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A recente vaga de demissões na Microsoft, que atingiu mais de 9.000 funcionários, gerou dúvidas sobre o porvir da Xbox. Apesar de não ter sido o único setor da empresa atingido, a superfície de games foi uma das mais impactadas pelos cortes.
Além dos profissionais que perderam seus empregos, estúdios foram fechados ou reduziram de tamanho, e jogos esperados há anos pelos fãs foram cancelados. São os casos, por exemplo, do reboot de “Perfect Dark”, que estava em desenvolvimento pelo agora finado The Initiative, e “Everwild”, que seria o novo projeto da Rare (de “Sea of Thieves”).
Em mensagem enviada aos funcionários e revelada pelo site IGN, o superintendente da Xbox, Phil Spencer, afirmou que, apesar dos bons números apresentados pela empresa em seus balanços, as demissões seriam necessárias para o propagação no porvir.
“Devemos fazer escolhas agora para prometer o sucesso contínuo nos próximos anos, e uma segmento fundamental dessa estratégia é ter disciplina para priorizar as oportunidades mais promissoras”, afirmou.
Essa não foi a primeira decisão controversa, ainda que comercialmente justificável, que a Microsoft toma em relação ao mercado de games.
Pelo menos desde a peroração da compra da Activision Blizzard por US$ 75 bilhões (R$ 380 bilhões) —o maior negócio da história da indústria de games—, a empresa vem mudando sua forma de atuação e se assemelha cada vez mais a uma publicadora.
A superfície de hardware, representada pelos consoles Xbox Series X e S, vem perdendo protagonismo para o serviço de assinatura Xbox Game Pass. Ao mesmo tempo, a empresa deixa de lado a política de exclusividade para o console, com algumas de suas principais franquias chegando ao rival PlayStation 5, casos de “Forza” e “Gears of War”.
Ao juntar todos esses fatores, alguns analistas chegaram a legislar a morte da Xbox —pelo menos da forma uma vez que a conhecemos.
“O projeto Xbox fracassou. E, uma vez que resultado, a Xbox agora é uma publicadora de jogos. Uma que possui um console e um serviço de assinatura, mas ainda assim uma publicadora”, afirmou o jornalista Christopher Dring, em sua newsletter The Game Business.
Ele aponta uma vez que principal motivo para o colapso da marca a incapacidade da Microsoft em fazer seus principais lançamentos alcançarem os resultados almejados. “Você pode ter a melhor estratégia do mundo, mas, se não conseguir lançar jogos de sucesso, ela não vale zero.”
Posteriormente a compra de tantos estúdios cheios de talentos e com supimpa histórico de sucessos, a dificuldade para gerar grandes games não pode ser explicada por incapacidade técnica. O que se desenha é um problema mais profundo, que envolve inabilidade administrativa e a proeminência do Game Pass na estratégia da Microsoft.
Joost van Dreunen, consultor técnico no mercado de games, cita em sua newsletter o pequeno impacto de jogos uma vez que “Doom: The Dark Ages”. Ele lembra que o indumento de o Game Pass disponibilizar esses jogos para os assinantes desde o lançamento, sem dispêndio extra, acaba diluindo a sensação de novidade e reduz o impacto que a franquia poderia depreender.
“Enquanto concorrentes uma vez que a Nintendo tratam seus jogos uma vez que eventos culturais, a Xbox apostou na comoditização, confiando em inovação na distribuição sem escoltar com a mesma qualidade de teor”, afirmou.
“Sob essa perspectiva, as demissões não são exclusivamente uma questão de ajuste —são uma recepção de meandro criativo e estratégico.”
Nesse caso, o problema não é só da Microsoft. Se o padrão de negócios da empresa for realmente insustentável —apesar de a Xbox manifestar repetidas vezes que esse não é o caso—, os impactos para a indústria uma vez que um todo poderiam ser nefastos.
Em uma discussão no X, Raphael Colantonio, fundador da Arkane Studios (hoje da Microsoft), indica que a vaga de demissões serve uma vez que alerta para todo o ecossistema de games.
“É um padrão insustentável que vem prejudicando cada vez mais a indústria há uma dez, sustentado pelo ‘quantia infinito’ da Microsoft, mas, em qualquer momento, a veras vai desancar. Não acredito que o Game Pass possa coexistir com outros modelos: ou ele mata todo mundo, ou acaba”, afirmou.
Posteriormente a indústria de games perder o posto de direcção predilecto dos investimentos no setor de tecnologia para as ferramentas de lucidez sintético, era de se esperar qualquer reajuste no mercado. Ainda mais no caso de uma empresa que vem apostando pesadamente nessa tecnologia.
É cedo para manifestar que a Microsoft está em vias de fechar seu investimento em games, mas está muito simples que a Xbox passa por mudanças profundas. Mesmo que permaneça uma vez que uma peça importante do setor, é difícil imaginar que ela supere competidores uma vez que Valve, Sony e Nintendo se mantiver esse caminho.
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dica de game, novo ou macróbio, para você testar
Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4
(PC, PlayStation 4/5, Xbox One/X/S, Switch 1/2)
Falando em Xbox Game Pass, chegou na última semana à plataforma o novo remake da série “Tony Hawk’s Pro Skater”. O game, que traz versões remasterizadas dos skatistas e níveis do terceiro e quarto jogos da série, conta com algumas novidades importantes para os brasileiros, uma vez que a inclusão da medalhista olímpica Rayssa Leal entre os personagens jogáveis. Não são os meus jogos favoritos da série (os dois primeiros têm um lugar guardado no meu coração), ainda assim a remasterização dá um banho de nostalgia para quem viveu o auge da franquia.
O jornalista recebeu uma traslado do jogo com aproximação antecipado para teste.
Update
novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa
- O movimento de consumidores Stop Killing Games conseguiu mais de 1,3 milhão de assinaturas na Europa em um requerimento cobrando das autoridades locais a geração de uma lei que impeça que jogos fiquem inacessíveis para seus compradores por decisão unilateral da publicadora de desligar os servidores.
- O sucesso do requerimento gerou uma resposta da associação que representa as principais publishers do continente. A Video Games Europe afirmou que a decisão de interromper serviços online é “multifacetada” e que, em muitos casos, seria impossível reproduzir o jogo em modo offline, resultando em um dispêndio de manutenção proibitivo.
- Os membros do sindicato SAG-AFTRA, que representa atores que trabalham na indústria de games, aprovaram com 95,04% dos votos o consonância sindical para fechar uma longa greve iniciada em setembro de 2023. O novo consonância inclui aumento de salários e proteções extras contra o uso indiscriminado de réplicas dos atores criadas com IA.
- A Valve bloqueou uma modificação do jogo “Mount and Blade: Warband” na Coreia do Sul a pedido do governo do país. Segundo o comitê de classificação indicativa coreano, a modificação teria distorcido fatos históricos sobre o Massacre de Gwangju de 1980, representando pessoas que protestavam contra a ditadura militar uma vez que criminosos violentos.
- Desenvolvedores que venderam jogos na Steam nos últimos sete anos estão recebendo emails convidando-os a participar de uma ação coletiva autorizada pela Justiça dos EUA por supostas práticas anticoncorrenciais da Valve, afirmou o site Fix Gaming. No processo, a empresa é acusada de impor cláusulas abusivas contra desenvolvedores independentes.
- Posteriormente perder seu contrato com a Microsoft, a Romero Games —desenvolvedora de John Romero, um dos criadores da série “Doom”— desmentiu as notícias de que estaria fechando suas portas. Em post nas redes sociais, a empresa afirmou que foi procurada por diversas publishers para finalizar o jogo que estão desenvolvendo no momento.
- A Nintendo encerrará em 30 de janeiro de 2026 seu programa de vouchers para jogos de Switch. O mercê permite que assinantes do Nintendo Switch Online comprem por R$ 579 dois vouchers para jogos selecionados (incluindo alguns dos principais lançamentos da empresa). Dependendo dos títulos escolhidos, o desconto que pode chegar a R$ 170.
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games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena
16.jul
“Gaucho and the Grassland” (jogo brasiliano) (PC)
“Hunter x Hunter: Nen x Impact” (PC, PS 5, Switch)
“Worship” (PC)
17.jul
“Donkey Kong Bananza” (Switch 2)
“RoboCop: Rogue City – Unfinished Business” (PC, PS 5, Xbox X/S)
“Shadow Labyrinth” (PC, PS 5, Xbox X/S, Switch 1/2)
“The Drifter” (PC, Switch)
“The Wandering Village” (PC, PS 4/5, Xbox One/X/S, Switch)
21.jul
“The King Is Watching” (PC)
22.jul
“Hell Clock” (jogo brasiliano) (PC)
“Luto” (PC, PS 5, Xbox X/S)
“Monument Valley 3” (PS 4/5, Xbox One/X/S, Switch)
“Wildgate” (PC, PS 5, Xbox X/S)
