Filme de kathryn bigelow tem ataque iminente de míssil

Filme de Kathryn Bigelow tem ataque iminente de míssil – 08/10/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Imagine que um míssil nuclear foi disparado contra o seu país. Ninguém consegue desenredar de onde veio, e apesar de tentativas de abatê-lo, o projétil segue seu trajeto. Em menos de 20 minutos vai destruir um núcleo urbano e matar milhões de pessoas. O que fazer?

Ou, mais precisamente: uma vez que evitar que essa situação imaginária qualquer dia aconteça, sobretudo nos tempos atuais? Eis o principal questionamento proposto por “Mansão de Dinamite”, longa da cineasta americana Kathryn Bigelow que chega aos cinemas no dia 9, e na Netflix estreia dia 24.

“Minha preocupação com a situação nuclear me motivou a fazer leste filme”, disse a diretora, quando promoveu o longa no mês pretérito, no Festival de Veneza.

“Minha esperança é que haja diálogo agora, porque parece que não houve nenhum por décadas, por fim a ameaço nuclear não dava a sensação de estar realmente presente”, diz Bigelow, que se lembra de uma vez que tudo era dissemelhante em sua puerícia, nos anos 1960, o quanto o tema costumava ser discutido. “Eu sinto que precisamos principiar a falar sobre isso. Todos nós.”

No filme, em uma manhã aparentemente geral, uma base militar no Alasca percebe que um míssil intercontinental está a caminho do solo americano. Se zero for feito, cairá sobre Chicago, devastando a região metropolitana da cidade e causando a morte de 20 milhões de pessoas.

Sem saber o motivo e nem quem enviou –as suspeitas de que possa ter sido Rússia ou Coreia do Setentrião não possuem robustez o suficiente–, todas as esferas ligadas à resguardo do país precisam pensar rápido e se organizar para evitar a catástrofe a tempo. O filme transita entre diversos ambientes, incluindo a Mansão Branca, o Pentágono e bases militares –com conversas cheias de siglas e jargões militares e administrativos que por vezes confundem, mas com um sentimento de desespero generalizado que é facilmente perceptível por qualquer testemunha.

No termo das contas, quem precisa tomar a decisão de uma vez que reagir é a figura do presidente da República, interpretado por Idris Elba. Mas tanto o ator quanto a cineasta tiveram desvelo privativo para que o gerente de Estado do longa não se parecesse com qualquer presidente em específico. “Achamos que seria uma distração tentar imitar qualquer presidente que já existiu. Seria um passo em falso”, diz Elba, ressaltando a influência de realçar que, supra de tudo, naquele momento era um ser humano diante de uma decisão importante.

“Precisava ser uma figura com a qual o testemunha pudesse ter alguma identificação, que o fizesse conseguir se imaginar naquela situação, pensando: ‘o que eu faria em seu lugar?’. Portanto, esse foi realmente um dos pensamentos por trás desse personagem”, explica o ator.

Bigelow diz que, apesar de a trama ser fictícia, tudo o que o longa mostra sobre a segurança nos Estados Unidos é uma vez que na vida real. As informações são em universal abertas e disponíveis a qualquer um, saber em detalhes o funcionamento da engrenagem da resguardo do país foi verosímil sobretudo porque o roteirista, Noah Oppenheim, tem ótimo trânsito nesse universo.

Nem precisava se aprofundar para saber que uma eventual retaliação americana poderia iniciar um processo de ruína planetária, mas o que talvez mais tenha assustado a cineasta foi perceber o quanto o poder de determinar fica concentrado nas mãos de uma única pessoa.

“Nos Estados Unidos, o presidente tem poder exclusiva para tomar a decisão. Não é um consenso, um grupo de pessoas que precisa concordar: é só o presidente. E isso é um tanto que eu acho perturbador, e muitas pessoas envolvidas na comunidade da ameaço nuclear concordam comigo.

“Mansão de Dinamite” expõe a todo tempo o quanto a questão nuclear ameaço a sociedade americana, e por vezes pode deixar a sensação de que o filme ignora o quanto outros países também podem suportar com ela. “Só posso trabalhar a partir da minha perspectiva e do aproximação que eu tinha”, defende-se a cineasta. “Mas, ao mesmo tempo, é verosímil extrapolar que a situação pode se impor a outros países. E que a resposta para esses problemas é global.”


Bigelow começou a curso ainda na dez de 1980, e no início fazia filmes cheios de adrenalina, uma vez que “Caçadores de Emoção”, de 1991, ao qual ela se refere uma vez que “uma dessas peças de entretenimento de que tanto palato”.

Mas sua curso mudou por completo depois de “Guerra ao Terror”, de 2009, não só pela temática mais ancorada na veras –no caso, sobre a ocupação americana no Iraque– mas também pelo que o filme lhe proporcionou: ser a primeira mulher a lucrar um Oscar de direção.

Da noite de premiação, não se lembra de quase zero. “Fiquei completamente em choque. Não imaginava que aquilo fosse sobrevir”, confessa. “Guardo a estatueta no meu escritório. Fica lá, para me dar carinho de vez em quando.”

A mudança de foco para temáticas mais políticas, ao que parece, é um caminho sem volta. “Sinto que o cinema é um meio incrivelmente poderoso. É uma oportunidade para iniciar conversas. E a intersecção entre arte e jornalismo é um sistema de entrega de informações importantes. Portanto eu quero aproveitar o que esse meio tem a oferecer.”

Folha

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