Ano pulsante para o cinema pátrio, 2025 viu artistas brasileiros empunharem prêmios dos festivais de Cannes e Berlim, para “O Agente Secreto” e “O Último Azul”, além do Oscar, para “Ainda Estou Cá”.
Em meio a esta boa safra brasileira, longas estrangeiros, principalmente em língua não inglesa, também foram amplamente elogiados por público e sátira.
Com isso em mente, a Folha convidou jornalistas e críticos da dimensão de cinema para indicar, cada um, os cinco melhores filmes que viram nascente ano, no giro mercantil ou em vestígios.
Confira a lista completa inferior.
Alessandra Monterastelli
Repórter da Folha
Foi Somente um Acidente
Direção: Jafar Panahi
Em edital nos cinemas
Jafar Panahi retrata a repressão política no Irã sem fazer de seu filme um show de horrores. Pelo contrário, o diretor abre mão de uma narrativa obscura e usa manifesto humor sem razão para desarmar. O impacto fica por conta dos diálogos, que provocam para os limites do perdão e da humanidade.
Flow
Direção: Gints Zilbalodis
Disponível no Prime Video e Apple TV
Sem diálogos e com orçamento independente, o lituano Gints Zilbalodis fez uma animação épica e sensível sobre um gatinho preto que luta para sobreviver, junto de outros animais, a um dilúvio em um mundo já sem humanos. O filme foi coroado com o Oscar.
Frankenstein
Direção: Guillermo Del Toro
Disponível na Netflix
No momento em que monstros clássicos vêm sendo ressuscitados no cinema, Del Toro transformou a história de Mary Shelley em uma trágica parábola sobre a paternidade narcisística. O horror é centrado no traumatismo geracional, no deserção e no ego inerente a toda geração, tudo em cenários mórbidos e estéticamente estonteantes.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Direção: Chloe Zao
Estreia em 15 de janeiro, nos cinemas
William Shakespeare e sua mulher, Agnes, em uma performance potente de Jessie Buckley, precisam mourejar com a morte do fruto. Mais do que dissecar o luto e a interrupção da vida pelos traumas, o filme de Chloe Zao é uma peça dramática sobre uma vez que a arte pode se abastecer das dores da vida e transformá-las em perenidade.
Hedda
Direção: Nia DaCosta
Disponível no Prime Video
Dirigido pela promissora jovem cineasta Nia DaCosta, o filme fundamentado na peça de Henrik Ibsen se passa em somente uma noite, com um ou outro flashback. A trama acontece no primórdio do século 20 e acompanha a ambiciosa Hedda, interpretada pela superabundante Tessa Thompson, que dá uma sarau em seu casarão. A acadêmica Eileen, numa performance fascinante de Nina Hoss, é uma paixão mal resolvida de Hedda que reaparece. A dona da vivenda, logo, manipula seus convidados para satisfazer suas frustrações e interesses.
Henrique Artuni
Editor-assistente da Ilustrada
Blue Moon
Direção: Richard Linklater
Exibido na 49ª Mostra, sem previsão de estreia
Quando Richard Linklater quer, põe sua pena a serviço de um grande texto. É o caso deste filme de câmara centrado no genial Lorenz Hart a observar a mediocridade que corrói o mundo. Cá, a música importa tanto quanto o verbo, o olhar, a piedade e o desprezo.
Cloud – Nuvem de Vingança
Direção: Kiyoshi Kurosawa
Disponível na Mubi
Com sua inegável e habitual habilidade, Kiyoshi Kurosawa faz um terror de compressão e sugestão, antes de explodir numa ação nervosa e desconfortável. É um díptico sobre a violência na era do dedo, que entende a sede de poder escondida detrás de cada dancinha do TikTok.
Folha Seca
Direção: Alexandre Koberidze
Exibido na 49ª Mostra, sem previsão de estreia
Belíssimo filme de variações sobre o visível e do invisível em imagens de baixa definição. Um pai procura a filha por entre campos de futebol desertos, atravessando o interno da Geórgia. Tudo para não encontrá-la, ou melhor, para entender o que tanto procura. Disparado a melhor trilha do ano —o melhor som ficou para “Mirros No. 3”, minimalista empreitada de Petzold.
O que a Natureza te Conta
Direção: Hong Sang-soo
Em edital nos cinemas
O prolífico Hong Sang-soo brinda seu público com uma de suas melhores comédias, enxurrada de constrangimento, vergonha alheia e ambíguas pontas de trova —tudo enquanto um rapaz vai visitar a vivenda dos pais da namorada pela primeira vez.
Resurrection
Direção: Bi Gan
Exibido na 49ª Mostra, sem previsão de estreia
O cinema é uma ilusão universal, nos lembra Bi Gan, nessa jornada megalomaníaca por uma história da sétima arte. Entre rolos de película, teremins, mágica e budismo, partindo dos Lumière e passando por Samuel Fuller, o chinês chega ao fluxo alucinante da modernidade, dando uma prelecção ao que tanto se celebra em telas ocidentais.
Guilherme Luis
Repórter da Folha
Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa
Direção: Fernando Fraiha
Disponível no Prime Video
Retrato mais quebradiço da obra de Mauricio de Sousa, o filme foi um baita presente de 90 anos para o quadrinista e os leitores do Brasil. Fraiha captou com precisão a mistura de inocência e sapequice que faz de Chico Bento um tesouro pátrio. Destaque para as cenas sem pé nem cabeça mas divertidíssimas com Taís Araujo no papel de uma árvore.
Guerreiras do K-pop
Direção: Chris Appelhans e Maggie Kang
Disponível na Netflix
Sobram motivos para nascente ser o fenômeno do ano. O filme empacota música boa, personagens inesquecíveis e uma história repleta de entrelinhas. A embalagem, logo, é de talar, mais um dos ótimos exemplos recentes de uma vez que animar para além do traço óbvio da Disney e da Pixar.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Direção: Chloe Zao
Estreia em 15 de janeiro, nos cinemas
Chloé Zhao filma com a delicadeza de poucos. Não à toa deve entrar com força na corrida pelo Oscar —sua versão de Wlliam Shakespeare, feito de forma claro por Paul Mescal, cresce devagarinho, e arrebata com um dos finais mais poderosos do cinema nascente ano. Jessie Buckley, no protagonismo, faz uma mãe que dilacera, em performance que merece mesmo todos os elogios.
O Olhar Misterioso do Flamingo
Direção: Diego Cespedes
Estreia em 26 de fevereiro, nos cinemas
Travestis cheias de paixões e raivas são o meio deste belo filme chileno. Impressionante estreia na direção de um cineasta de somente 30 anos, que capta com destreza a dor e o paixão das vidas LGBTQIA+.
Nosferatu
Direção: Robert Eggers
Disponível no Prime Video
Tenebroso, homérico e singelo, o novo “Nosferatu”, lançado nos primeiros dias do ano, assombrou as mentes por um bom tempo. Robert Eggers fez uma releitura sombria e apaixonada de um dos vampiros que mais merece ser muito tratado no cinema.
Inácio Araujo
Crítico de cinema da Folha
O Agente Secreto
Direção: Kleber Mendonça Rebento
Em edital nos cinemas
Para falar da ditadura brasileira, nascente filme não vai detrás do já muito espargido (a tortura e outras barbaridades), nem procura seu pior período (o governo Médici). Traz até um tanto de uma vitalidade que existiu à margem de muitos crimes. Ainda assim, ali estão fantasmas que a ditadura talvez tenha herdado de séculos passados, mas que legou intactos, e provavelmente mais crescidos, ao Brasil contemporâneo.
Valor Sentimental
Direção: Joachim Trier
Estreia em 25 de dezembro
Neste filme, o meio é o conflito entre um pai diretor de cinema e uma filha grande atriz de teatro. Outro meio é o lugar, a velha vivenda ocupada pela família há algumas gerações. Outro meio é o tempo, uma vez que reencontrar e, sobretudo, restabelecer o tempo perdido. Ainda se pode falar da incomunicação, evidente. Mas essa graduação de conflitos, de perdas, de dores carrega e honra a rica tradição do cinema nórdico, de Dreyer, Bergman, Victor Sjostrom e tantos mais.
Uma Guerra Em seguida a Outra
Direção: Paul Thomas Anderson
Disponível na HBO Max
Cá, o testemunha encontra um grande filme de ação. Não só ação: paixão, violência, humor, melodrama. Paul Thomas Anderson parece que quer colocar em seu filme o cinema inteiro: a dor, o prazer, o heroísmo, a imbecilidade, a venustidade, o sentimentalismo. Tudo está lá, numa proeza em que a surpresa não é um recurso barato, mas traz a nós, por vezes, a sensação de estar vendo o que nunca antes se viu.
The Mastermind
Direção: Kelly Reichardt
Disponível na Mubi
Houve o Vietnã dos veteranos (Rambo, p.ex.), houve também o dos desertores (Oh, Canadá). Mooney é dissemelhante, é um entre dois: perdido no seu tempo, sem eirado nem extremidade, filhinho de mamãe, o que larga os estudos, o deslocado. Até que resolve roubar um museu. Reichardt segue seus passos, sem repulsa, mas também sem condolência.
Grand Tour
Direção: Miguel Gomes
Disponível na Mubi
Levante pode ser um filme cômico (ou quase) sobre as atribulações amorosas e coloniais de um parelha. Mas o filme de Miguel Gomes leva esse tour a tal extremo, a tal paroxismo, que já é a proeza do cinema do século pretérito que cá se reconta: temos ali o romantismo reduzido ao sentimentalismo, os sentimentos reduzidos à sua sentença mais simples, a proeza colonial uma vez que viagem a um Oriente ignoto absorvido e entendido uma vez que apêndice imperfeito do Poente. A história parece se rir de nós.
Leonardo Sanchez
Repórter da Folha
Amores Materialistas
Direção: Celine Song
Disponível para compra e aluguel
Muitos acharam o filme uma queda brusca em relação ao trabalho anterior de Celine Song, “Vidas Passadas”. Mas a verdade é que a cineasta se especializou no público enamorado e, com “Amores Materialistas”, entregou mais uma trama sensível, comovente e que provoca o testemunha e os seus amores. Filme ligeiro, gostoso de ver, mas que não é vazio.
Varão com H
Direção: Esmir Rebento
Disponível na Netflix
Chocante não pelo sexo, mas por quão profundo é o mergulho na vida de Ney Matogrosso, o filme de Esmir Rebento destoa das fórmulas usadas à exaustão nas cinebiografias do cinema pátrio. Estranhamente sexy em meio à sua tristeza, a obra é tão pop quanto o artista que retrata, graças também ao ótimo trabalho de Jesuíta Barbosa. Menção honrosa para a cena que se desenrola ao som da música-título, uma orgia sensorial ousada e muito muito filmada.
O Olhar Misterioso do Flamingo
Direção: Diego Cespedes
Estreia em 26 de fevereiro, nos cinemas
Uma grata surpresa vinda da seleção de Cannes deste ano, o filme premiado na mostra Um Patente Olhar destoa da produção queer latino-americana atual ao jogar com a fantasia e retratar corpos e afetos LGBTQIA+ ainda relegados às margens —às vezes pela própria militância. Outro que encanta em meio à sua tristeza, o longa chileno é daqueles que devem se perder no calendário de estreias, mas que merece muito ser visto.
Pecadores
Direção: Ryan Coogler
Disponível na HBO Max
A sensação era de que ninguém botava muita fé no longa de Ryan Coogler. Mesmo a divulgação foi tímida. “Pecadores”, porém, arrebatou sátira e público com uma história que consegue encontrar originalidade no já tão explorado subgênero de vampiros. É um horror à tendência antiga, ao mesmo tempo em que soa extremamente atual. Musicalidade se une ao sombrio num blockbuster classudo, que tem muito a proferir.
A Semente do Fruto Sagrado
Direção: Mohammad Rasoulof
Disponível para compra e aluguel
Enquanto todos se voltam a outro iraniano —Jafar Panahi, de “Foi Somente Um Acidente”—, não podemos olvidar do compatriota Mohammad Rasoulof, que foi vergonhosamente injustiçado no Festival de Cannes do ano pretérito e, ao adentrar a temporada de prêmios que se seguiu, acabou sumindo. Uma pena, porque o filme é tão potente e necessário quanto o de Panahi, unindo o entretenimento de seu thriller à sátira social e política de seu drama.
Lúcia Monteiro
Professora e sátira de cinema
O Último Incidente
Direção: Maurílio Martins
Não disponível no streaming
Sediada em Enumeração e formada por um grupo de amigos, a produtora mineira Filmes de Plástico vem desenvolvendo uma maneira muito inventiva de fazer cinema, com orçamentos reduzidos e a partir de um olhar periférico. A mais recente realização do grupo se ambienta nos anos 1990 para recontar a história de um juvenil que encontra a câmera de VHS do pai e decide inventar o último incidente do traçado entusiasmado “A Caverna do Dragão”. É uma comédia dramática juvenil, daquelas boas de ver em família, e que garante nostalgia e boas risadas sobretudo para quem viveu os anos 1990.
O Agente Secreto
Direção: Kleber Mendonça Rebento
Em edital nos cinemas
Com um elenco formidável, em que rostos conhecidos convivem com estreantes, o longa é a mais complexa realização do cineasta pernambucano. Saborosa, a remontagem dos espaços e figurinos do Recife dos anos 1970 é por si só um grande trunfo. O filme adota um tom de humor ácido e flerta com o gore para escancarar violências e desigualdades do período da ditadura social militar brasileira, com fortes repercussões no presente.
Trilha Sonora para um Golpe de Estado
Direção: Johan Grimonprez
Disponível para compra e aluguel
Premiado, o documentário focado na independência do Congo toma uma vez que base em um minucioso trabalho com imagens de registro que investiga com olhar fresco o golpe e o assassínio do primeiro-ministro congolês Patrice Lumumba, que lutou contra a colonização belga. Sua maior originalidade é realçar o papel do jazz uma vez que soft power na geopolítica dos anos de Guerra Fria.
Dahomey
Direção: Mati Diop
Disponível na Mubi
Em meio às crescentes discussões sobre a restituição de obras de arte e objetos espoliados das antigas colônias europeias na África, o filme da cineasta francesa Mati Diop acompanha o retorno de 26 artefatos do Reino de Daomé, levados para a França durante o período colonial. Em diálogo com filmes uma vez que “As Estátuas Também Morrem”, de Marker e Renais, e “E os Cães se Calavam”, de Sarah Maldoror, o filme dá espaço para ouvir a avaliação e os sentimentos dos objetos, investindo também no debate de estudantes sobre o que significa a reembolso dessa pequena parcela que retorna ao atual Senegal.
Mechanical Kurds
Direção: Hito Steyerl
Não disponível no streaming
Em meio às discussões sobre o lugar da lucidez sintético na geração artística e no cinema, o vídeo da cineasta alemã Hito Steyerl, exibido na exposição “O Mundo Através da IA”, no Sesc Campinas, vale-se de ferramentas de lucidez sintético analítica e generativa para jogar luz sobre as condições de trabalho dos humanos que alimentam plataformas de IA, sobretudo mulheres curdas, no setentrião do Afeganistão. O nome faz referência à Mechanical Turk, plataforma desenvolvida pela Amazon para concentrar o trabalho terceirizado de tirocínio de máquina.
Sérgio Telheiro
Crítico de cinema
Cloud – Nuvem de Vingança
Direção: Kiyoshi Kurosawa
Disponível na Mubi
O mais inventivo cineasta nipónico em atividade realiza mais um de seus encontros de gêneros –policial, suspense, terror– e ainda faz uma inolvidável afimação de autoria no final.
Oeste Outra Vez
Direção: Érico Rassi
Disponível no Globoplay
Justamente premiado no ano pretérito em Gramado, o longa de Rassi supera todas as outras estreias comerciais brasileiras deste ano ao mostrar, com uma mise-en-scène primorosa, a fragilidade e a estupidez dos homens.
The Mastermind
Direção: Kelly Reichardt
Disponível na Mubi
Finalmente Reichardt realiza um filme que valoriza todo o seu talento para encenação e construção de atmosfera, mostrando, de quebra, uma bela lição de excursão.
Fuck the Polis
Direção: Rita Azevedo Gomes
Não disponível
Atração da última edição da Mostra de Cinema de São Paulo, nascente filme põe sua diretora nos trilhos da grande Marguerite Duras: atenção à termo sem declinar da constituição de belas imagens.
Virtuosas
Direção: Cintia Domit Bitar
Não disponível
Inteligente filme de terror que passa por várias questões brasileiras recentes sem temer o mergulho no gênero e com a possibilidade de furar a bolha, tanto dos fãs quanto dos cinéfilos politizados.
Teté Ribeiro
Jornalista da Folha
Uma Guerra Em seguida a Outra
Direção: Paul Thomas Anderson
Disponível na HBO Max
O melhor filme do ano, talvez de vários anos que já passaram e ainda outros que estão por vir. Com as atuações mais inspiradas de três grandes atores, o gênio Leonardo DiCaprio, o maravilhoso Benício Del Toro e o sempre surpreendente Sean Penn, além da diva máxima Teyana Taylor (guarde nascente nome), o filme tem um único defeito, na minha opinião: a trilha, às vezes irritante.
Jay Kelly
Direção: Noah Baumbach
Disponível na Netflix
Nunca imaginei que a dupla George Clooney e Adam Sandler daria manifesto, ainda muito que eu estava errada! Jay Kelly é uma delícia de filme, escrito e dirigido por Noah Baumbach, um dos grandes dos tempos atuais. Uma história emocionante, engraçada, maluca e triste também. E ainda tem um documentário sobre os bastidores muito permitido na Netflix, não perdida.
O Agente Secreto
Direção: Kleber Mendonça Rebento
Em edital nos cinemas
Impossível falar desse filme de maneira 100% recto. E dane-se, vai na parcialidade mesmo, porque é ótimo e tomara que ganhe todos os prêmios a que for indicado.
Mata Hari
Direção: Joe Beshenkovsky e James A. Smith
Não disponível no streaming
O documentário mais incrível e louco do ano ainda não estreou no Brasil —alô distribuidoras! Premiado no Festival de Veneza, onde fez sua première, conta a história de um filme incompleto dirigido durante anos pelo ator David Carradine —o Bill, de “Kill Bill”— uma vez que forma de se aproximar de sua filha, Pedicuro, a quem prometeu o que ele achava mais valedouro na vida: o sucesso e uma curso no cinema.
Zootopia 2
Direção: Jared Bush e Byron Howard
Em edital nos cinemas
Levou quase dez anos para chegar a prosseguimento de uma das melhores animações de todos os tempos, “Zootopia”, de 2016. Mas, enfim, está aí, em edital, no cinema, uma vez que é milénio vezes melhor de ver. Agora com um roteiro ainda mais sofisticado, inteligente e risonho, que toca em temas profundos sem tratar nem crianças, nem adolescentes, nem adultos, nem velhinhos uma vez que idiotas.
