Escândalo na nba mostra que máfia segue viva nos eua

Escândalo na NBA mostra que máfia segue viva nos EUA – 27/10/2025 – Esporte

Esporte

Quando as autoridades americanas anunciaram duas investigações sobre apostas esportivas ilegais na última quinta-feira (23), descreveram as operações uma vez que um pouco “que lembra um filme de Hollywood”.

Um dos esquemas, que supostamente envolvia figuras da NBA (liga profissional de basquete dos EUA), lentes de contato especiais, cartas marcadas, uma mesa de raio-x e US$ 7 milhões (R$ 37,7 milhões) em prejuízos, levou à prisão de 31 pessoas em 11 estados, incluindo membros da organização mafiosa ítalo-americana La Cosa Nostra.

Secção do que torna o caso tão cinematográfico é o suposto envolvimento da máfia. Graças a décadas de filmes, televisão e livros, a máfia conquistou um lugar mítico na cultura americana.

“Uma vez que Ray Liotta disse em Os Bons Companheiros: ‘Éramos tratados uma vez que estrelas de cinema com músculos'”, disse o jurisperito Edward McDonald, que, uma vez que o promotor da vida real que lidou com o ex-mafioso e informante do FBI Henry Hill, interpretou a si mesmo no filme icônico.

Mas ex-promotores disseram que a influência e as atividades da máfia mudaram desde seu auge no século 20, quando capas de tabloides ensanguentadas com notícias de assassinatos, extorsões e julgamentos eram a norma.

As ações judiciais agressivas nas décadas de 1980 e 1990 ajudaram a quebrar o poder da máfia em Novidade York e derrubaram vários líderes proeminentes.

“A verdade é que a máfia não é mais o que era”, disse McDonald.

Na verdade, ela evoluiu. E a investigação sobre manipulação de jogos de pôquer anunciada pelo FBI na quinta-feira mostra muito uma vez que essas atividades se apresentam na dezena de 2020, dizem ex-promotores.

“Essas famílias continuaram a viver e migraram para atividades criminosas muito mais lucrativas e com muito menos riscos, em termos de anos de prisão que poderiam enfrentar”, disse Drew Rolle, ex-chefe interino da seção de crimes organizados e gangues do Região Leste de Novidade York.

A máfia agora se envolve em fraudes de valores mobiliários, jogos de contratempo, apostas esportivas online (bets) e operações que envolvem elaborados golpes telefônicos, acrescentou.

Em 2022, as autoridades federais do Região Leste indiciaram nove membros das famílias criminosas Genovese e Bonnano por roubo, jogos de contratempo ilegais, lavagem de quantia e outros crimes.

Em dezembro de 2024, o ex-capitão da família criminosa Genovese, Carmelo Polito, foi sentenciado a 30 meses de prisão por dirigir uma morada de jogos clandestina e um esquema ilícito de jogos de contratempo online.

A denúncia de quinta-feira acrescentou mais um exemplo à lista.

As autoridades federais descreveram um esquema elaborado no qual os réus “usaram tecnologia sofisticada e recrutaram jogadores atuais e ex-jogadores da NBA para roubar milhões de dólares de pessoas”.

Três das chamadas Cinco Famílias –os Gambinos, Bonnanos e Genoveses– estariam envolvidas.

“Quando as pessoas se recusavam a remunerar porque foram enganadas, esses réus fizeram o que o violação organizado sempre fez: usaram ameaças, intimidação e violência”, disse a comissária de polícia de Novidade York, Jessica Tisch.

Em 2019, as organizações criminosas montaram jogos de pôquer ilegais que utilizavam uma série de tecnologias de trapaça, afirma a denúncia.

Os réus usavam máquinas de embaralhar adulteradas para manipular os baralhos e um “analisador de fichas” que lia secretamente as cartas usando câmeras escondidas.

Em um pormenor mais parecido com Missão Impossível do que com Miller’s Crossing, os jogadores são acusados de usar lentes de contato ou óculos especiais que os ajudavam a ver cartas pré-marcadas.

Ex-atletas profissionais da NBA foram recrutados uma vez que “cartas marcadas” para atrair jogadores desavisados para o jogo, de tratado com os promotores.

O técnico do Portland Trail Blazers, Chauncey Billups, e o ex-jogador da NBA Damon Jones supostamente participaram do projecto.

As informações obtidas ilegalmente eram transmitidas a um participante extrínseco, que por sua vez enviava os detalhes a um cúmplice sentado à mesa de pôquer, alegam os promotores. Os jogadores envolvidos no esquema trocavam sinais entre si durante o jogo.

O jurisperito de Billups, Chris Heywood, afirmou em um enviado que seu cliente “nunca apostou e nunca apostaria em jogos de basquete, forneceria informações privilegiadas ou trairia a crédito de sua equipe e da liga [NBA], pois isso mancharia o esporte ao qual dedicou toda a sua vida”.

A NBA anunciou que afastou Billups de seu função de treinador “imediatamente”.

“Encaramos essas alegações com a máxima seriedade, e a integridade do nosso jogo continua sendo nossa principal prioridade”, afirmou a liga.

As autoridades federais também prenderam o jogador da NBA Terry Rozier, do Miami Heat, sob acusações em um caso relacionado. Seu jurisperito, James Trusty, negou as acusações e disse que seu cliente “não é um apostador, mas não tem terror de lutar e espera vencer essa guerra”.

O caso ainda está em seus estágios iniciais, mas a combinação de intrigas no basquete profissional e um suposto esquema mafioso nos bastidores provavelmente garantirá que a história permaneça em destaque na mídia por meses, ou anos.

Folha

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