Convívio com animais e ações educativas ensinam a combater violência

Convívio com animais e ações educativas ensinam a combater violência

Brasil

A violência contra animais gerou um debate no país nas últimas semanas, a partir do espancamento do cão comunitário Ouvido por quatro adolescentes em Florianópolis (SC). A punição dos autores e a banalização da violência estão no núcleo das discussões, assim uma vez que a prevenção, a ressocialização e as medidas educativas. 

Enquanto os quatro jovens de Praia Brava cederam ao impulso da violência e não tiveram empatia com Ouvido e Caramelo, além de se envolverem em outras ações que estão sendo apuradas pela Polícia Social, perspectivas uma vez que a da Teoria do Gavinha tentam explicar o ocorrido. A Sucursal Brasil procurou organizações não governamentais (ONGs) voltadas ao pedestal a animais abandonados ou vítimas de violência e a prefeitura de São Paulo, responsável por um dos maiores programas públicos de adoção e instrução ambiental. O objetivo é saber uma vez que o fomento ao contato e os cuidados podem prevenir e interromper ciclos de violência.


São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Adoção de pets na Morada Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Bicho e a ONG Encontrei um Companheiro – Foto Paulo Pinto/Sucursal Brasil

O instituto Ampara Bicho, que atua há 15 anos promovendo ações de desvelo, discussões públicas e pedestal a abrigos e centros de adoção em todo o país, começará, nos próximos dias, a campanha “Quebre o Gavinha”, que labareda a atenção para a seriedade da violência. A organização secção do pressuposto de que a violência com animais pode ser revérbero de outras às quais o praticante está exposto, sejam direcionadas a si ou a pessoas de seu convívio. Aliás, é um importante indicador da possibilidade de outras violências, principalmente contra grupos mais vulneráveis, uma vez que crianças, mulheres e idosos. 

“Temos que tentar ensinar saindo de uma visão e uma instrução antropocêntricas. A Ampara sempre entendeu que a instrução é o caminho para transformar em melhor a vida dos animais, principalmente quando voltada a crianças e adolescentes. Chamamos de “instrução humanitária em bem-estar bicho” e entendemos uma vez que uma solução para gerar uma sociedade mais empática, com menos violência e com maior reverência”, explicou Rosângela Gerbara, diretora de relações institucionais da Ampara. 

Para Rosângela, essa aproximação tem que ser feita de forma gradual, sempre ensinando a garoto a ser gentil com os animais, a respeitar o tempo e o comportamento de cada espécie, de preferência levando-a para ver os animais na natureza ou em locais que têm relação maior com o envolvente e modos de vida naturais. O desenvolvimento da empatia, defende, requer a interação com animais e ajuda a garoto a entender os sentimentos e as necessidades do outro, o reverência e a reduzir comportamentos de violência e intolerância. 

Quebrar a perspectiva do bicho uma vez que um objeto ou um resultado é outro passo importante. Viviane Pancheri é voluntária há 15 anos na ONG Toca Segura, que cuida de murado de 400 animais em um abrigo no Guará II, no Região Federalista (DF), e em uma unidade maior na cidade do Novo Gama, em Goiás. O Toca desenvolveu por anos uma iniciativa direta em escolas do DF.

“É importante que as crianças tenham a percepção de que os animais sentem susto, orfandade, felicidade, enfim, que são sencientes”, explica.

No abrigo, recebem famílias, que ajudam uma vez que voluntárias, pontualmente ou com maior periodicidade. Lá realizam o que labareda de instrução empática, mostrando ao outro uma vez que o desvelo e a atenção são importantes. A partir daí, trabalham valores e a forma uma vez que as crianças percebem o desvelo, já no convívio com os cães da Toca.


São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Aproximação com animais é importante no combate à violência – Foto Paulo Pinto/Sucursal Brasil

Essa interação é sempre pensada com bastante desvelo, tanto para alojar a garoto quanto para não expor os animais a estresse ou alguma violência.

“Lidamos com animais que já passaram por situações de orfandade e de violência. Alguns passaram privações, outros têm um pouco mais de dificuldade, são mais arredios”, afirma Viviane.

Para promover esses momentos de troca, uma das estratégias que adotaram foi promover pequenos eventos. Entre eles estão os domingos de passeio. Voluntários pegam um bicho e o levam para um passeio. Rápido, breve, mas importante, pois acostuma os animais com a presença humana, os torna mais dóceis e isso ajuda na procura por famílias para adoção. Crianças que atuam nesses eventos também desenvolvem a interação com os animais.

“Um caso que sempre paladar de recontar é o de uma moçoila que começou a nos ajudar aos 15 anos. Ela tinha susto de cachorro e nos procurou para perder esse susto. Não demorou muito e já conseguia fazer uma série de tarefas de desvelo. Hoje é veterinária”, conta, emocionada.

Os voluntários também apoiam as feirinhas de troca, mantendo os animais limpos e hidratados. No Toca, essa função é realizada principalmente por adolescentes. Esse tipo de ação leva a habituar com o trato geral e a valimento que a rotina tem para os animais.

“É parecido com o desvelo com os animais comunitários. O exemplo é importante. Se tem um vizinho ou parente que tem um bicho, é recomendado levar a garoto para conhecê-lo. Ela aprende muito com o exemplo”.

Segundo Viviane, para as crianças maiores e adolescentes existe a questão da responsabilidade. “É trazer esses animais para perto, mostrar a valimento de ter esse desvelo, de forma supervisionada. Não deixar a garoto solta, dizendo olha, isso é falso, isso se faz desse jeito. A supervisão na construção da responsabilidade é muito importante, também para os cães comunitários. Nutrir, por exemplo, os animais na rua é uma ótima maneira. Vê-la oferecer, fazer boas ações e elogiar isso, o que leva à formação de um ser humano melhor”, diz.

Programas públicos 

Com abrigos públicos, a prefeitura de São Paulo tem hoje um núcleo de adoções com centenas de animais, principalmente cães e gatos. O foco do programa municipal de adoções é a promoção da guarda responsável e da instrução ambiental. O espaço recebe grupos escolares, de até 30 crianças, com mediação do contato com os animais e o objetivo de gerar consciência nos pequenos, que agem uma vez que multiplicadores em seus lares.


São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Ações educativas são estratégias para combater violência contra animais, dizem organizações não governamentais – Foto Paulo Pinto/Sucursal Brasil

“A garoto é um agente multiplicador, leva para sua família e sua comunidade informações e o entendimento de uma vez que é importante respeitar os animais”, explica Telma Tavares, da Secretaria Municipal de Saúde, gestora do espaço.

O foco da estratégia é usar a sensibilização, durante as visitas, uma vez que porta de ingressão para as orientações. O projeto, chamado Superguardiões, começou em 2019 e funciona por agendamento. Em 2025 foram mais de 1.900 visitantes, secção deles idosa. A esse programa de portas abertas, se soma outro de visitação devotado aos pequenos que estão em alfabetização. O programa Leituras leva os pequenos a lerem para os cães e gatos do Núcleo Municipal de Adoção.

Segundo Telma, secção das escolas aproveitou e incluiu a iniciativa no processo de letramento: as crianças não somente liam histórias para os animais, mas passaram a saber sua trajetória e a redigir sobre os bichinhos.

“São ações que facilitam a adoção ulterior. Os animais vão se tornando mais dóceis, se acostumando com as visitas. Simples que tomamos o desvelo de selecionar aqueles que não são agressivos, mas esse contato ajuda, inclusive, a conscientizar e educar para práticas sustentáveis”, afirma Telma.


São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/01/2026 - Adoção de Pets  na  Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um Amigo.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Sensibilização é porta de ingressão para combater violência contra animais – Foto Paulo Pinto/Sucursal Brasil

O processo de adoção tem algumas regras de ouro. Essas são algumas, sugeridas por Telma e Viviane:

considerar se todos os membros da família estão de concordância e conscientes das responsabilidades que terão com o bicho;

pensar de forma realista se a família tem condições de cuidar. Não somente em relação à questão material, mas também a ter tempo e condições de adequar a rotina;

refletir se o planejamento de vida da família se adequa à adoção;

planejar, para evitar orfandade e manter cuidados de forma adequada.

Fonte EBC

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