'downton abbey: o grande final' derrapa com roteiro fraco

‘Downton Abbey: O Grande Final’ derrapa com roteiro fraco – 12/09/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Há duas maneiras diferentes de estimar “Downton Abbey: O Grande Final”, filme que fecha uma trilogia no cinema que retomou a série britânica que encantou uma legião de fãs em seis temporadas, de 2010 a 2015.

Para os admiradores fiéis de uma história contada com cenários deslumbrantes, figurinos elegantes e diálogos com a imbatível fardo de desfaçatez e ironia que os autores ingleses dominam tão muito, é mais uma chance de apreciar seus personagens favoritos por mais duas horas.

Quem não é tão fã da produção tem chance de observar que os três filmes para cinema não avançaram em zero na narrativa da série. O teor é totalmente mais do mesmo, e aí a chance de faturar mais um pouco com o título pode simbolizar um atitude caça-níqueis.

Em reverência às multidões que tratam “Downton Abbey” com muito carinho, é provável deixar de lado a questão de ampliar a bilheteria e focar naquilo que a tela grande oferece para o fechamento da jornada da família Crawley, que chega agora à dezena de 1930.

O filme não é zero didático para quem não conhece a saga, e quem está nessa exigência nem deve comprar o ingresso. Robert Crawley, diante dos tempos modernos, deve deixar o comando da família diante das novas características no mundo dos negócios e das relações políticas. Mas assumir o lugar do pai não vai ser fácil para Lady Mary.

O jornalista britânico Julian Fellows, roteirista da série, já criou alguns arcos narrativos muito atraentes, esbanjando diálogos elegantes e ferinos que compõem histórias que são retratos das tensões entre fidalguia e classes trabalhadoras.

No entanto, talvez isso que é anunciado porquê “grande finale” da saga poderia ter um mote mais interessante do que as agruras de Lady Mary ao tomar as rédeas de Downton Abbey. Ela e Lorde Talbot se divorciaram, em mais um escândalo para essa família tão acostumada a eles.

Expulsa de festas e compromissos sociais, ela sente porquê a sociedade da era se recusa a estar na mesma sala com uma mulher divorciada. Para uma série que surpreendeu incessantemente sua audiência com tramas vigorosas e carregadas de tensão, parece coisa de uma romance antiga.

Se no quesito roteiro o filme dá uma derrapada, a ambientação é impecável em todos os detalhes. Para os fãs de carteirinha, é quase um check-list de recordações do dia a dia na grande mansão. Porquê sempre, o trabalho dos empregados é uma atração irresistível.

Muito do charme irresistível da série vem dessa repetição de esmero e dedicação de todos. E das conversas afiadas dos Crawley. Por isso, é provável questionar se o formato de longa-metragem é adequado para desenvolver novos desdobramentos da história de “Downton Abbey”.

Porque é inegável que o grande talento do responsável é uma lenta construção de um pintura repleto de detalhes saborosos, que se forma em muitas relações interligando seus personagens. Um filme parece pouco para ele produzir um enredo de prelúdios, meio e término.

Mesmo considerando os filmes para o cinema porquê uma trilogia conectada, com “Downton Abbey: O Filme” (2019) e “Downton Abbey: Uma Novidade Era” (2022), a coisa toda parece feita exclusivamente para provocar recordações da série e zero mais.

Resta a cada ator aproveitar todas as cenas que o roteiro oferece para deixar a marca de seu personagem. Nesse vista, a falta irreparável recai sobre Maggie Smith, que morreu no ano pretérito, aos 89 anos. Ela interpretava Violet.

Mãe de Robert Crawley, a personagem representa a velha fidalguia, conhecendo profundamente tradições, títulos e convenções sociais. Lady Mary sente a falta da orientação de Violet, espirituosa e irônica, com suas tiradas mordazes que equilibram um fervor conservador e uma perceptibilidade afiada. Ao longo da série, Violet encarna a tensão entre pretérito e modernidade.

Sem ela, provavelmente a predileção dos fãs que assistem a levante último filme é dirigida a Mr. Carson, o mordomo que é superintendente dos empregados de Downton Abbey. O ator Jim Carter criou um tipo inolvidável, guardião leal da fidalguia e também figura protetora dos seus subordinados.

Levante e outros personagens memoráveis se despedem num filme que preserva muitas qualidades encantadoras da série. Um roteiro melhorzinho seria a cereja do bolo.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *