Filme vê bruce springsteen antes de ser um ídolo americano

Filme vê Bruce Springsteen antes de ser um ídolo americano – 29/10/2025 – Ilustrada

Celebridades Cultura

Bruce Springsteen é um deus nos Estados Unidos. Desde o estrondoso sucesso de seu terceiro álbum, “Born to Run”, de 1975, ele canta uma América dos menos favorecidos, porquê um porta-voz da classe proletária. Um ídolo tão grande que uma cinebiografia causou uma expectativa enorme. Ainda mais nestes tempos em que ele é uma das vozes mais duras contra Donald Trump na Vivenda Branca.

O momento parecia perfeito para “Springsteen: Salve-me do Ignoto”, filme centrado num período de transição em sua curso, nos anos 1981 e 1982, quando lançou o álbum intimista “Nebraska”.

Mas o longa, que chega agora aos cinemas, não teve o final de semana de estreia que seus produtores aguardavam. Lançado na última sexta, o filme fez US$ 9 milhões nas bilheterias americanas, e mais US$ 7 milhões pelo mundo. Na soma, menos do que os US$ 20 milhões previstos pela Disney.

É provável especular algumas razões. Uma repudiação ao ator Jeremy Allen White, planeta da série “O Urso”, não deve ser. Ele entrega na tela um Springsteen muito próximo do original em trejeitos e voz —até cantando. Mas talvez ele não tenha em mãos o Springsteen que o público queria.

Numa curso de sucesso e recordes quebrados, o cantor teve um ano difícil em 1981, caindo em depressão depois do estouro do quinto disco, “The River”. Sozinho em sua morada, em Novidade Jersey, naquele ano ele gravou músicas intimistas, com voz, gaita e violão, num precário estúdio portátil.

O diretor Scott Cooper sabia ter um tanto difícil para fazer. “O duelo era: porquê dramatizar isso? Grande secção da história se passa em silêncio, num quarto, diante de um gravador de quatro canais. Porquê tornar isso cinematográfico? Porquê entrar na mente de Bruce? Felizmente, o livro foi tão íntimo e honesto que me deu o caminho”, diz o cineasta.

O livro a que ele se refere é “Springsteen: Deliver Me from Nowhere”, de Warren Zanes, que conta o processo de geração de “Nebraska” e o associa a traumas do cantor, provocados pelo relacionamento com o pai violento. Assim, Cooper montou o roteiro alternando cenas de 1981 com episódios de puerícia.

O diretor diz que “Nebraska” já tinha uma grande sonância pessoal para ele, e que ao ler o livro esse capítulo íntimo e doloroso da vida de Springsteen pareceu o mote perfeito. “Acho que ‘Nebraska’ está sempre me ensinando um tanto. O filme é sobre muitas coisas, mas principalmente sobre um varão tentando ser honesto em sua arte e tendo coragem de encarar seu próprio traumatismo.”

O roteiro foca os meses em que Springsteen grava as canções de “Nebraska” e entra em confronto com a gravadora. Ele quer editar o disco porquê registrou em morada, numa fita cassete, sem burilar o material com as tecnologias de estúdio. É um artista lutando com homens de negócios para preservar a integridade de sua obra.

Esses bastidores da indústria da música talvez sejam a grande atração para os fãs mais iniciados no instruído a Springsteen, mas há outro foco. De volta a sua cidade natal, ele tem um relacionamento com uma garçonete, que tem uma filha pequena. Mas sua depressão sabota a relação.

Jeremy Allen White teve um duelo duplo —exibir uma personificação do ídolo que a plateia aprovasse, mas direcionando sua performance a um Springsteen ignoto do grande público. No lugar do performer excitado dos palcos, um varão querendo permanecer longe das pessoas, remoendo traumas.

“Para ser sincero, comecei com temor. Sabia o quanto Bruce é querido, e o quão pessoal é a relação entre ele e seu público. Eu me afundei em pesquisas. Li o livro de Zanes, li a autobiografia de Bruce, assisti a vídeos. E no primícias, fiquei paralisado tentando imitar o mito”, afirma o ator.

“Meu ponto de viradela foi deixar o ‘deus Bruce’ de lado e tentar entender o varão, o artista voltando de turnê, lidando com o vazio e buscando inspiração”, diz White. “Quando comecei a ver Bruce porquê um varão, não porquê um ícone, encontrei o caminho. Aprender guitarra e trovar foi outro duelo.”

Num filme que talvez tenha menos números musicais do que as pessoas esperavam, há uma cena poderoso que mostra a gravação da melodia “Born in the USA”, que não está em “Nebraska”, entraria somente no álbum seguinte. “Gravamos no mesmo estúdio original, no Power Station. Eu pré-gravei, mas depois cantei de verdade em cada tomada. É impossível fingir aquilo. É um grito, não um quina. Perdi a voz por dias, mas gostei do resultado”, diz o tradutor.

Scott Cooper dirigiu em 2009 “Coração Louco”, filme que deu o Oscar de melhor ator a Jeff Bridges, que interpreta um perturbado cantor country. Depois cinco outros filmes de gêneros diferentes, ele volta à música com Springsteen.

“Desde ‘Coração Louco’, que teve um evidente sucesso de bilheteria, Hollywood me pede para fazer filmes sobre músicos. E eu sempre resisti. Os projetos incluíam Elvis, Miles Davis, Chet Baker, Grateful Dead. Eu nunca quis fazer um filme sobre o mito Bruce Springsteen, mas sobre o varão, sobre alguém enfrentando traumas não resolvidos e que, por eventualidade, é um dos maiores compositores dos Estados Unidos.”

Um momento crucial na produção foi quando Cooper fez a leitura do roteiro, de todos os personagens, para Springsteen e seu empresário, Jon Landau, interpretado no filme por Jeremy Strong. “Bruce me pediu isso, e eu fiz”, conta o diretor.

“A verdade sobre você mesmo nem sempre é formosa. Sei que você não vai suavizar as arestas. Quero um filme seu!” Assim foi a aprovação de Springsteen, segundo Cooper. “Ele respondeu a todas as minhas perguntas, foi generoso e honesto em todo o processo. Landau até me disse que há coisas no filme que nunca foram contadas. Isso me encheu de honra e gratidão.”

É difícil prever a reação da plateia brasileira. O país tem muitos fãs de Springsteen, mas numa graduação infinitamente menor do que a popularidade dele nos Estados Unidos. O álbum “Nebraska”, que é totalmente fora da curva em sua curso, é ignoto no Brasil. A faixa-título conta a história real de um par de adolescentes que, nos anos 1950, mataram 11 pessoas nas estradas de Nebraska.

Uma melodia pesada, num filme também pesado. É esperar para ver a bilheteria.

Folha

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *