Golpe do pedágio 'free flow' usa sites falsos; veja

Golpe do pedágio ‘free flow’ usa sites falsos; veja – 05/02/2026 – Tec

Tecnologia

Motoristas têm sido níveo de um novo golpe que explora o sistema de pedágio eletrônico sem cancela, sabido uma vez que “free flow”. Criminosos criaram dezenas de sites falsos que simulam a consulta e o pagamento de débitos de pedágio e desviam o moeda das vítimas por meio de transferências via Pix.

O esquema foi identificado pela empresa de segurança do dedo Kaspersky, que mapeou mais de 50 domínios fraudulentos registrados desde meados de dezembro de 2025. As páginas falsas imitam plataformas legítimas de pagamento e usam dados reais dos veículos para dar semblante de autenticidade à fraude.

Segundo a empresa, o golpe começa quando o motorista procura na internet por serviços de consulta ou quitação de pedágios. Os criminosos usam anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para posicionar os sites falsos entre os primeiros resultados, levando a vítima a clicar em links aparentemente confiáveis.

Ao acessar a página fraudulenta, o usuário informa a placa do veículo e visualiza um suposto débito em ingénuo. O valor costuma ser ordinário, semelhante ao dispêndio real de um pedágio, e o site exibe informações corretas do veículo, uma vez que protótipo e ano, o que reforça a sensação de legitimidade.

Convicto de que se trata de um serviço solene, o motorista realiza o pagamento, geralmente por Pix. O moeda, no entanto, é enviado para contas de “laranjas”, abertas em fintechs pouco conhecidas, com o nome do recebedor mudando com frequência para dificultar o rastreamento e o bloqueio dos valores.

“Criminosos usam anúncios pagos para chegar primeiro às vítimas e manipulam a crédito das pessoas com valores baixos e dados reais dos veículos, obtidos possivelmente de vazamentos de dados ou falhas em sistemas”, afirma Fabio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa e estudo da Kaspersky para a América Latina e Europa.

Segundo ele, o uso de contas de laranjas indica um esquema organizado e voltado a dificultar a ação policial. “É crucial que os motoristas fiquem atentos, pois com a popularização do free flow, mais golpes podem eclodir, uma vez que aplicativos móveis falsos para pagamentos”, diz.

Especialistas alertam que esse tipo de fraude tende a se intensificar sempre que novos serviços passam a ser adotados em larga graduação. “Criminosos aproveitam o momento para utilizar diversos tipos de golpes. Uma vez que boa secção da população não possui informações concretas sobre tal serviço, os criminosos criam mídias falsas para enganar as vítimas em potencial”, afirma Daniel Barbosa, perito em cibersegurança da Eset Brasil.

Uma vez que se proteger do golpe do pedágio eletrônico

Mesmo sem saber todos os detalhes sobre novos serviços, Barbosa diz que é provável adotar cuidados básicos para reduzir o risco de desabar em golpes.

“Preste atenção ao endereço dos sites, que sempre será dissemelhante da página solene. Para evitar ser vítima, pesquise em sites de procura pela página solene do serviço ou empresa que você está tentando acessar”, recomenda o perito.

Também é importante duvidar de anúncios patrocinados. “Sabemos que boa secção das comunicações que partem dos criminosos acontecem por email ou por mensagens em aplicativos, mas está cada vez mais frequente a contratação de propagandas em sites legítimos e redes sociais, aumentando bastante a credibilidade da abordagem”, afirma Barbosa.

Aliás, pagamentos de pedágio devem ser feitos unicamente para concessionárias oficiais. Se o Pix estiver em nome de pessoas físicas ou empresas desconhecidas, é sinal de alerta. “Quanto mais invocar sua atenção, maior a chance do teor não ser legítimo.”

Fazer o download de registro ou acessar sites falsos são ainda riscos para infectar dispositivos com vírus. “Para evitar que isso aconteça, tenha um software de proteção ou antivírus instalado. Ele ajudará a impedir que atividades maliciosas ocorram sem que você se dê conta”, diz o perito.

A orientação universal é acessar sempre os sites oficiais das concessionárias responsáveis pelo trecho do pedágio, digitando o endereço diretamente no navegador, e evitar pagamentos feitos a partir de links recebidos por anúncios ou mensagens.

Folha

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