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Jogos de façanha do tipo “mostrar e clicar” são importantes desde os anos 1980. Os anos 2000 trouxeram novas formas de explorar o gênero, chegando a “Dispatch”, que representa uma oxigenação para o estilo de jogo, focando escolhas narrativas.
O novo título promiscuidade a febre por grandes eventos e histórias de super-herói com uma participação ativa em um resultado serializado, no qual a transformação e evolução da trama são componentes centrais de sua proposta.
Anunciado na premiação do The Game Awards de 2024, o jogo foi lançado em 22 de outubro deste ano e superou a projeção de vendas para um período de três anos em duas semanas, com a marca de um milhão de cópias vendidas.
Aventuras “point and click” ocuparam espaço importante no mercado de jogos na dezena de 1980 com a franquia “King’s Quest” e na dezena de 1990 com lançamentos da LucasArts, uma vez que “Full Throttle”, de 1995, e a franquia “Monkey Island”.
A partir dos anos 2000, a Telltale Games, que faliu em 2018, reformulou o gênero com projetos episódicos focados em desdobramentos narrativos a partir das escolhas dos jogadores. É nesse tipo de jogatina que entra “Dispatch”.
O jogo é o primeiro lançamento da AdHoc Studios, formada por ex-funcionários da Telltale, Ubisoft e Night School Studio. E a aposta foi certeira. O que parece inicialmente um pastiche de fábulas super-heróicas, pouco a pouco desvela um universo rico e com margem para aprofundamento.
É uma trama original que homenageia o legado dos super-heróis. Possui diálogos bem-humorados e cativantes, personagens com profundidade, além de relações críveis e comoventes.
Em um mundo em que habilidades sobre-humanas uma vez que voar ou permanecer invisível são triviais, a lente pela qual vivenciamos nascente universo é a de Robert Robertson III, o Mecha-Man, super-herói protetor de Los Angeles. Ele é um humano geral em meio ao caos da superpotência.
Depois um embate em que seu traje mecânico é destruído, o herói é forçado à aposentadoria e se vê recluso a um trabalho burocrático uma vez que coordenador (dispatcher, daí o nome do jogo) de uma equipe de heróis formada por ex-vilões reabilitados.
Histórias de super-herói em qualquer formato, via de regra, funcionam por sua natureza fragmentada, episódica –aquela passividade com que se espera pelo desdobramento de um determinado evento ou direcção de um personagem deixado em destapado em um momento último.
E a trama já começa com esta sensação de “quero mais”, nos colocando no controle de um herói lendário momentos antes de sua ruinoso. E portanto fica a pergunta: “O que será daqui para frente?”
Enquanto conhecemos o protagonista, não espere espaço para explorar ou controlar o personagem. A jogabilidade alterna entre momentos de escolha que implicam no desenvolvimento da jornada e um simulador de gerenciamento de heróis, atendendo chamados e designando heróis apropriados para mourejar com problemas por Los Angeles. Apesar de tanger tedioso, é jocoso.
É um jogo de história. Sem nenhuma grande mecânica a ser dominada, o título propõe a submersão na proposta do jogo. As possibilidades de escolha em momentos determinados contribuem à forma uma vez que os personagens se relacionarão entre si, e uma vez que diálogos se desenrolarão até eventos que, de veste, levam a conclusões variadas da trama.
O elenco é um show à secção. Todas as interpretações esbanjam carisma e superioridade, mas destacam-se Aaron Paul, o Jesse Pinkman de Breaking Bad, interpretando o protagonista Robert Robertson III, Jeffrey Wright, o Comissário Gordon de The Batman (2022), uma vez que Chase, um super-herói jubilado e espécie de mentor para Robert, e Laura Bailey, dubladora de Abby em “The Last of Us Part II”, uma vez que Invisiva, uma das ex-vilãs que integra a equipe principal.
Os episódios, lançados aos pares semanalmente, geraram expectativa. Eram curtos —mais ou menos 1h30 de jogatina por incidente—, mas tornaram verosímil a aproximação do game à experiência de escoltar uma série: semana a semana, retorna-se àquele universo para ver intrigas, romances e mistérios se desenrolarem.
Próximo do lançamento dos episódios finais em 12 de novembro, Pierre Shorette, um dos cofundadores da AdHoc, disse em suas redes que a equipe deve “ao menos cogitar uma segunda temporada” para o jogo, oferecido seu sucesso.
Play
dica de game, novo ou macróbio, para você testar
Bicho Crossing: New Horizons
(Nintendo Switch)
Para muitos, 2025 foi um ano provocador e complicado. Quando queremos fugir para outra veras, de diversão e envolvente pacífico, é plenamente verosímil percorrer para nascente jogo. A série segue a mesma fórmula desde o lançamento: personagens cativantes, narrativa tranquila, fainas interessantes no evoluir da jogatina e uma relação de conexão do jogador com os personagens. Neste game, que completa cinco anos, a mecânica de jogo é lapidada e a capacidade de geração, ampliada. Uma franquia Nintendo digna de horas de jogo tanto para crianças quanto para adultos.
Update
novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa
- Ari Gibson e William Pellen, co-diretores da Team Cherry, afirmaram em entrevista à ACMI (Meio Australiano da Imagem em Movimento, em tradução livre) que o estúdio ainda não iniciou os trabalhos para um novo jogo na série “Hollow Knight”. Eles, entretanto, disseram ter deliberado que priorizarão novas histórias individuais em vez de retomar universos já existentes em games futuros. “Se qualquer dia houver outros [jogos da série ‘Hollow Knight’], esperamos que eles sigam o mesmo padrão —e que a série seja toda de games que só convivem uns com os outros”, explicou Gibson.
- A Ubisoft obteve aumento nas receitas e confirmou investimento de US$ 1,25 bilhão (tapume de R$ 6,73 bilhões), conforme divulgado no resultado financeiro da primeira metade do ano fiscal de 2025 a 2026, na última sexta-feira (21). Com o aporte, a desenvolvedora estabeleceu a Vantage Studios, subsidiária que cuidará das franquias “Assassin’s Creed”, “Far Cry” e “Tom Clancy’s: Rainbow Six Siege”. A empresa fechou a primeira metade do ano fiscal com receita de US$ 490,9 milhões (aproximadamente R$ 2,6 bilhões), supra da expectativa de US4 450 milhões (quase R$ 2,4 bilhões).
- O jogo “F1” não terá uma edição própria para o ano que vem, confirmou a EA (Electronic Arts) na última terça-feira (18). Em vez de um título separado, a empresa decidiu transformar a temporada de 2026 em uma expansão paga do “F1 2025”, último lançamento. Segundo nota da desenvolvedora, o game volta a ter um lançamento próprio em 2027, posteriormente mudanças estuturais no game, buscando proporcionar uma experiência novidade aos jogadores.
- A Microsoft anunciou, na última quarta-feira (19), investimentos de expansão em infraestrutura de servidores em nuvem na América do Sul. O entrada sob demanda dos jogos possibilitou a expansão do aplicativo Xbox para mais televisões e dispositivos de TV inteligente no Brasil, e o objetivo é torná-lo mais rápido. Agora é verosímil jogar em TVs da LG e no Amazon Fire TV sem a urgência de um console, unicamente com controle comportável. Segundo a companhia americana, seus estudos internos indicam que um a cada três jogadores brasileiros utiliza serviços de nuvem diariamente para jogar.
- Unity e Epic Games anunciaram, na última quarta, uma parceria para que os desenvolvedores da mecânica de jogos possam levar seus títulos ao “Fortnite”. Ambas as publicadores pretendem ampliar o game de tiro e transformá-lo em um metaverso. O novo conformidade também prevê vender, na plataforma de conteúdos gerenciada pela Unity, os produtos da Epic, produzidos na mecânica Unreal Engine. As duas empresas prometem maior buscar um porvir destapado e interoperável para os videogames.
Download
games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena
24.nov
“Constance” (PC)
“Of Ash and Steel” (PC)
“Primal Fray” (Nintendo Switch, PC, PS5, Xbox Series X|S)
“Solo Leveling: ARISE OVERDRIVE” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
25.nov
“A.I.L.A.” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
“Kill It With Fire 2” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
“Project Motor Racing” (PC, PS5, Xbox Series X|S)
“TORMENTOR” (PC)
26.nov
“Cowboy Life Simulator” (PC)
“Schildmaid MX” (Nintendo Swtich, Switch 2, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
“Terminator 2D: No Fate” (Nintendo Swtich, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
27.nov
“Hail to the Rainbow” (PC)
“Street Racer Collection” (Nintendo Swtich, PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S)
28.nov
“Augment Protocol” (PC)
