Google minimiza impacto da ia sobre tráfego de sites

Google minimiza impacto da IA sobre tráfego de sites – 12/09/2025 – Tec

Tecnologia

A chegada da perceptibilidade sintético à procura do Google não muda a receita para nascer nos resultados: oferecer teor relevante para os usuários. Isso quem diz é Pandu Nayak, cientista-chefe da procura da empresa, onde trabalha há 20 anos.

A empresa lançou nesta segunda-feira (8) o Modo IA no Brasil em português. Anunciado em maio, o recurso expande o AI Overviews, de resumos gerados por IA, para uma aba dedicada, em utensílio similar ao que fazem o ChatGPT e o próprio Gemini da empresa.

Para o pesquisador, da mesma forma que a empresa desenvolve produtos pensando nos usuários, criadores de teor e empresas de mídia —que dependem do tráfico do buscador dominante— também devem pensar no que a audiência quer.

“Isso [é relevante] em um contexto em que as preferências dos usuários, principalmente para usuários mais jovens, da geração Z, estão mudando para mais teor de pessoas porquê eles. E estamos vendo esse tipo de mudança de comportamento acontecendo, portanto é importante que os editores reconheçam isso e encontrem os usuários onde eles estiverem”, disse Nayak à Folha.

As mudanças no resultado de maior rentabilidade da big tech preocupam setores que dependem dos cliques gerados pela inclusão dos seus sites nos resultados. A posição dos links nas páginas geralmente está relacionada a critérios porquê relevância da página, qualidade do teor e utilidade ao usuário. Agora, o Modo IA responderá a consultas em texto corrido, similar aos robôs populares de IA generativa, com links ao longo da resposta.

Segundo Nayak, embora as discussões tenham se voltado para porquê os veículos de notícia podem perder audiência por conta dos recursos de IA, os dados do Google mostram que o nível de tráfico que o buscador envia para a internet continua sólido e praticamente o mesmo.

“Isso não significa que durante esse mesmo período um publisher específico não possa ter perdido tráfico, mas isso não tem zero a ver com AI Overviews ou alguma coisa assim”, disse.

“Os usuários podem buscar um tipo de teor em vez de outro à medida que suas preferências mudam, e esse é um fator importante cá. Minha recomendação para os editores é prometer que estejam sempre inovando de maneira a atrair o público mais espaçoso verosímil”.

A visão do Google de que o tráfico permanece sólido é contestada por pesquisadores e veículos jornalísticos. Pesquisa do Pew Research Center publicada em julho mostra que usuários do Google que encontram um resumo de IA na resposta têm menor verosimilhança de clicar em links para outros sites do que usuários que não veem um resumo.

Segundo o item, usuários cujas consultas geraram um resumo de IA clicaram em um link tradicional (inferior do resumo) em 8% das visitas. Aqueles que não receberam um resumo de IA clicaram em um link quase duas vezes mais, em 15% das visitas. A empresa contesta a metodologia.

Em publicação no blog solene em maio, a vice-presidente global da Procura, Elizabeth Reid, afirmou que nos Estados Unidos e na Índia o AI Overviews foi responsável por um aumento de 10% no uso da plataforma.

Bruno Pôssas, brasílio que lidera a repartição de engenharia para procura no Google, disse em entrevista a jornalistas no evento de 20 anos da big tech no Brasil que oferecer respostas mais diretas de forma imediata não significa que a premência de informação em relação a outros assuntos será menor.

“Se o usuário perguntar qual foi o placar do último jogo do Atlético [e receber o resultado], ele ainda poderá pesquisar os melhores momentos da partida e tudo mais. Logo uma coisa não necessariamente implica a outra”, disse.

Outra preocupação ainda ecoa o lançamento do AI Overviews no ano pretérito. Nos primeiros meses no ar, a utensílio viralizou ao sugerir incluir cola em uma receita de pizza e proferir que o ex-presidente dos EUA Barack Obama é muçulmano.

“Essa é uma questão da mais subida valor para nós porque o Google sempre se orgulhou da qualidade das informações que produz. Mesmo com nossas experiências de IA, estabelecemos um padrão muito tá, o que não significa que não haverá erros”, disse Nayak.

O cientista-chefe, ex-professor da Universidade Stanford, disse que resultados problemáticos e desinformação também foram comuns ao longo do desenvolvimento da procura, mas a empresa trabalhou por anos para emendar e melhorar o serviço.

“Todos os nossos experimentos mostram que a qualidade das informações que estamos apresentando agora [no AI Overviews], é tão boa que está no nível de serviços que temos há muito tempo”, disse.

Para o horizonte da internet, o pesquisador afirmou que os usuários continuarão a querer ouvir o que outras pessoas têm a proferir, seja em sites com subida reputação, em empresas ou em redes sociais, e essa multiplicidade de vozes só está disponível na rede.

“Isso significa que tudo na web terá sucesso? Talvez não, mas essa é exclusivamente a natureza das coisas. Mas a web continuará existindo e sendo alguma coisa muito importante. As pessoas querem ouvir outras pessoas”, disse.

O jornalista viajou a Belo Horizonte a invitação do Google

Folha

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