Fracasso esportivo de neymar leva o santos ao mercado

Fracasso esportivo de Neymar leva o Santos ao mercado – 18/08/2025 – Esporte

Esporte

Neymar se senta no gramado e cobre o rosto, depois a vexatória goleada por 6 a 0 sofrida pelo Santos diante do Vasco, no domingo (17). Com os olhos marejados, recebe o consolo do técnico da equipe carioca, Fernando Diniz, antes de deixar o Morumbi.

Minutos depois, ele traduz em palavras o sentimento exposto nas imagens: “Foi uma merda. É uma vergonha fazer isso com a camisa do Santos”.

Rebaixado em 2023, o Santos se vê novamente na luta contra o descenso no Campeonato Brasílio. Enquanto os maus resultados se acumulam, o desportista que voltou neste ano com grande sarau —atuou de 2009 a 2013 no time profissional alvinegro, com grandes conquistas—vai colecionando momentos de irritação.

Em múltiplas ocasiões, envolveu-se em discussões com torcedores da arquibancada que questionavam seu desempenho. Disse, em uma delas, que, se estivesse prejudicando o time, seria o primeiro a “pegar as coisas e transpor”.

A crise vai muito além do desempenho do jogador. E custou o serviço de Cleber Xavier, deposto logo depois da goleada, com menos de quatro meses de trabalho.

Dirigentes avaliavam que a aposta em Xavier era um risco calculado: um profissional qualificado uma vez que facilitar, sempre uma vez que assistente de Tite, mas sem lastro uma vez que treinador principal. O salário de R$ 350 milénio, com um gasto totalidade de R$ 500 milénio na percentagem técnica, e a multa rescisória correspondente a três meses de contrato eram considerados fatores que, em caso de insucesso, tornavam a ruptura administrável.

Agora, o clube trabalha para ter um substituto ainda antes da partida contra o Bahia, no domingo (24). O nome preposto é Jorge Sampaoli. O entrave, porém, são as exigências feitas pelo prateado.

O técnico faz juras de paixão ao Santos, clube que dirigiu em 2019, mas impõe condições duras. Ele pede três reforços —um zagueiro, um volante e um atacante— todos em caráter de compra, o que representaria um gasto basta para o clube. Quer ainda um contrato de três anos e se mostra quase inflexível nas negociações. A isso se soma o altíssimo salário exigido.

Enquanto a diretoria não resolve quem conduzirá o time, Neymar é pressionado, depois um primeiro semestre no qual enfrentou sucessivas lesões. Sua escassez ficou mormente marcada na semifinal do Campeonato Paulista, perdida para o arquirrival Corinthians. Mesmo com ele em campo, também houve frustração com a queda precoce na Despensa do Brasil, pelas mãos do CRB, na terceira tempo do torneio.

Diante do vexame contra o Vasco, o diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, prometeu mudanças. “O Santos não vai permitir uma situação tão plangente, a falta de intensidade, a falta de tudo, que acarretou nessa tragédia, vamos expor assim”, disse. “Vamos investigar o mercado.”

Até a goleada, a diretoria presidida por Marcelo Teixeira não planejava substanciar o elenco. Era a presença mais manente do próprio Neymar que era tratada uma vez que o grande reforço do segundo semestre.

A direção do Santos passou a cobrar mais controle sobre a preparação do desportista. Durante o tratamento da lesão sofrida em abril, na coxa esquerda, exigiu que os cuidados fossem realizados por profissionais contratados pelo clube, não somente os do próprio jogador, para que a percentagem técnica pudesse seguir de perto sua dedicação.

Neymar tem sido pressionado a cuidar de maneira melhor do próprio corpo. Embora sua presença em festas e eventos não seja reprovada pela diretoria, há preocupação com a qualidade do sono, considerada importante para a recuperação de atletas de basta nível.

A reportagem acompanhou sua participação em um torneio de pôquer organizado recentemente por um patrocinador. Nesse envolvente, Neymar atua sem pressão. Rodeado de amigos famosos e de pessoas dispostas a remunerar R$ 25 milénio para se sentar à mesa, vive um universo distante da cobrança que o acompanha no futebol.

Nos gramados, os sorrisos têm sido menos frequentes. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, ele não estará em campo contra o Bahia, em Salvador, no domingo (24). Dessa forma, o vexame diante do Vasco foi sua última aparição antes da próxima convocação da seleção brasileira, marcada para segunda-feira (25), quando Carlo Ancelotti var anunciar a lista para os jogos contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias.

Ausente na primeira convocação do italiano, o camisa 10 ainda não atuou sob seu comando. Pesquisa Datafolha de junho mostrava um país dividido: 48% dos brasileiros defendiam sua presença na Despensa do Mundo de 2026, e 41% rejeitavam a teoria —a margem de erro era de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

De lá para cá, o craque pouco fez para ampliar a popularidade e reduzir a repudiação, cada vez mais visível na própria torcida do Santos.

No término da goleada do último domingo, boa segmento dos presentes no Morumbi virou as costas para o time, em sinal de protesto.

Com 21 pontos, a equipe alvinegra tem somente dois de vantagem sobre o Vitória, o primeiro na zona de rebaixamento do Brasílio.

Folha

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