Festival heineken traz chaka khan como atração surpresa 25/10/2025

Festival Heineken traz Chaka Khan como atração surpresa – 25/10/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

A principal atração do Heineken No-Line Up Festival, um evento com shows surpresa que ocorre neste sábado (25), na Fábrica de Impressões, na Barra Fundíbulo, é ninguém menos que uma diva do funk e disco music: Chaka Khan. A rainha do funk, porquê é chamada, está numa programação que inclui ainda bandas porquê TV on the Radio e Soccer Mommy, além da artista trans venezuelana Caixa.

Nascida Yvette Maria Stevens há 72 anos em Chicago, Chaka Khan tem uma curso gloriosa de mais de meio século, primeiro porquê cantora da orquestra de funk Rufus e depois lançando discos solo de imenso sucesso mercantil. Vencedora de dez Grammys, ela trabalhou com ícones porquê Stevie Wonder, Ray Charles, Quincy Jones, Joni Mitchell, Miles Davis, Gladys Knight, Whitney Houston e muitos outros.

Mesmo com uma curso tão extensa, Khan diz que nunca participou de um show surpresa: “Será uma coisa novidade para mim”, diz a cantora em entrevista exclusiva à Folha realizada na noite anterior ao show, “Não sei porquê será a reação do público, mas acho que todos vão gostar”. Sobre o repertório, diz: “Tenho muitos clássicos no repertório, certamente vamos tocar vários deles”.

Ela não está exagerando. Uma vez que cantora da orquestra Rufus, gravou hits porquê “Sweet Thing”, “Ain’t Nobody” e “Do You Love What You Feel”. No início dos anos 1970, sua voz cristalina e potente impressionou um prodigioso compositor de 20 e poucos anos, um notório Stevie Wonder.

Em 1974, depois lançar discos antológicos porquê “Music of My Mind” (1972), “Talking Book” (1972) e “Innervisions” (1973), Wonder compôs uma música principalmente para ela: “Tell Me Something Good”. Foi o primeiro grande sucesso da orquestra Rufus. “Stevie é porquê um irmão”, diz a cantora. “Nós excursionamos por dois anos, trabalhamos muito juntos, ele estava numa período maravilhosa”.

Depois disso, o grupo passou a incorporar o nome da cantora nas capas dos discos. O segundo LP da orquestra, “Rags to Rufus”, é creditado a “Rufus com Chaka Khan”.

A cantora lançou o primeiro disco solo em 1978 e de rostro emplacou um megassucesso, a balada sexy “I’m Every Woman”, composta pelo parelha Ashford & Simpson, autores de hits históricos para Marvin Gaye, Tammi Terrell, Ray Charles, Diana Ross, Smokey Robinson e Gladys Knight & the Pips.

“Tive a felicidade de sempre ter colaboradores muito especiais”, diz Chaka Khan. “Nunca tive a chance de estudar música, não gostava muito da escola e fugi de vivenda quando tinha 16 anos. Logo tudo que aprendi sobre música foi em vivenda e na estrada, trabalhando com artistas excepcionais. Minha escola vocal foi ouvir Sarah [Vaughan], Ella [Fitzgerald] e Aretha [Franklin]”. Além de cantora, a artista é uma baterista de primeira.

Chaka Khan vem de uma família músico. A avó era grande fã de jazz e a apresentou, ainda rapariga, aos grandes discos do gênero. A mãe era fã de ópera. Aos 11 anos, quando ainda era chamada de Yvette, fez um grupo vocal com a mana, Yvonne —que depois ganharia o nome artístico de Taka Boom. Aos 13 anos, Yvette foi batizada Chaka Adunne Aduffe Hodarhi Karifi por um sacerdote iorubá e depois ganhou o sobrenome Khan ao casar-se, aos 17 anos, com Hasan Khan.

A lista de colaboradores de Chaka Khan é impressionante. Com o músico e produtor Quincy Jones, ela gravou diversos trabalhos e, em 1989, reinterpretou em dueto com Ray Charles o hit de 1976 “I’ll Be Good to You”, do duo The Brothers Johnson —música que Jones incluiu em seu álbum solo “Back on the Block”. A novidade versão chegou ao topo da paragem de R&B da revista Billboard.

Uma das grandes parcerias da curso da cantora foi com Prince. “Nós éramos praticamente irmãos”, diz Chaka Khan. “Nos entendíamos porquê ninguém. Ele era um artista completo, uma espírito músico sem igual”.

Em 1984, a cantora emplacou um grande sucesso com um cover de “I Feel for You”, do cantor. No término dos anos 1990, ele produziu, fez os arranjos e lançou —por sua própria gravadora, NPG Records— o disco “Come 2 My House”, de Chaka Khan, e depois saiu em excursão com a cantora. A artista promete para breve o lançamento de um disco com faixas inéditas que gravou com Prince e com o baixista Larry Graham, da orquestra Sly and the Family Stone.

Foi também com a colaboração de Prince que Chaka Khan pôde trabalhar com Miles Davis. No álbum “ck”, de 1988, ela gravou “Sticky Wicked”, composta por Prince e com participação de Davis no trompete. “Pouca gente sabe, mas Miles cantava muito muito antes de perder a voz”, revela a cantora. “Eu nunca cheguei a ouvi-lo trovar, mas sei que ele cantava até que teve uma discussão muito séria e gritou tanto que a voz foi embora”. Mais uma grande história do repertório de Chaka Khan.

Folha

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