Do Oscar a Lady Gaga no Rio: os grandes marcos

Do Oscar a Lady Gaga no Rio: os grandes marcos da cultura em 2025

Celebridades Cultura

Do cinema brasílico aos artefatos do Egito Velho, 2025 trouxe diversos frutos aos amantes da arte e da cultura. No Brasil, o ano ficará marcado na memória pelo primeiro Oscar levado para moradia, depois de uma campanha intensa que contagiou multidões.
A nível internacional, também alguns dos escritores mais amados do público voltaram às livrarias, matando a impaciência dos fãs, ou estrearam no formato dos romances.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de perdão
Houve também perdas, com pelo menos dois museus tendo valiosas obras de arte roubadas. E de emocionadas despedidas provocadas pela morte de grandes nomes conhecidos entre os brasileiros ou no mundo todo.
Relembre uma seleção de acontecimentos que marcaram a cultura neste ano.
Veja os vídeos em subida no g1
Veja os vídeos que estão em subida no g1
“Ainda Estou Cá”
“Ainda Estou Cá”, Walter Salles, levou primeiro Oscar para o cinema brasílico
Jordan Strauss/Invision/AP/dpa via DW
Situado na ditadura militar brasileira, Ainda Estou Cá ganhou Oscar de melhor filme internacional em março, um feito inédito para o país. O Brasil havia sido indicado cinco vezes, incluindo a edição de 2025.
A obra concorreu com o dinamarquês A Pequena da Agulha, o francesismo Emilia Pérez, o teutónico A Semente do Fruto Sagrado e a obra da Letônia Flow, que venceu por melhor filme de animação.
Também indicado a melhor filme, Ainda Estou Cá não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. Nem Fernanda Torres, a protagonista do longa, ficou com a estatueta de melhor atriz.
Mais do cinema brasílico
“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, se destacou internacionalmente falar sobre etarismo numa produção com rosto brasileira
Guillermo Garza / Desvia via DW
Outras produções brasileiras brilharam mundo afora. Dentre elas, destacou-se O Último Azul, filme brasílico dirigido por Gabriel Mascaro, que conquistou em fevereiro o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento.
Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês Drommer, de Dag Johan Haugerud. O festival destacou a inconstância do cinema pátrio, com 13 produções brasileiras.
Em novembro, foi a vez de O Agente Secreto ocupar as telas, com estreia simultânea em Brasil, Alemanha e Portugal. O filme já foi indicado ao Orbe de Ouro 2026, além de ser a aposta do Brasil no próximo Oscar.
Pré-lançamento de O Agente Secreto em Berlim, em outubro, teve recta a passistas de frevo
Martin Diepold/Port au Prince via DW
Lady Gaga no Rio
Show de Lady Gaga foi marco para brasileiros e também na curso da cantora
Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images via DW
Depois da excitação com Ainda Estou Cá, o Brasil se mobilizou com um histórico show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Mais de 2 milhões de pessoas assistiram à cantora, segundo a prefeitura carioca. Foi o maior público da curso de Lady Gaga, com a presença de pessoas de todas as partes do Brasil.
“Sinto-me sortuda, orgulhosa e profundamente grata. Nesta noite, nós estamos fazendo história”, disse a cantora. Os brasileiros esperavam pelos últimos oito anos por uma apresentação sua, depois que ela teve que cancelar sua participação no Rock in Rio de 2017 por problemas de saúde.
Ateneu Brasileira de Letras
Pela primeira vez em seus 128 anos, a Ateneu Brasileira de Letras incluiu uma mulher negra entre seus imortais. Ana Maria Gonçalves, autora do romance histórico Um defeito de cor, passou a ocupar uma cadeira na instituição fundada em 1897.
Ana Maria Gonçalves rompeu barreiras ao se tornar imortal da Ateneu Brasileira de Letras
Tânia Rêgo/Filial Brasil via DW
No seu exposição de celebração, ela agradeceu à sua ancestralidade, “natividade inexaurível de conforto, fé, paciência e sabedoria.” A escritora disputou a posição com outros 11 intelectuais, tendo obtido 30 de 31 votos.
Também roteirista e dramaturga, a agora imortal levanta debates raciais pelas suas obras. Ela ocupa a cadeira de número 33, antes pertencente ao filólogo Evanildo Bechara.
A volta de gigantes
Posteriormente vários anos desde sua última obra, o popular repórter britânico Ken Follett voltou em setembro às livrarias com Círculo dos Dias. O romance heróico, ambientado há 4,5 milénio anos, gira em torno do esfíngico caso de Stonehenge, sobre vidas humanas por trás da construção do icônico monumento neolítico localizado no sul da Inglaterra.
Poucos dias depois, Dan Brown também retornou às livrarias com O Sigilo Final. A novidade entrega de sua saga mais famosa, protagonizada por Robert Langdon, coloca o perito em simbologia em uma trama repleta de enigmas e reviravoltas na cidade de Praga.
Roubos a museus
Num dos episódios mais sombrios da sua história, o Museu do Louvre foi assaltado em plena luz do dia. Em 19 de outubro, ladrões encapuzados roubaram oito peças que pertenceram à Grinalda francesa, com valor estimado em 88 milhões de euros (tapume de R$ 582 milhões).
Roubo cinematográfico do Louvre gerou crise de imagem para o museu
Florian Poitout/ABACA/picture alliance via DW
O caso colocou a segurança do museu sob possante questionamento, gerando uma crise de imagem. Os itens roubados continuam desaparecidos.
Depois, em dezembro, dois homens roubaram treze obras de arte na Livraria Mário de Andrade, em São Paulo. Foram fim do violação oito gravuras do artista francesismo Henri Matisse e cinco do pintor brasílico Candido Portinari.
As gravuras faziam secção de uma exposição iniciada em outubro deste ano e voltada à arte modernista das décadas de 1940 e 1950, uma parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
A Polícia Social iniciou no mesmo dia as investigações, tendo divulgado o retrato dos dois suspeitos pelo mais recente assalto às instituições culturais de São Paulo. Três suspeitos já foram presos.
Grande Museu do Egito
Posteriormente vinte anos de obras e inúmeros atrasos, o Grande Museu Egípcio abriu suas portas em 2025. Trata-se de um enorme multíplice de 500 milénio metros quadrados que exibe mais de 100 milénio peças. Por elas, contam-se 7 milénio anos de história, desde o Egito pré-dinástico até o período greco-romano.
Aguardado há décadas, Grande Museu do Egito reúne vasta coleção em arquitetura suntuosa
Stefanie Schenker/Foto, Stefani/picture alliance via DW
O grande destaque da exposição permanente é a coleção completa do faraó Tutancâmon, que inclui mais de 5 milénio artefatos recuperados de sua tumba que serão expostos pela primeira vez, além de sua lendária máscara funerária de ouro.
Outro item da coleção é o paquete funerário de 42 metros de comprimento e mais de 4 milénio anos do faraó Quéops, também espargido porquê paquete de Khufu, a maior e mais antiga embarcação de madeira encontrada no Egito.
Recordes nos leilões
O Retrato de Elisabeth Lederer, do pintor Gustav Klimt, foi leiloado em Novidade York por 236 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,3 trilhão), tornando-se a mais rosto obra de arte moderna.
A peça havia sido confiscada pelos nazistas antes de ser recuperada pela família da protagonista, que era cliente do pintor, e finalmente adquirida pelo fruto da empresária Estée Lauder na dez de 1980.
Já o autorretrato surrealista El Sueño (La leito), da pintora mexicana Frida Kahlo, tornou-se em novembro a obra mais rosto de autoria de uma mulher. O quadro foi leiloado por 54,7 milhões de dólares na moradia Sotheby’s de Novidade York.
Quadro de Frida Kahlo fez história no mundo dos leilões em 2025
Nancy Kaszerman/ZUMA/IMAGO via DW
Kahlo superou assim a americana Georgia O’Keeffe, cuja obra Jimson Weed/White Flower No 1 havia sido vendida em 2014 por 44,4 milhões de dólares.
Despedidas
O ano que se fecha em breve foi de despedidas que tocaram no coração dos brasileiros.
Em 20 de julho, o país perdeu a cantora Preta Gil. Aos 50 anos, ela lutava contra um cancro no tripa ao longo dos dois anos anteriores. A sua morte foi recebida com grande comoção do público e da classe artística.
Morte de Preta Gil gerou comoção ao volta do Brasil em 2025
Leandro Chemalle/TheNEWS2/ZUMA/picture alliance via DW
Morreu também em maio o fotógrafo Sebastião Salso, espargido mundialmente por décadas de trabalho sensível em contextos altamente desafiadores.
Outros nomes da cultura brasileira que morreram neste ano incluem Angela Roro, Arlindo Cruz, Bira Presidente, Cacá Diegues, Francisco Cuoco, Hermeto Pascoal, Lô Borges, Luís Fernando Veríssimo e Nana Caymmi, entre outros.
Fora do país, o mundo perdeu, dentre vários nomes mais, o cineasta David Lynch, os atores Udo Kier, Diane Keaton e Robert Redford e o cantor e compositor Ozzy Osbourne.
“Ainda Estou Cá” ganhou Oscar de melhor filme internacional
Capital Pictures/IMAGO via DW

Fonte G1

Tagged

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *