Confira os livros e os filmes com o personagem de Patricia Highsmith.
Livros
(Todos editados pela Intrínseca)
“O Talentoso Ripley” (1955)
R$ 59,90 (336 págs.); R$ 13,96 (ebook). Tradução de José Francisco Botelho
O primeiro e mais famoso da série. O vigarista Tom Ripley vive de pequenos golpes, mas vê sua sorte mudar ao receber a proposta de ir a uma povoado na Itália e convencer Dickie Greenleaf, o fruto de um rico industrial, a voltar para morada e assumir os negócios da família. A relação de amizade entre os dois se complica com a interferência de Marge, rica e apaixonada por Dickie. O fascínio de Ripley pela boa vida de Dickie assume contornos de preocupação.
“Ripley Subterrâneo” (1970)
R$ 59,90 (336 págs.); R$ 19,21 (ebook). Tradução de Fernanda Abreu
Tom Ripley mora em uma rica vila no sul da França ao lado da esposa, Heloise, jovem herdeira de uma riqueza, mas um esquema de falsificação de quadros vai enfraquecer sua sossego.
“O Jogo de Ripley” (1974)
R$ 59,90 (336 págs.); R$ 25,16 (ebook). Tradução de José Francisco Botelho
A proposta de um companheiro para matar dois mafiosos italianos leva de novo Ripley ao imprevisível jogo do violação, que logo sai de seu controle com muitas perseguições e mortes.
“O Garoto que Seguiu Ripley” (1980)
R$ 59,90 (400 págs.); R$ 29,33 (ebook). Tradução de Fernanda Abreu
Ripley comete a imprudência, sobretudo para alguém de seu perfil, de proteger um garoto envolvido em um grave violação e se vê às voltas com uma rede perigosa de golpes e mentiras.
“Ripley Debaixo D’chuva” (1991)
R$ 59,90 (368 págs.); R$ 29,33 (ebook). Tradução de José Francisco Botelho
No último volume da série, um par de vizinhos americanos começa a desenterrar segredos sombrios do pretérito do Ripley, levando nosso vilão a desabitar os planos de aposentadoria.
Filmes
“O Sol por Testemunha” (1960)
Direção: René Clément. Atores: Alain Delon, Marie Laforêt e Maurice Ronet
Primeira adaptação do personagem ao cinema, fez de Alain Delon um planeta. É até hoje a mais icônica das representações de Ripley. Filmado na Itália e falado em francesismo, tem um clima semelhante ao de “A Gulodice Vida”, clássico do mesmo ano de Federico Fellini, e dos primeiros filmes da nouvelle vague, embora Clément fosse apedrejado pela turma de François Truffaut. O final desagradou a Patricia Highsmith, mas continua sendo o melhor filme já criado a partir dos livros de Ripley.
“O Companheiro Americano” (1977)
Direção: Wim Wenders. Com Dennis Hopper e Bruno Ganz.
O apelo universal do personagem se comprovou mais uma vez quando o teuto Wim Wenders levou “O Jogo de Ripley” aos cinemas. Dennis Hopper engrossa a lista de grandes atores a viver o criminoso nas telas. Sinal do prestígio de Wenders, grandes cineastas, uma vez que Samuel Fuller e Nicholas Ray, fazem pequenas pontas.
“O Talentoso Ripley” (1999)
Direção: Anthony Minghella. Com: Matt Damon, Jude Law e Gwyneth Paltrow.
Finalmente uma adaptação que manteve o título original do livro! Minghella vinha do sucesso de “O Paciente Inglês” (1996), vencedor de vários Oscars, e pôde caprichar na produção. O filme tem um final muito dissemelhante em relação ao longa de 1960, mais próximo do tom soturno de Highsmith, porém o elenco dividiu opiniões na era, sobretudo a escolha de Damon uma vez que Ripley. Hoje muitos o consideram uma versão chocha de um livro explosivo.
“O Retorno do Talentoso Ripley” (2002)
Direção: Liliana Cavani. Com: John Malkovich, Dougray Scott
Novidade adaptação de “O Jogo de Ripley”, novamente pelas mãos de um artista europeu, desta vez a italiana Liliana Cavani, criadora renomada de filmes em universal controversos (“O Porteiro da Noite”). Segmento da sátira preferiu a versão de Wenders. E Malkovich também foi um Ripley discutível, o que de certa forma mostra uma vez que foi difícil interpretar o vilão depois de Alain Delon.
“Ripley Subterrâneo” (2005)
Direção: Roger Spottiswoode. Com: Barry Pepper, Willem Dafoe.
Fundamentado no romance homônimo, o segundo livro da série, esta é a menos conhecida das adaptações do sociopata para o cinema. O diretor é o mesmo de “Pare! Senão Mamãe Atira” (1992), comédia com Sylvester Stallone muito exibida na Sessão da Tarde, na Orbe. Ripley provou-se um duelo para qualquer ator, mas Pepper definitivamente foi o mais criticado por interpretá-lo. “Porquê demonstraram os filmes anteriores de Ripley, tudo depende da escolha do elenco, e o talentoso sr. Barry Pepper não é capaz de interpretar o vigarista endiabrado, multíplice e criminoso”, disse a Variety.
“Ripley” (2024)
Direção: Steven Zaillian. Com: Andrew Scott, Dakota Fanning e Johnny Flynn.
Novidade versão do primeiro livro, agora uma vez que série de oito episódios da Netflix, em preto e branco. Zaillian, ganhador do Oscar pelo roteiro de “A Lista de Schindler” (1993), fez a versão mais leal ao texto de Patricia Highsmith. A produção foi bastante elogiada, e Scott conseguiu o feito de ser o mais louvado dos Ripleys posteriormente Delon. “O Tom de Scott é tudo e zero, e fascinante de qualquer maneira”, disse o Guardian.
