Estrelas pornô conseguirão sobreviver à era da IA? 03/02/2026

Estrelas pornô conseguirão sobreviver à era da IA? – 03/02/2026 – Tec

Tecnologia

Em muitos aspectos, a anual Expo AVN é uma vez que qualquer outra conferência. Os participantes recebem crachás, se aglomeram em um hotel muito iluminado e fazem fileira nas estações de moca para bebidas mornas.

Mas em outros aspectos, é muito dissemelhante. O código de vestimenta não especifica se blazers e gravatas são necessários, mas quais partes do corpo devem estar cobertas. As siglas mencionadas no palco incluem IA (perceptibilidade sintético), mas também BDSM (acrônimo para Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo).

A noite de fechamento envolve uma cerimônia de premiação que David Foster Wallace, jornalista que foi ao evento em 1998, descreveu uma vez que o Oscar da indústria pornográfica.

O encontro anual da indústria de entretenimento adulto, estimada em US$ 100 bilhões, acontece em Las Vegas desde 1984. Desde logo, a pornografia passou por uma série de disrupções tecnológicas.

Primeiro veio a subida da internet; depois sites semelhantes ao YouTube, uma vez que o Pornhub; em seguida, plataformas de assinatura uma vez que OnlyFans, que conectam espectadores diretamente com performers.

À medida que a indústria se afastou dos filmes de grande orçamento produzidos por grandes estúdios, os participantes dizem que a conferência perdeu segmento de seu vigor, com menos estandes, estrelas e fãs. É a convenção do incrível encolhimento”, diz Tommy Gunn, veterano ator da indústria.

Agora, a perceptibilidade sintético ameaço o que poderia ser a maior reviravolta da pornografia até hoje. Uma recente polêmica envolvendo o Grok, chatbot da xAI de Elon Musk, que foi utilizado para despir digitalmente pessoas sem seu consentimento, mostrou uma vez que a tecnologia pode ser facilmente usada para produzir teor sexualizado e pornográfico.

A Expo AVN deste ano ofereceu pistas sobre uma vez que a indústria vai se adequar.

O evento, realizado de 21 a 24 de janeiro no Virgin Hotels (sim, de verdade), foi menos uma orgia e mais uma feira de tecnologia. Para cada estande onde homens faziam fileira para fotos com performers seminuas, havia outro com startups vendendo novas invenções.

A empresa de robótica Hesen AI exibiu bonecas sexuais com pele de silicone de proporção médico, olhos móveis e até alguma capacidade de conversação.

A startup de software Beyond AI apresentou uma instrumento que ajuda performers a produzir réplicas digitais de si mesmos, que podem logo produzir teor explícito. Fabricantes de brinquedos eróticos demonstraram gadgets que se conectam com chatbots, complementando conversas picantes com ação no mundo real.

Grande segmento das conversas se concentrou na discussão sobre se a IA tomaria os empregos dos atores. Alguns estão registrando seus nomes artísticos e renegociando contratos com estúdios para prometer que vídeos deles não sejam usados para treinar modelos de IA sem seu consentimento.

Mas outros estão abraçando a tecnologia. Muitos a utilizam para editar vídeos e conversar com fãs online. Cherie DeVille, performer conhecida uma vez que “a madrasta da internet”, está ocasião a produzir um clone do dedo se encontrar uma empresa de IA oferecendo termos favoráveis. “Eu acredito que é o horizonte”, diz ela.

Muito dependerá se as pessoas acham as mulheres de IA atraentes ou não. Casey Calvert, outra estrela pornô, teme que não possa competir com os bots. “A pequena de IA está sempre excitada e sempre disponível”, ela ressalta.

Mesmo quando os fãs querem interagir com um humano, o trabalho sexual online ficou mais difícil. Roxy Renee, criadora de teor adulto, diz que os seguidores esperam que ela responda imediatamente às mensagens e entregue exatamente os vídeos que eles exigem, assim uma vez que um chatbot faria.

Um deles recentemente pediu até para ela enviar uma foto segurando três dedos e uma colher para provar que era humana.

As estrelas pornô têm outra maneira de se honrar de suas rivais de IA: desabrochar em músculos e osso. Jennifer White, vencedora do prêmio de Performer Feminina do Ano na cerimônia de premiação, passou grande segmento de seu tempo na conferência tirando selfies com fãs.

Ela escapou uma noite para dançar no Sapphire, anunciado uma vez que o maior clube de strip do mundo, onde uma plebe de homens apareceu para aplaudi-la e cobri-la de quantia. Na era da IA, interações presenciais podem importar mais do que nunca.

Texto de The Economist, traduzido por Helena Schuster, publicado sob licença. O item original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *