Corinthians vai à final da Copa dos Campeões feminina

Corinthians vai à final da Copa dos Campeões feminina – 28/01/2026 – Esporte

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Com o sofrimento tão considerado por sua torcida, o Corinthians avançou nesta quarta-feira (28) à decisão da primeira Despensa dos Campeões feminina da Fifa. A equipe alvinegra suportou enorme pressão do Gotham FC, dos Estados Unidos, e chegou à vitória por 1 a 0 com um gol de seu grande nome, Gabi Zanotti, já na reta final do confronto.

O duelo foi realizado em Londres, terreno do Corinthian Football Club, o time que serviu de inspiração para os operários que fundaram o Sport Club Corinthians Paulista, em 1910. E a torcida alvinegra marcou presença em bom número no Gtech Community Stadium, na zona oeste da capital inglesa, realizando seu tradicional “poropopó”.

Cantando abraçados, os torcedores ajudaram suas atletas em uma jornada dificílima contra o Gotham, que dominou as ações na maior secção do jogo. E festejaram o gol de Zanotti aos 38 minutos do segundo tempo, que derrubou as campeãs da poderosa liga norte-americana e do campeonato continental das Américas Médio e do Setentrião.

Organizada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), a Despensa dos Campeões feminina segue os moldes da Despensa Intercontinental masculina, que tem um representante de cada continente. Dominantes na América do Sul, as hexacampeãs da Despensa Libertadores mostraram que podem competir com as potências da modalidade.

A decisão está marcada para domingo (1º), às 15h (de Brasília), no Emirates Stadium, com capacidade para mais de 60 milénio espectadores. O rival será definido ainda nesta quarta, no confronto entre o Arsenal, da Inglaterra, vencedor europeu, e o AS FAR, de Marrocos, vencedor africano.

A partida contra o Gotham começou em ritmo rápido, com pressão norte-americana. O Corinthians tinha dificuldade para trespassar do campo de resguardo e sofria com a marcação adiantada do rival, que construiu boas oportunidades nos primeiros 20 minutos. Em uma delas, a goleira Lelê errou passe, e Savannah McCaskill, livre na extensão, chutou muito mal.

Aos poucos, porém, a equipe alvinegra se assentou em campo. Não teve o domínio da posse de globo, mas, quando a controlou no campo de ataque, construiu lances de grande risco, sobretudo com Jaqueline pela direita e Belén Aquino pela esquerda. Em uma globo roubada por Aquino, Andressa Alves recebeu de Gabi Zanotti e só não marcou porque foi travada no último momento.

Depois o pausa, repetiu-se o cenário da lanço inicial, com domínio do Gotham e problemas na saída alvinegra. A formação norte-americana esteve muito perto do gol aos oito minutos, quando Midge Purce levou vantagem sobre Tamires e cruzou por plebeu. Katie Stengel, na pequena extensão, desviou mal.

Diferentemente do que ocorrera no primeiro tempo, o Corinthians não equilibrou as ações posteriormente o aperto dos primeiros minutos. Nem mesmo as alterações do técnico Lucas Piccinato mudaram um cenário de pressão do time dos Estados Unidos, que se mantinha no ataque o tempo todo, embora tivesse dificuldade para finalizar.

Aos 38, no entanto, a formação alvinegra conseguiu rara saída, em passe inteligente de Gabi Zanotti para Ivana Fuso. A globo acabou chegando a Tamires, que fez intercepção. A zaga falhou, e Zanotti dominou no peito, antes de finalizar de pé esquerdo. Não era um pontapé indefensável, porém Ann-Katrin Berger não conseguiu segurar.

A partir daí, o Corinthians se fechou de vez e resistiu uma vez que pôde. A confusa árbitra sueca Tess Olofsson levou as alvinegras à loucura com inexplicáveis 13 minutos de acréscimo. Ela chegou a apitar aos 53, pois havia prometido oito minutos extras. Logo, pegou a globo e avisou que seriam mais dois, por um atendimento médico. E foram mais cinco.

No último lance, Tamires teve de cometer Khyah Harper a um passo da extensão –na reclamação, o facilitar Breno Basso foi expulso. Jaedyn Shaw bateu para fora, e a Leal pôde finalmente explodir com a classificação para a grande final, que tem tudo para ser um duelo ainda maior, provavelmente contra o Arsenal, na morada do Arsenal.

Terminado o duro duelo com o Gotham, as “Brabas”, uma vez que são chamadas as atletas do Corinthians, foram até a torcida para o tradicional gesto de celebração das vitórias significativas, juntando-se a ela no “poropopó”. Campeãs de tudo em São Paulo, no Brasil e na América do Sul, elas agora brigarão por um título mundial.

Folha

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