Emilien, o participante que venceu game show 646 vezes

Emilien, o participante que venceu game show 646 vezes – 20/07/2025 – Televisão

Celebridades Cultura

Paris


The New York Times

Muita coisa parece estar em movimento na França atualmente. As tarifas oscilantes afetarão os negócios? A chuva Perrier é realmente tão proveniente assim? E nem comece a falar sobre o calor volátil deste verão no hemisfério setentrião.

Mas, nos últimos 21 meses, os fãs de um popular game show galicismo viveram com uma certeza simples e inabalável. Era vincular a TV ao meio-dia —em qualquer dia— e, sem falhar, lá estava ele: um jovem de voz suave chamado Émilien, com óculos redondos delicados e uma profundidade surpreendente de conhecimento em curiosidades.

Com a mesma confiabilidade, Émilien vencia os outros competidores. Repetidamente, sem parar.

Embora tenha se recusado a revelar seu sobrenome por razões de privacidade, Émilien agora é uma espécie de notoriedade na França por sua sequência recorde de vitórias em um programa chamado Les Douze Coups de Midi (um tanto porquê “Os Doze Golpes do Meio-Dia”). Desde 25 de setembro de 2023, ele competiu 647 vezes e acumulou 2,56 milhões de euros, muro de US$ 3 milhões (ou R$ 16,76 milhões), em verba e prêmios.

Mas tudo chegou ao termo neste mês, quando uma única roteiro encerrou seu reinado.

Émilien, agora com 22 anos, está tão incrédulo quanto qualquer outra pessoa por ter chegado tão longe. “É uma história maluca”, disse ele por telefone. “Nunca esperava que durasse tanto tempo.”

Transmitido pela rede de televisão TF1, o programa quotidiano tem quatro participantes competindo em uma série de quizzes de conhecimentos gerais. O vencedor —o “Maître de Midi”, ou Rabi do Meio-Dia— defende esse título no dia seguinte.

“Meu objetivo sempre foi o mesmo: todos os dias, do primeiro ao 647º, ainda estar lá no final do programa, fazer o meu melhor e voltar no dia seguinte”, disse Émilien. “Nunca tive nenhum objetivo específico de inferir nascente ou aquele recorde”, acrescentou.

No entanto, ele conseguiu. Em uma enunciação emocionada que coroou Émilien porquê “o maior vencedor dos campeões”, a TF1 disse que sua “jornada lendária” havia quebrado um recorde mundial de aparições solo em game shows e um recorde europeu de ganhos em game shows.

“Émilien superou todos os limites, dia depois dia, diante dos olhos de milhões de espectadores fiéis”, disse a rede.

A mente enciclopédica de Émilien e seu comportamento despretensioso levaram a uma intensa cobertura da mídia, um fluxo jacente de memes, alguns críticos que reclamavam que ele estava recebendo perguntas fáceis (uma criminação que os produtores do programa negaram), e uma menção no Instagram do ministro da Cultura da França, que elogiou sua “compostura, cultura e naturalidade”.

Além dos ganhos em verba, Émilien levou para lar prêmios no valor de muro de 800 milénio euros (mais de R$ 5 milhões), incluindo 23 carros; viagens para destinos porquê Veneza, na Itália, e as Ilhas Canárias; uma sessão de paraquedismo; televisores; smartphones; consoles de jogos; scooters; instrumentos musicais; joias; maquiagem; bicicletas e eletrodomésticos. “É muita coisa”, reconheceu.

Émilien, que teve uma geração modesta na região de Vendée, no oeste da França, disse que guardou secção de seus ganhos, mas também doou ou vendeu muitos itens. Ele disse que via pouca premência de 23 carros —ou de 35 quilos de doces, que ele providenciou para serem distribuídos a crianças em idade escolar.

Mas Émilien não tropeçou no sucesso. Ele disse que sempre adorou quizzes de conhecimentos gerais, principalmente durante os confinamentos da Covid-19, e cresceu assistindo “Les Douze Coups de Midi” com seus avós.

Ele foi rejeitado quando se candidatou para ser um participante logo que completou 18 anos. “Eu era muito tímido”, disse. Mas sua avó o encorajou a tentar novamente dois anos depois, e ele conseguiu.

Foi quando as coisas ficaram sérias. “Eu ficava fazendo quizzes o dia todo, por 15, 16, 17 horas. Não me importava”, disse Émilien, acrescentando que fazia anotações e pesquisava curiosidades que encontrava, principalmente sobre tópicos desconhecidos.

Estar no programa, que é gravado durante sessões intensivas de uma ou várias semanas e transmitido posteriormente, significou que ele teve que pausar seus estudos de história em uma universidade em Toulouse.

“Tentei seguir minhas aulas ao mesmo tempo que o programa, mas claramente não consegui”, disse ele. “Meus exames sempre coincidiam com os períodos de gravação.”

Agora ele está tirando um ano de pausa para viajar e aproveitar seus ganhos antes de estudar novamente, possivelmente para se tornar professor. Mas a vida não será exatamente a mesma. As pessoas agora o reconhecem na rua.

“No início eram os espectadores habituais, principalmente idosos”, disse ele. Depois isso mudou para incluir um número crescente de jovens, disse ele, alguns dos quais confessaram que ele havia lhes oferecido o paladar por curiosidades.

Jean-Luc Reichmann, o apresentador do programa, atribuiu a popularidade de Émilien à sua falta de atitude de sabe-tudo —mesmo que Émilien uma vez o tenha interrompido para objetar que uma pergunta sobre a capital da Indonésia estava incorreta porque a capital estava sendo transferida. “Você se tornou um padrão para os jovens”, disse Reichmann nas redes sociais.

Émilien não tem tanta certeza. “Sou exclusivamente alguém que gosta de responder perguntas”, disse ele. “Se isso ajuda algumas pessoas a ampliar seus horizontes, é tudo o que eu poderia esperar.”

Folha

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