Nenhuma surpresa, mas algumas novidades —e ao menos um ineditismo importante— aparecem na lista de indicados deste ano ao Emmy, o principal prêmio da televisão/streaming americano. Alguma emoção, ao menos, haverá na noite de premiação, 14 de setembro: neste ano, o páreo é duro tanto para dramas uma vez que para comédias, sem favoritos claros.
Entre as séries dramáticas, a carência do grande vencedor de 2024, “Xógum – A Gloriosa Saga do Japão”, que levou um recorde de 18 estatuetas e não teve novos episódios exibidos ainda, abre espaço para uma novidade rivalidade.
De um lado, “Ruptura”, resultado da novidade era da televisão com um séquito de fãs entusiasmados. Posteriormente quase três anos desde a primeira temporada e com somente dez episódios agora, a série-labirinto sobre trabalhadores que têm suas personalidades laborais cirurgicamente separadas da vida pessoal somou 27 indicações.
Várias delas cabem ao ótimo elenco —além dos protagonistas Adam Scott e Britt Lower, três atores coadjuvantes, uma atriz coadjuvante e três atrizes convidadas. O drama sci-fi também concorre a direção, roteiro e outros aspectos técnicos nos quais a série se destaca (inclusive coreografia, pela célebre fanfarra comandada pelo Mr.Milchick, personagem de Tramell Tillman).
Do outro, “The Pitt”, que tenta recriar em laboratório a química peculiar dos antigos dramas bombásticos da televisão ensejo, por meio de uma temporada mais longa, de 15 episódios que representam, cada um, uma hora em um plantão num hospital público na cinzenta Pittsburgh.
Noah Wyle, um dos vários veteranos da clássica “Plantão Médico” presentes em “The Pitt”, lidera o elenco e conquistou cá sua sexta indicação, a primeira uma vez que protagonista. No totalidade, o programa estreante recebeu 13 indicações, incluindo a de direção para o impressionante 12º incidente, em que uma tragédia de grande graduação despeja pacientes aos borbotões pelas portas do pronto-socorro.
A categoria traz ainda outras três séries muito quistas pelo público, “The Last of Us”, “The White Lotus” (esta com oito indicações autofágicas em atuação) e “Andor”, e duas indicadas recorrentes, “Slow Horses” e “A Diplomata”. Embora nenhuma dessas esteja em sua temporada mais luminoso, não dá para expressar que se tratem de zebras. Completa a lista a novata “Paradise”.
A luta é ainda mais ferrenha entre as comédias. A ótima “Hacks”, sobre uma comediante veterana que quer voltar a luciluzir, abre as apostas depois surpreender no ano pretérito e tirar o troféu da cultuada “O Urso” —dramédia sobre cozinha e relações humanas cuja longa lista de qualidades não contém “engraçada”.
Repetir o feito parece mais fácil: o terceiro ano de “O Urso” é reconhecidamente o pior da série, que teve duas temporadas geniais e acaba de estrear uma quarta muito boa. Tanto que não disputa roteiro, e Christopher Storer, pai da série, tampouco foi lembrado para melhor diretor.
Mas Ayo Edebiri, que dirige o bonito incidente “Guardanapos”, foi. Com essa indicação e outra uma vez que atriz principal, a irrefreável Edebiri, 29, faz história: é a primeira mulher a concorrer nas duas frentes em um mesmo ano. Em 2026, ela ainda pode arrematar a categoria de roteiro pelo script de “Balas de Goma”, melhor incidente desta temporada.
Seu coprotagonista, Jeremy Allen White, também concorre uma vez que melhor ator, e a série ainda conta com duas indicações para coadjuvantes e três para ator ou atriz convidados entre suas 13.)
Hacks soma 14, incluindo melhor atriz (Jean Smart) e melhor coadjuvante (Hannah Einbinder), além de duas para atrizes convidadas, direção e roteiro.
Ambas podem ser atropeladas pela estreante “O Estúdio”, comédia sarcástica que fez Hollywood rir de si mesma e arrebatou 23 indicações, incluindo direção, roteiro, ator principal (Seth Rogen) e nove outras em atuação para coadjuvantes ou convidados —Martin Scorsese entre eles.
Por fora correm “Falando a Real”, comédia simpática sobre psiquiatras, e “Abbott Elementary”, espécie de “The Office” versão escola. As reincidentes “Only Murders in the Building” e “O que Fazemos nas Sombras” já viram dias melhores, e a bonitinha “Ninguém Quer” parece estar na lista somente pela química infalível entre os protagonistas.
A única barbada está na categoria minissérie, na qual “Juventude”, sobre um pai das quais fruto de 13 anos é réu de matar uma colega, deve levar todas as estatuetas principais (exceto melhor atriz, à qual não concorre).
Tem duas competidoras fortes, “Pinguim” e “Morrendo por Sexo”, cujas protagonistas, respectivamente Cristin Milioti e Michelle Williams, podem derrotar Cate Blanchett (“Disclaimer”).
O espavento sísmico causado por “Juventude” em escolas, consultórios e mesas de jantar, porém, não parece deixar margem de manobra aos votantes.
Dez ausências, decadências e esquisitices
– O fenômeno “Round 6” não recebeu nenhuma indicação por sua segunda temporada (imagine pela terceira);
– “O Narrativa da Criada”, outrora um colosso, foi lembrada somente na categoria atriz coadjuvante em sua temporada final, e pelo trabalho de Cherry Jones, que interpreta a mãe de June e não aparece nas anteriores;
– Pena a exclusão de “Não Diga Zero”, minissérie da Disney+ sobre os conflitos na Irlanda do Setentrião, com somente uma indicação por melhor roteiro;
– As 23 indicações de “O Estúdio” incluíram praticamente todo ator, atriz ou diretor que pisou no cenário, mas deixou de fora Sarah Polley, que aparece uma vez que ela mesma tentando guiar o plano-sequência impossível do segundo (e melhor) incidente;
– Wagner Moura foi lembrado pelas grandes publicações de entretenimento por seu trabalho uma vez que coadjuvante em “Ladrões de Drogas”, mas não pelos votantes do Emmy, que indicaram somente seu companheiro de cena, Brian Tyree Henry, na categoria principal;
– Reneé Zellweger, que volta a encarnar Bridget Jones no telefilme “Louca pelo Garoto”, também foi esnobada;
– Natasha Lyonne, protagonista da divertida “Poker Face”, foi excluída da lista de atrizes de comédia, mas Cynthia Erivo, que faz uma participação, disputa uma vez que melhor atriz convidada;
– A fraquíssima “Dia Zero”, com Robert de Niro, concorre a melhor direção;
– “Sereias”, uma série que começa ruim, fica boa e depois fica ruim de novo, compete em direção e melhor atriz em minissérie pelo desempenho de Meghann Faye, que caiu nas graças dos produtores sem ter feito muito para isso.
– Apesar do progresso do YouTube na audiência televisiva e dos muitos clipes virais, “Hot Ones”, o talk-show em que celebridades comem asinhas de frango cada vez mais apimentadas, não conseguiu lugar na categoria, que por ter poucos candidatos teve somente três indicados: The Daily Show, apresentado por Jon Stewart; Jimmy Kimmel Live e The Late Show with Stephen Colbert.
