Gpt 5: novo modelo do chatgpt vai atender às expectativas?

Empresas de IA ainda vão tombar antes da era de ouro – 25/08/2025 – Mercado

Tecnologia

O enorme investimento em infraestrutura de perceptibilidade sintético que está sendo feito provavelmente já conta porquê a implementação mais rápida e abrangente de uma tecnologia de uso universal da história.

Neste ano e no próximo, Google, Amazon, Microsoft e Meta, sozinhas, gastarão impressionantes US$ 750 bilhões em data centers para nutrir seus modelos de IA. O Morgan Stanley prevê que o gasto global totalidade nessa dimensão alcance US$ 3 trilhões até 2029.

Mas investidores cautelosos estão perguntando cada vez mais: que retorno esse imenso desembolso de capital vai gerar? A história sugere que eles têm razão em estar nervosos.

Poucos estudiosos são melhores para colocar a IA em perspectiva histórica do que Carlota Perez, autora de “Technological Revolutions and Financial Capital: The Dynamics of Bubbles and Golden Ages” [“Revoluções Tecnológicas e Capital Financeiro: A Dinâmica das Bolhas e das Eras de Ouro”].

Em seu livro, Perez identifica cinco grandes revoluções tecnológicas: a revolução industrial do termo do século 18; a revolução do vapor, carvão e ferrovias nos anos 1830; a do aço e da engenharia pesada nos anos 1870; a era da produção em tamanho no início do século 20 e a revolução da tecnologia da informação a partir dos anos 1970. Perez vê a IA porquê uma extensão dessa quinta revolução tecnológica.

Ela também argumenta que essas revoluções seguem um ciclo relativamente previsível. Uma tempo inicial de instalação resulta em muita devastação criativa e disrupção social, à medida que indústrias e regiões são abaladas. Isso normalmente vem escoltado de excesso de investimento, mania financeira e bolhas no mercado acionário.

Ainda assim, essas bolhas muitas vezes são produtivas, financiando a construção de infraestrutura vital que permite a ulterior adoção em tamanho da tecnologia —porquê quando ferrovias ou redes elétricas foram erguidas— e seus benefícios econômicos mais amplos se realizam. No caso da IA, ainda estamos nessa tempo maníaca de instalação.

Essa teoria foi reforçada por um relatório do Massachusetts Institute of Technology que preocupou investidores nesta semana. Pesquisadores constataram que 95% das empresas entrevistadas não estão obtendo retorno qualquer de seus investimentos em IA generativa

Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, tampouco tranquilizou o mercado quando questionado se havia uma bolha de IA: “Acho que alguns investidores provavelmente vão perder muito verba”, respondeu.

Uma queda brusca —ou várias—, portanto, parece provável antes que cheguemos a qualquer era dourada da IA. “Nunca vi uma era dourada suceder sem um crash”, diz Perez com naturalidade.

E, ainda mais animador, ela acrescenta que o estouro da bolha da IA pode provocar abalos ainda maiores, já que os mercados de capitais estão funcionando de forma distorcida.

Hoje eles se concentram mais em jogos especulativos, porquê as criptomoedas, do que em investimentos produtivos, enquanto a dívida global já equivale a mais de três vezes o PIB mundial. “Isso também pode ser um gatilho para uma instabilidade gigantesca”, afirma.

Vale a pena, porém, que os investidores considerem porquê esta revolução tecnológica pode discrepar dos ciclos anteriores. É certamente a primeira revolução impulsionada tanto por software quanto por hardware. Isso muda a dinâmica financeira, já que entram em cena poderosos efeitos de rede. Empresas de software podem escalar mais rápido e se globalizar da noite para o dia.

O ChatGPT, da OpenAI, é usado por 700 milhões de pessoas toda semana três anos posteriormente seu lançamento. Mas se a globalização do dedo aumenta oportunidades, também amplia riscos. Basta ver porquê o padrão chinês DeepSeek, mais barato, sacudiu investidores em ações de tecnologia nos EUA.

Talvez a diferença mais intrigante, no entanto, seja até que ponto as empresas de IA conseguirão se beneficiar diretamente dos ganhos financeiros que ajudarem a gerar. A tecnologia já acelera avanços em diversas áreas —biotecnologia, robótica e ciência de materiais, por exemplo.

Empresas de IA podem explorar sua vantagem tecnológica para se tornarem também companhias de saúde, desvendar medicamentos ou pilotar carros autônomos. Até que ponto elas poderão se transformar em empresas de uso universal e tomar os frutos dessa era dourada?

Uma outra prelecção importante, porém, deve ser tirada das revoluções anteriores, acrescenta Perez. Para entrar em uma era dourada, a sociedade social precisa moldar a revolução em função de seus próprios interesses.

Assim, políticos no pretérito criaram agências antitruste para sofrear empresas excessivamente poderosas e ergueram estados de bem-estar para suavizar a disrupção no mercado de trabalho.

Perez argumenta que os mercados financeiros disfuncionais de hoje, a concentração de poder corporativo, a subida do populismo e a ameaço da mudança climática colocaram o mundo diante de um novo ponto de inflexão. Porquê responder a isso é o tema de seu próximo livro.

No entanto, porquê escreveu o historiador AJP Taylor sobre as revoluções de 1848 na Europa, países às vezes chegam a pontos de viradela —e falham em virar.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *