Frank Gehry, ícone da arquitetura mundial, morre aos 96 anos

Frank Gehry, ícone da arquitetura mundial, morre aos 96 anos

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Frank Gehry comparece à inauguração de prédio projetado por ele em Los Angeles, em 2019
Mike Blake/Reuters
Frank Gehry, cujas criações ousadas e espirituosas de torres inclinadas e placas onduladas de metal curvado, porquê o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, o transformaram em uma superstar no mundo da arquitetura, morreu na sexta-feira. Ele tinha 96 anos.
Meaghan Lloyd, gerente de equipe de Gehry, confirmou sua morte em um e-mail à escritório de notícias Reuters, escrevendo que Gehry morreu “no início desta manhã em sua morada em Santa Monica posteriormente uma doença respiratória recente”.
As criações mais memoráveis e rebeldes de Gehry muitas vezes pareciam ter desabado recentemente de uma forma artística ou estar no processo de fazê-lo. Elas eram aclamadas porquê obras de genialidade ou criticadas porquê bagunças autoindulgentes.
Suas obras eram tão fantasiosas que às vezes nem ele tinha certeza do que havia criado, porquê foi o caso do museu de Bilbao.
Veja os vídeos que estão em subida no g1
“Sabe, eu fui lá pouco antes da inauguração, olhei para aquilo e disse: ‘Meu Deus, o que eu fiz com essas pessoas?'”, Gehry disse à revista “Vanity Fair”. “Levou alguns anos para eu iniciar a gostar dele, na verdade.”
Em 2010, um tela de especialistas reunido pela “Vanity Fair” citou o museu de Bilbao porquê a obra de arquitetura mais importante desde 1980. O eminente arquiteto Philip Johnson o chamou de “o maior prédio do nosso tempo” e Gehry de “o maior arquiteto que temos”. Ainda assim, Gehry se encolhia quando era chamado de “starchitect”.
Obras notáveis
Em março de 2015, o campus do Facebook em Menlo Park, Califórnia, inaugurou uma expansão maciça projetada por Gehry, que recebeu instruções para não ser ousado demais para que a instalação ainda se encaixasse em seu entorno.
Gehry também inaugurou o museu Fondation Louis Vuitton, em Paris, em 2014.
Frank Gehry caminha adiante do seu icônico Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, em 2019
Mike Blake/Reuters
O bilionário gálico Bernard Arnault prestou homenagem a Gehry posteriormente sua morte.
“Frank Gehry — que tinha um talento incomparável para moldar formas, franzir o vidro porquê se fosse tela, fazê-lo dançar porquê uma silhueta — permanecerá por muito tempo porquê uma manadeira viva de inspiração para a Louis Vuitton, assim porquê para todas as Maisons do grupo LVMH”, disse ele em um expedido.
Outros edifícios notáveis de Gehry incluíam a Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, a Dancing House em Praga, o Experience Music Project em Seattle e a torre residencial 8 Spruce em Novidade York.
Críticos de Gehry o acusavam de ignorar a função em obséquio da forma. Seu Disney Center foi atacado por vários críticos porquê “uma rima de louças quebradas”, “um biscoito da sorte enlouquecido”, “lixo desconstrutivista” e “uma cesta de lixo esvaziada”.
Gehry tentava ignorar as críticas e disse à “New Yorker” em 2007: “Você meio que diz: ‘Pelo menos estão olhando'”.
Mas ele nem sempre foi tão tranquilo. Enquanto estava na Espanha, em outubro de 2014, para receber um prêmio, Gehry foi questionado sobre críticas de que seu trabalho era chamativo demais. Ele levantou o dedo médio e disse: “Neste mundo em que vivemos, 98% de tudo o que é construído e projetado hoje é pura merda. Não há siso de design, nenhum reverência pela humanidade ou por qualquer outra coisa. São prédios malditos e só”.
Nascido em Toronto
Gehry nasceu Frank Owen Goldberg em 28 de fevereiro de 1929, em Toronto, fruto de judeus poloneses. Ele já projetava edifícios e cidades em miniatura com pedaços de madeira quando garoto.
“É isso que eu lembrava, anos depois, quando estava lutando para deslindar o que queria fazer da vida”, ele disse à revista “New Yorker” em 1977. “Isso me fez pensar em arquitetura. Também me deu a teoria de que um adulto podia distrair.”
Depois de se formar na Universidade do Sul da Califórnia, Gehry passou por um período inquieto. Trabalhou em alguns escritórios de arquitetura de Los Angeles, iniciou estudos na Escola de Design de Harvard, mas abandonou sem concluir o curso, serviu por um ano no Tropa dos EUA e se mudou para Paris por um ano.
Quando voltou para Los Angeles, em 1962, havia mudado seu sobrenome para Gehry a pedido da esposa, porquê forma de evitar o antissemitismo.
Ganhador do prêmio Pritzker
Seu projeto de destaque foi, em 1978, a reconstrução de sua própria morada em Santa Monica — transformando uma morada colonial holandesa rosa em um tanto imaginoso com materiais comuns porquê cercas de arame, alumínio corrugado e compensado sem conclusão.
Em meados dos anos 1980, Gehry estava atraindo atenção internacional com edifícios revestidos de aço inoxidável ou alumínio que pareciam vergar e oscilar, subvertendo as convenções da arquitetura.
Em 1989, Gehry ganhou o Prêmio Pritzker, o mais prestigioso de sua profissão. Mas ele realmente alcançou outro patamar com o Museu Guggenheim em Bilbao, concluído em 1997 usando software de computador que permitiu edificar formas cada vez mais excêntricas.
Gehry, que foi casado duas vezes e teve quatro filhos, também projetou móveis, joias, relógios, uma garrafa para uma destilaria de vodca e um chapéu para a cantora Lady Gaga que parecia uma volume subida e amassada de tecido prateado.

Fonte G1

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