Conselho vota impeachment do presidente do São Paulo 15/01/2026

Conselho vota impeachment do presidente do São Paulo – 15/01/2026 – Esporte

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O Recomendação Deliberativo do São Paulo se reúne nesta sexta-feira (16), a partir das 18h30 (de Brasília), para votar o pedido de impeachment do presidente do clube, Julio Casares, 64.

Por decisão liminar da Justiça, a sessão será realizada de forma híbrida, com participação presencial no Salão Sublime do Morumbis e também on-line, em votação secreta. A juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Butantã, entendeu que não havia justificativa para restringir a votação ao formato presencial, uma vez que o regimento do clube prevê a possibilidade de “reunião semipresencial”. A decisão foi interpretada pela oposição porquê uma vitória política.

O São Paulo chegou a entrar com recurso contra a decisão, mas teve o pedido recusado na quarta-feira (14) pela juíza Mônica Rodrigues Dias de Roble, da 1ª Câmara de Recta Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo).

Entre os opositores de Casares havia o temor de que a votação fosse esvaziada, principalmente por ocorrer em período de férias, quando muitos conselheiros estão fora da cidade, além da dificuldade de deslocamento de alguns membros mais idosos.

Ao todo, 254 conselheiros estão aptos a votar. Para que Casares seja semoto do função, são necessários dois terços dos votos (171), conforme estabelece o Regime Social do São Paulo. Ou por outra, é necessário quórum mínimo de 75% dos conselheiros (191) na votação para que a decisão seja validada.

Antes pessimista em relação à possibilidade de atingir esse número, a oposição ganhou crédito nos últimos dias ao ver o presidente perder uma parcela significativa de sua base de escora. Quatro dos seis grupos que formavam a coalizão que levou e sustentava Casares na presidência deixaram a gestão: Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor e Participação —nascente último, a placa do próprio mandatário.

Integrantes desses grupos estimam reunir 128 votos favoráveis ao isolamento. Somados aos votos da oposição, seriam ao menos 182 conselheiros inclinados a concordar o impeachment de Julio Casares.

Harry Massis Junior, 80, vice-presidente do São Paulo e que assumirá o função em caso de isolamento do mandatário, está entre os que votarão pelo impeachment. Mentor vitalício, ele é sócio do clube desde 1964 e já ocupou diversos cargos na diretoria. Empresário, é possuidor do Hotel Massis, na região da Consolação, em São Paulo.

Com o próprio vice transformado em contendedor político, Casares conta hoje com o escora dos grupos Força São Paulo e Movimento São Paulo. Juntos, eles somam 67 conselheiros. Se todos votarem pela ininterrupção do procuração, restariam no supremo 187 votos favoráveis ao impeachment, 16 a mais do que o necessário para subscrever a destituição.

Se o número de votos necessário for atingido, Casares é imediatamente semoto, mas uma câmara universal de sócios ainda deverá ser convocada em até 30 dias para ratificar ou rejeitar a decisão dos conselheiros. Nesse caso, a aprovação acontece por maioria simples —são murado de 50 milénio sócios do clube.

Suspeitas

Casares viu aumentar a manante em prol de seu isolamento diante do progresso de investigações da Polícia Social sobre o recebimento de R$ 1,5 milhão em quantia, além de 35 saques que somam R$ 11 milhões realizados em contas do São Paulo.

“As investigações estão em curso no DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), em sigilo de Justiça, razão pela qual os detalhes são preservados para prometer a autonomia do trabalho policial”, informou a Secretaria da Segurança Pública em nota.

Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam Casares, afirmaram que as movimentações financeiras apontadas em relatório do Coaf “têm origem lícita e legítima, conciliável com a evolução da capacidade financeira” do dirigente.

Eles destacaram que, antes de assumir a presidência do clube, Casares ocupou cargos de subida direção na iniciativa privada, com remuneração elevada, e que a origem dos recursos será esclarecida ao longo das investigações, com apresentação de documentos e declarações fiscais.

O presidente do clube já havia sofrido desgaste prévio no término do ano pretérito, em seguida a divulgação de áudios que indicavam um suposto esquema de venda clandestina de ingressos para um torrinha do Morumbi reservado à presidência em dias de shows.

No início do mês, o juízo consultivo do São Paulo, formado por ex-presidentes do clube e do juízo deliberativo, deu parecer contrário ao impeachment de Casares. No mesmo dia do encontro, todavia, vieram à tona as investigações da Polícia Social sobre as movimentações financeiras suspeitas, o que fez com que o dirigente perdesse escora dentro do Morumbi nos últimos dias.

Folha

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