Fórmula 1: lewis hamilton vive inferno astral na ferrari

Fórmula 1: Lewis Hamilton vive inferno astral na Ferrari – 05/11/2025 – Esporte

Esporte

Heptacampeão mundial, Lewis Hamilton chegou à Ferrari nesta temporada carregando muito mais do que seus títulos, levou consigo o peso das expectativas e o libido de provar que ainda pode se reinventar. O piloto mais vitorioso da história da F1 tenta reescrever sua história na mais tradicional e vencedora equipe do automobilismo.

Hamilton tomou decisões importantes na curso. Em 2012, deixou a britânica McLaren —equipe que o projetou para a F1 e onde conquistou seu primeiro título mundial— e foi para a alemã Mercedes. O movimento parecia perigoso, mas deu origem a uma das parcerias mais bem-sucedidas do esporte: foram seis títulos no campeonato de pilotos (2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020) e sete no mundial de construtores (2014 a 2020).

Na Ferrari, porém, a fórmula parece não se repetir. O desportista tem seu pior desempenho na F1 até cá na escuderia italiana. O ponto sobranceiro da temporada do britânico foi a vitória na sprint —prova mais curta no sábado— realizada na China, em março.

Em 2025, Hamilton não subiu ao pódio nenhuma vez em Grandes Prêmios. São 20 corridas fora do top 3 —número que supera a marca do galicismo Didier Pironi, piloto da Ferrari em 1981 e 1982, que precisou de 18 corridas para terminar no pódio. Esse é o maior jejum de pódios de um desportista pela equipe de Maranello.

A sequência de resultados aquém do esperado se refletiu em declarações de Hamilton. Na Hungria, em julho, por exemplo, terminou em 12º e se descreveu porquê “inútil”, sugerindo que a escuderia procurasse um novo piloto. Na Bélgica, em agosto, classificou sua atuação porquê “definitivamente um término de semana para olvidar”.

Secção das frustrações do britânico se dá por limitações do coche, a SF-25, somadas a decisões técnicas da equipe. Em Ímola, em maio, o desportista comparou a inconsistência dos freios com uma “loteria”. No Canadá, em junho, comentou que o coche “não queria virar” em curvas de baixa velocidade. Já no Azerbaijão, em setembro, disse não estar esperançado na desaceleração quando pisava nos freios. Reclamações sobre a degradação dos pneus e a falta de aderência também apareceram em outros momentos da temporada.

Fred Vasseur, patrão da Ferrari, admitiu ter subestimado o repto da adaptação de Hamilton. “Foi uma mudança enorme para o Lewis em termos de cultura, de pessoas ao volta dele, em termos de software, em termos de coche, em termos de qualquer tópico. Foi uma grande mudança que talvez tenhamos subestimado, Lewis e eu”, disse.

A Ferrari não vive uma boa temporada –roupa que também já foi constatado por Charles Leclerc, seu companheiro de equipe. “Não sei muito porquê volver essa situação, porque não temos peças novas nem zero para o coche”, disse o monegasco à F1, em outubro, em Singapura.

“Demos passos avante [no começo da temporada], mas os outros também deram, portanto a diferença permaneceu praticamente a mesma, e portanto a Red Bull deu dois passos avante na temporada. Agora a Mercedes parece ter oferecido esse passo avante e nós somos os únicos que não encontraram essa solução”, afirmou Leclerc.

A McLaren, com Lando Norris e Oscar Piastri, garantiu o título de construtores com seis provas de antecedência e já soma 713 pontos neste ano. A Ferrari, em segundo lugar, contabiliza 356, mas não tem folga no ranking com outras equipes. A Mercedes está somente um ponto detrás. Já a Red Bull, na quarta colocação, tem uma desvantagem de unicamente dez pontos em relação à escuderia italiana.

Na primeira temporada de Hamilton na F1 em 2007, na McLaren, o piloto venceu quatro corridas e subiu ao pódio outras oito vezes, totalizando 109 pontos na temporada –com sistema de pontuação dissemelhante do atual. No ano seguinte, venceu seu primeiro título mundial. Ao estrear na Mercedes em 2013, repetiu um ciclo sólido: conquistou cinco pódios, incluindo uma vitória, e somou 189 pontos.

Hamilton chega a Interlagos em sexto lugar no campeonato de pilotos, com 146 pontos —64 detrás de Leclerc, que ocupa o quinto lugar. O melhor resultado do britânico até agora foi chegar em quarto em quatro corridas –Emilia Romanha, Áustria, Inglaterra e Estados Unidos.

Para o heptacampeão, o sonho de trazer o título mundial a Maranello, em jejum há quase duas décadas, continua em 2026, quando novo regulamento técnico entra em vigor.

Folha

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