do mundo da música clássica, usando uma linguagem de jovem para jovem.”

Um dos nomes mais conhecidos dessa tendência é a violoncelista belga Camille Thomas, de 36 anos. Ela ficou famosa durante a pandemia, quando postava nas redes sociais vídeos em que tocava seu instrumento nos telhados de Paris. As pílulas musicais viralizaram, e ela iniciou uma série em que se apresentava em museus vazios. “Eram dois paradoxos, um artista sem público e quadros sem espectadores”, diz ela num dos vários documentários postados em seu via no YouTube.

Camille Thomas grava pelo selo Deutsche Grammophon e seu violoncelo é um Stradivarius de 1730. Num de seus vídeos, ela conta que seu instrumento pertenceu ao músico gaulês Auguste Franchomme (1808-1884), um dos melhores amigos do compositor polonês Frederic Chopin (1810-1849), que morava em Paris. Inspirada pelo indumento, Thomas decidiu gravar uma trilogia com peças e transcrições de Chopin para violoncelo. Os álbuns da violoncelista costumam ser temáticos, e ela usa as redes sociais para dar informações sobre o que toca e grava.

“Já faz qualquer tempo que os músicos eruditos vêm descendo da torre de marfim. No pretérito eles não gostavam de falar de suas interpretações. Isso foi quebrado nos anos 1960 com o maestro Leonard Bernstein”, diz Leonardo Monteiro de Barros. “Bernstein usava a televisão, que era a mídia da idade dele. Os músicos que hoje usam as redes sociais são de certa forma seus seguidores.”

Monteiro de Barros acha que vivemos uma era de ouro para os fãs de música clássica. “Antigamente era necessário comprar discos ou ir a salas de concerto. Hoje a música está em toda segmento: no YouTube, nas redes sociais e nos serviços de streaming. É provável testemunhar a uma estreia de ópera sem transpor de lar”, diz. Para o ex-diretor da Deutsche Grammophon –que hoje mora entre Hamburgo e o Rio de Janeiro, onde é sócio da Conspiração Filmes– a vaga de intérpretes produzindo teor para a internet facilita inclusive o surgimento e a divulgação de novos compositores.

O pianista russo Daniil Trifonov, de 33 anos, acaba de gravar uma obra inédita do compositor americano Mason Bates. Num vídeo para as redes sociais ele explica porquê Bates – que também é DJ — dialoga com vários períodos da tradição músico. Camille Thomas tem excursionado pela Europa executando um concerto para violoncelo escrito pelo compositor turco Fazil Say. Num vídeo, ela explica que a música foi criada em protesto contra a vaga de atentados terroristas em solo europeu em meados da dez passada.

Os intérpretes de música clássica vêm aprendendo aos poucos a usar os meios digitais. No princípio, eles postavam somente vídeos de suas performances, em universal peças virtuosísticas tocadas em recitais na hora do “bis”. Os pianistas Lang Lang, chinês, e Valentina Lisitsa, ucraniana, construíram segmento de sua renome na dez passada graças ao YouTube. Depois de ter vários concertos cancelados por ser apoiadora do presidente russo Vladimir Putin, Lisitsa hoje concentra sua curso no meio do dedo –ela acaba de lançar uma integral das sonatas para piano de Ludwig van Beethoven (1770-1827) exclusivamente no envolvente do YouTube.

Já a novidade geração, porquê se viu, produz um teor mais informativo e conhece muito a linguagem de cada meio. No YouTube cabem vídeos mais longos. O pianista polonês Greg Niemczuk, de 39 anos, aproveitou a pandemia para gravar análises e curiosidades sobre todas as peças para piano de seu compatriota Frederic Chopin (seus vídeos, assim porquê os outros citados nesta reportagem, são em inglês com diversos sotaques, e podem ser traduzidos usando ferramentas de lucidez sintético).

Em redes sociais cabem takes curtos ou cenas de bastidores, porquê as postadas pela violinista francesa Esther Abrami, de 28 anos, que caminha para os 400 000 seguidores no Instagram. É um número magníloquo para o nicho da música erudita. Os vídeos de Annique Goettler atingem uma média de 50 000 visualizações. A postagem que critica a postura das mãos de Taylor Swift, no entanto, aproximou-se da lar do milhão. Às vezes os concertistas precisam de um empurrãozinho dos astros da música pop.

Folha

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