Monja Coen participa de gravacao de curso para a CasaFolha, no estudio da TV Folha, em Sao Paulo

Festival Fronteiras debate em SP condição humana – 26/02/2026 – Passeios

Celebridades Cultura


São Paulo


O Festival Fronteiras ganha sua primeira edição na capital paulista, com programação composta por pensadores brasileiros dedicada a debater a requisito humana em um mundo transformado pelas novas tecnologias. Serão dois dias de evento, 7 e 8 de março. No segundo, Dia Internacional da Mulher, a programação será inteiramente feminina.


Monja Coen durante gravação de curso para a CasaFolha, no estúdio da TV Folha, em São Paulo


Dirceu Neto/Folhapress

Percorrendo áreas de conhecimento uma vez que filosofia, psicanálise, literatura, economia, espiritualidade e jornalismo, o festival reunirá mais de 60 pensadores e mais de 40 painéis distribuídos entre quatro palcos: Humano, Sociedade, Pensamento e Literatura.

Participam nomes uma vez que o psicanalista Christian Dunker, os escritores Fabrício Carpinejar e Milton Hatoum, a historiadora Lilia Schwarcz, a Monja Coen e Persio Arida, economista que ajudou a formular o Projecto Real.

A Folha será representada por Sérgio Dávila, diretor de Redação, e pelos colunistas e jornalistas Álvaro Machado Dias, Camila Appel, Carol Tilkian, Joel Pinho da Fonseca, Fernanda Mena, Jéssica Moreira, Luiz Felipe Pondé, Lygia Maria, Mirian Goldenberg e Ronaldo Lemos.

O protótipo que desembarca no parque da Chuva Branca, na região oeste da capital, estreou no ano pretérito, em Porto Feliz. Rodrigo Santanna, diretor-executivo do Fronteiras do Pensamento, afirma que a vinda para São Paulo é um passo originário, tendo em vista o desenvolvimento cultural e intelectual da cidade.

De convenção com ele, a plataforma buscou expandir sua presença do dedo nos últimos anos, premência agravada pela pandemia. Agora, Santanna enxerga ser preciso voltar a investir nos encontros ao vivo.

“Com o excesso de informação, tecnologia e exposição, é muito significativo festejar nossos 20 anos promovendo produtos que nos façam voltar ao que nos faz humanos. Produzir espaços de convívio, onde conexões espontâneas podem surgir”, afirma.

“Existe essa premência da volta ao presencial e à curadoria, de fabricar momentos com menos quantidade de informação e mais atenção, mais profundidade na discussão e mais reflexão.”

O diretor afirma que a opção por fazer uma edição só com convidados brasileiros vem de uma leitura sobre a lance que o país vive. Por um lado, ele acredita que o alcance da produção intelectual e cultural pátrio está aumentando. Por outro, observa um momento de valorização do Brasil pelo Brasil.

Mas o Fronteiras não pretende deixar de lado sua proposta de trazer pensadores internacionais. No segundo semestre, a Temporada Fronteiras manterá seu formato de quatro palestras com convidados estrangeiros.

Agora em março, a programação de debates será acompanhada por atividades paralelas, espalhadas pelo parque da Chuva Branca. Duas exposições imersivas dedicadas às obras de Frida Kahlo e Van Gogh retornam a São Paulo em versão reduzida. Gratuitas, as atrações estarão abertas para os frequentadores do parque.

Uma programação músico foi preparada para os intervalos entre os painéis e prevê a participação de orquestra regida pelo maestro Ricardo Calderoni e shows de música popular brasileira.

Organizada pela Livraria da Travessa, a Feira de Livros trará 30 autores para conceder autógrafos. O Palco do Livro terá mesas de discussão sobre literatura, com uma programação que inclui escritores uma vez que Aline Bei, Mariana Salomão Carrara, Lilia Guerra e Milton Hatoum.

No domingo, às 12h30, Camila Appel, documentarista que escreve a pilastra Morte sem Tabu na Folha, discutirá seu livro “Enquanto Você Está Cá” (ed. Fósforo), em que uma filha enfrenta o termo da vida de sua mãe.

Por termo, a estádio hípica do parque da Chuva Branca vai acoitar a dimensão gastronômica do evento, também ocasião para outros passantes, com food trucks.

Veja, a seguir, 15 destaques da programação do evento.

Festival Fronteiras São Paulo
Parque da Chuva Branca – av. Francisco Matarazzo, 455, Chuva Branca, região oeste. De 7 a 8 de março. A partir de R$ 240 (ingresso para um dia) em fronteiras.byinti.com

Sábado, 7 de março

Cuidar da solidão até virar encontro
O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral discute a solidão uma vez que um problema social, não individual. A mediação é da jornalista Jéssica Moreira, que escreve para a pilastra Morte sem Tabu.
Às 10h, no palco Literatura


O sentido da vida: entre o místico, o filosófico e o simbólico
Uma líder místico, um psicanalista, uma filósofa e um poeta discutem o que dá sentido à existência quando as certezas se desfazem. A mesa reúne Monja Coen, o psicanalista Christian Dunker, a filósofa Katiúscia Ribeiro, CEO de um instituto de filosofias africanas, e Fabrício Carpinejar, responsável de livros uma vez que “Manual do Luto”, vencedor de um Jabuti.
Às 12h30, no palco Humano


O Brasil do horizonte
O tela propõe uma discussão sobre os desafios que se apresentarão para a liderança do Brasil nos próximos anos, passando por tópicos uma vez que a tomada de decisão, a firmeza democrática e a construção de projetos de longo prazo. Persio Arida, economista que ajudou a formular o Projecto Real, participa. O observador político Fernando Schüler, cofundador e curador do Fronteiras do Pensamento, também está presente.
Às 12h30, no palco Sociedade


A reinvenção do jornalismo: crédito, tecnologia e novos leitores
Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha, conversa com Fernando Gabeira, comentarista da GloboNews, e o observador político Fernando Schüler sobre o jornalismo contemporâneo. Credibilidade, polarização e lucidez sintético servem uma vez que guias para pensar os desafios e o papel da prensa.
Às 15h, no palco Sociedade


Entre cérebro e libido: quem somos quando pensamos?
Dois psicanalistas, Christian Dunker e Carol Tilkian, que é colunista da Folha, debatem com a neurocientista Ana Carolina Souza sobre consciência, sofrimento psíquico, escolha e responsabilidade em um mundo hiperestimulado.
Às 15h, no palco Pensamento


Para entender o contemporâneo: as tensões e os enigmas do agora
A jornalista Malu Gaspar, o observador político Fernando Schüler, o filósofo Luiz Felipe Pondé e o economista Joel Pinho da Fonseca discutem a requisito humana diante do mundo depressa e saturado de estímulos.
Às 17h30, no palco Humano


O amanhã do dedo: poder, algoritmos e novas fronteiras da vida online
O tela analisa uma vez que a lucidez sintético e as plataformas digitais estão redefinindo a política, a economia, a privacidade e a convívio humana. Conta com três colunistas da Folha: Ronaldo Lemos, jurisconsulto e profissional em tecnologia; Lygia Maria, jornalista especializada em política e mídia; e Álvaro Machado Dias, neurocientista.
Às 17h30, no palco Sociedade


O mundo em transformação: riscos, forças e futuros possíveis
O observador político Matias Spektor e o jornalista Jaime Spitzcovsky fazem um quadro das principais tensões geopolíticas do presente e seus efeitos no jogo de poderes internacional e no Brasil.
Às 17h30, no palco Pensamento


Memória, conflito e imaginação brasileira
A sátira literária Isadora Sinay entrevista Milton Hatoum sobre sua obra. Ele é responsável de “Dois Irmãos”, “Cinzas do Setentrião” e “Relato de um Notório Oriente”, além da trilogia “O Lugar Mais Sombrio”.
Às 17h30, no palco Literatura

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Domingo, 8 de março

Reconectar-se: o afeto em tempos de desconexão
O tela reflete sobre o desvelo de si e do outro em meio ao mundo contemporâneo. Agrupa Geni Núñes, psicóloga referência na saúde mental e nos direitos dos povos originários, a atriz Maria Ribeiro, a psicanalista Carol Tilkian e Camila Fremder, do podcast É Nóia Minha?.
Às 10h, no palco Humano


A termo uma vez que vivenda
Aline Bei, mais conhecida por “O Peso do Pássaro Morto” e por “Pequena Coreografia do Adeus”, fala sobre sua obra e sobre a literatura uma vez que forma de habitar o mundo. A mediação é da sátira literária Isadora Sinay, autora da newsletter Da Janela.
Às 10h, no palco Literatura


O sonho da finitude: uma vez que mourejar com a passagem do tempo
Quatro convidadas discutem sobre tempo e memória: a antropóloga Mirian Goldenberg, colunista da Folha; a historiadora Mary del Priore; a psicóloga Ediane Ribeiro, especializada em traumatismo; e Marcela Ceribelli, fundadora da plataforma Obvious.
Às 12h30, no palco Humano


Palavras que nos moldam: leitura, instituições e os imaginários que criamos
Acompanhadas por Fernanda Mena, repórter peculiar da Folha, três autoras imortalizadas pela Ateneu Brasileira de Letras discutem literatura, as instituições que a preservam e de que modo os livros ajudam a edificar sentido. São a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, a escritora Ana Maria Machado e a jornalista Míriam Leitão.
Às 15h, no palco Humano


A arte de ser: originalidade e os mundos que inventamos
As escritoras Carla Madeira e Socorro Acioli conversam sobre originalidade com a atriz Bárbara Silêncio e a consultora Cris Naumovs, acostumada a orientar processos criativos de grandes marcas.
Às 17h30, no palco Humano


A liberdade de ser quem se é
A antropóloga Mirian Goldenberg conversa com a documentarista Camila Appel, que escreve a pilastra Morte sem Tabu na Folha, sobre o envelhecimento e a liberdade feminina.
Às 17h30, no palco Sociedade


Conheça o Fronteiras do Pensamento

Criado em 2006, o Fronteiras do Pensamento é um ciclo de conferências que reúne alguns dos mais influentes pensadores para discutir temas centrais da atualidade.

Já trouxe ao Brasil nomes uma vez que Yuval Noah Harari, Ai Weiwei, Mario Vargas Llosa e Chimamanda Ngozi Adichie. Além das conferências, produziu documentários, entrevistas e curadorias de teor nas áreas de filosofia, arte e ciência, reunindo os mais diversos pontos de vista.



Folha

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