Anitta grava meditações guiadas e reflete sobre ‘desequilíbrio’ na curso
Quem acompanha Anitta sabe que ela está mais “zen”. Agora, a cantora empresta a sua voz para uma série de meditações guiadas para o livro “Musculatura da Espírito”, da cosmoterapeuta Max Tovar. Lançada em novembro, a publicação acompanha um QR Code para ouvir os áudios da artista.
“Seja bem-vindo à sua jornada de fortalecimento interno. Juntos, vamos explorar o poder do esforço consciente e o desapego do que limita o seu caminho”, diz a cantora em um dos áudios.
É dela, também, o prefácio do livro. Nele, Anitta (aliás, Larissa, que é quem assina o texto) diz que vem repensando algumas atitudes na vida. Ela diz que aprendeu a mourejar com arrogância, julgamentos e que “todos somos também especiais no mundo”.
“Eu, que antes era obcecada por resultados, querendo saber logo o que há do outro lado, agora levo a vida com mais calma. (…) Me vi na cilada da arrogância de quem exclusivamente começava um caminho, mas me acreditava superior”.
É uma baita mudança para quem costuma usar a voz para letras sexuais — e ficou conhecida por sua anseio e personalidade potente. Por isso, preocupou alguns fãs, já que Anitta, a cantora, ficou mais ausente no quesito de lançamentos em 2025.
Mas ao g1, em entrevista por e-mail, ela garante que a “funkstar” não foi deixada de lado — e que esse trabalho “não é artístico”. Veja o que Anitta disse sobre esse projeto “zen”:
Anitta grava meditações guiadas para o livro ‘Musculatura da Espírito’, de Max Tovar
Divulgação
g1 – Porquê você concilia a Anitta funkstar e a “zen”? As duas coexistem, ou uma tem que dar lugar à outra?
Anitta: Eu venho aprendendo a lastrar tudo cada vez melhor. Agora, estou falando mais sobre espiritualidade e o poder que encontramos no autoconhecimento por meio das meditações que narrei para o livro. Daqui a pouco tem EP de carnaval saindo e vou viajar pelo país com os “Ensaios”, um projeto que adoro!
Inclusive, para dar conta da maratona de shows, eu recorro aos meus mantras e às próprias meditações, além da preparação física, evidente. Tudo o que faço hoje tem um proporção maior de presença e consciência.
g1 – Alguns fãs estranharam o proclamação dessas meditações guiadas, porquê se fosse um rumo de curso totalmente dissemelhante. O que você pensa sobre isso?
Anitta: Os meus fãs são maravilhosos e super preocupados comigo. Mas as meditações são feitas pela Larissa. Não é um trabalho artístico. Existe um outro lado meu que se interessa em buscar e saber mais sobre mim mesma.
g1 – Você é conhecida por ser muito estratégica e inteligente com a sua curso e tem muita coisa da vida da Larissa que você escolhe não compartilhar. Logo, por que você quis trazer a relação com a Max e com a espiritualidade para a sua imagem pública também? Porquê foi esse processo de decisão?
Anitta: A minha jornada de autoconhecimento tem sido extremamente transformadora, principalmente em relação ao processo de maduração. Hoje, eu me sinto confortável e segura para mostrar esses dois lados.
Max Tovar e Anitta produzem série de meditações guiadas para o livro ‘Musculatura da Espírito’, da cosmoterapeuta
Divulgação
A minha intenção com “Musculatura da Espírito” foi tentar fazer com que os aprendizados que eu tive pudessem chegar a mais pessoas. Simples que requer tempo e dedicação, mas vale muito a pena. Não quero proferir que a minha vida agora é um paraíso. Não é isso. Os dias difíceis existem, mas são encarados de outra forma, com mais leveza e munificência.
g1 – No prefácio, você fala muito do tema de arrogância e julgamento. Por que esses temas ressoaram tanto com você?
Anitta: Acho que vem muito de um momento em que a minha curso era tudo que importava. Era porquê se não existisse mais zero. E por conta disso, eu me sobrecarreguei, me desequilibrei e a minha saúde pediu socorro.
Quando a gente vive dessa maneira, se torna muito difícil enxergar o que realmente importa. Tudo é urgente, tudo é para ontem, tudo é alguma coisa. Isso te prende em certos jeitos de fazer as coisas que você nem percebe. A gente começa a entrar em um ciclo de frustração, raiva e culpa que não faz muito a nós mesmos e a quem está ao nosso volta.
g1 – Você teve qualquer aprendizagem técnico, sobre voz e gravação, ao gravar as meditações guiadas? Um pouco que queira levar para a música?
Anitta: Esse processo de narração das meditações para o livro me mostrou ainda mais o poder de concentração e força que elas têm. Eu meio que já sabia, porque sou adepta há alguns anos e fazem segmento da minha rotina, mas, dessa vez, mexeu comigo em outro lugar. Eu definitivamente vou levar esse aprendizagem para a minha vida.
Fonte G1
